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04abr2019
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Nicki Swift: “A verdade não contada sobre Adam Lambert”

A verdade não contada sobre Adam Lambert Se você conhece Adam Lambert por suas performances na oitava temporada do “American Idol” ou de suas performances grandiosas com o Queen, que abriu o Oscar 2019 com um estrondo, você pode pensar que já ouviu tudo que precisa ser dito sobre o cantor. Mas a história de Lambert vai muito além de reality shows e turnês esgotadas com um banda de rock icônica.
Crescer como um “outsider” como ele mesmo disse, sem amigos, buscando consolo no teatro, sendo o centro de muitas manchetes controversas (você sabia que ele já foi preso na Finlândia?) e até levando a ícone da música, Cher, às lagrimas. A história de Lambert vem com altos e baixos intrigantes e emocionantes o suficiente para garantir seu próprio filme de Hollywood. Nunca se esquivou de falar o que pensava, ele fez muitos fãs – e haters – desde que ganhou fama depois de sua surpreendente derrota em 2009 no “American Idol”. Essa é a verdade não contada sobre Adam Lambert.
Ele era um “outsider” antes de descobrir o teatro
Mesmo novo, Lambert era fiel a si mesmo, e como resultado, um autodeclarado “outsider”. Em entrevista com o The Guardian em 2018, ele falou sobre os tempos difíceis que ele experimentou enquanto crescia, dizendo, “Quando eu estava no ensino fundamental, eu não tinha nenhum amigo. Eu era a criança esquisita. Também, como uma pessoa gay, é preciso que seu corpo mude para que você entenda: Ah, por isso que eu sou diferente”. Então ele se inscreveu para o teatro musical em busca de consolo.
Como ele revelou durante sua audição para o “American Idol”, ele começou a cantar com 10 anos quando seus pais o colocaram no teatro. “Eu era hiperativo, fazia muito barulho e tinha muita energia”, ele lembra, “Então eles tinham que buscar uma distração para mim e eu adorei”. Ele acabou gostando tanto do teatro que quando cresceu, ao invés de ir para faculdade, ele aceitou um trabalho de 10 meses como cantor em um cruzeiro.
Quando ele estava de volta à terra firme, ele retornou as suas raízes do teatro, conseguindo um papel em “The Ten Commandments: The Musical” com Val Kilmer. Em 2005, ele se juntou ao elenco da produção nacional “Wicked” como substituto do Fiyero. Como ele disse ao “TheaterMania”, ele pôde interpretar o papel principal masculino pelo menos uma vez, mas sua performance rapidamente deu errado quando ele teve que descer deslizando por uma corda e caiu no palco, derrubando sua arma falsa. Ops!
Roubo é o culpado por sua perda no “American Idol”?
Seguindo a chocante final da 8ª temporada do “American Idol”, na qual o participante favorito, Adam Lambert, perdeu para seu adversário Kris Allen, foi revelado que o último pode ter tido uma vantagem injusta por ter recebido “dezenas, centenas ou até milhares de votos ilegais”, relatou o “The Independent”. Chamado de “Textgate”, o escândalo dos votos fez os fãs de Lambert se revoltarem quando souberam que um dos maiores patrocinadores do show, AT&T, deu para os fãs de Allen que participaram das festas em sua cidade natal telefones grátis e serviço de mensagens para que eles pudessem votar em Allen na noite da final. E tem mais, funcionários da AT&T mostraram para eles como potencializar os votos, conseguindo votar pelo menos 10 vezes com um click. Bobby Kierna, a mãe de um dos colegas de faculdade de Allen, disse que ela sozinha conseguiu votar 10.840 vezes em uma área de mensagem da AT&T.
Os fãs de Lambert não tiveram o mesmo benefício, mas a Fox, o canal que transmitia o “American Idol” na época, se manteve inflexível ao afirmar que “de maneira alguma qualquer pessoa influenciou injustamente o resultado da competição”.
Fãs se sentiram traídos após ele se assumir publicamente
Quando Lambert tinha 18 anos ele contou ao seus pais que era gay, como ele reafirmou em uma entrevista com a Billboard em 2018, sua família liberal não ficou surpresa: “Eles meio que ficaram – Ah, jura”. Deste momento em diante ele nunca mais escondeu sua orientação sexual, mas ele também não pensou em anunciar isso quando começou a ganhar fama. “No tempo em que eu estava no ‘American Idol’, eu era gay assumido por anos, eu acho que não percebi que tinha que me revelar publicamente”, ele disse.
Isso mudou em 2009 quando Lambert se assumiu publicamente na capa da revista “Rolling Stone”, dizendo “eu acho que não é surpresa para ninguém ouvir que eu sou gay”. Exceto que foi uma surpresa para alguns. “Eu tive fãs do programa dizendo que se sentiram traídos”, ele disse ao “The Guardian” em 2018. “Pessoas estavam dizendo: ‘você não declarou isso enquanto estava no programa’, eu não o fiz, mas não percebi que era necessário. Eu já era assumido. Além disso, a imprensa gay me criticou por não ter me assumido da maneira certa”.
Falando com a NME, ele elaborou, “Foi interessante porque tinha membros da comunidade gay dizendo ‘porque você não se assumiu?’ e eu pensava ‘eu sou assumido!’, eu não percebi que quando você é uma figura pública, você tem que declarar isso. Foi interessante aprender como estava acontecendo. ‘Oh isso que é ser uma celebridade queer’.”
Ele acusou Simon Cowell de “Gay Shaming”
Olhando para trás por sua passagem pelo “Idol” na entrevista com NME em 2018, Lambert chamou o programa e especialmente seu jurado principal, Simon Cowell, de “gay shaming”. “Eu percebo agora que até a temporada que eu participei, toda vez que alguém ia no programa que fosse gay ou que fosse óbvio que era gay, eles eram como uma piada”, ele disse a revista. “Eles eram ridicularizados”.
De acordo com Lambert, Cowell frequentemente liderava o ataque, dizendo que o jurado “faria piada com eles”. Lambert adicionou “Isso era o alívio cômico. ‘Você não pode ter uma carreira como um cantor, você é muito afeminado’”, dando como exemplo Adore Delano, que foi encontrar fama no “RuPaul’s Drag Race”. Lambert argumentou, “Ele é um bom cantor”, adicionando, “Simon fez a vida dele mais difícil”.
Ele admitiu que Cowell mudou para melhor – “Ele meio que se conscientizou sob esse aspecto e percebeu rapidamente que isso não é mais aceito” – mas isso não impediu que ele mais uma vez acusasse o jurado de “gay shaming” em uma entrevista com o “The Gardian”. “Eu estava assistindo [‘American Idol’] por anos e qualquer um que fosse obviamente gay no programa tinha sido ridicularizado – Cowell fazia brincadeiras com eles e então eles viravam piada”, ele reiterou.
Ele acumulou 1500 reclamações com um beijo
Quando Adam Lambert subiu no palco no “American Music Awards” em 2009 para promover a faixa-título de seu álbum de estreia, “For Your Entertainment”, ele fez bocas caírem com uma performance atrevida que tinha todo o tipo de provocação. Desde beijar um músico homem a mostrar o dedo do meio e simular um ato sexual. A audiência não ficou muito satisfeita e eles deixaram a ABC, emissora que transmitia o programa, saber exatamente o que eles sentiram ao fazerem 1500 reclamações formais, confirmou a Reuters.
Abordando a reação alguns anos depois, em 2018, Lambert admitiu sentir-se confuso sobre o incidente. “Eu sou sempre um tipo de ser do contra, que debate e prova um ponto. Mas ao mesmo tempo, eu não queria perder minha chance”, ele confessou ao NME. “Eu queria ter uma carreira que estivesse disponível para mim, então foi um pouco conflitante. Eu não sabia exatamente o que fazer e foi assustador. Recuei um pouco e tive sucesso.” Ele não recuou na turnê, no entanto, “eu estava beijando um músico toda a noite no palco apenas para provar esse ponto”, ele acrescentou.
Ele passou um tempo na cadeia na Finlândia
Falando sobre ter um momento rockstar! Adam Lambert foi preso – e encarcerado – em Dezembro de 2011 na Finlândia após uma briga com o namorado. O ex-participante do “American Idol” e seu namorado na época, o apresentador de televisão Finlandês e estrela de um reality show, Sauli Koskinen, foram levados em custódia pelas autoridades após brigarem do lado de fora do DTM (“Don’t Tell Mama”), um bar bem conhecido em Helsinki.
Falando com Petri Juvonen, o oficial que liderou a investigação, o “The Hollywood Reporter” descobriu que o casal foi preso as 4 da manhã e levados para um interrogatório sobre “um total de quatro possíveis ofensas de agressão”. O casal supostamente tinha começado a discutir dentro do clube e depois de serem expulsos, continuaram a briga na rua. O site também descobriu por repórteres locais que Sofia Ruusila (ex-Miss Helsinki) tentou parar a briga se colocando no meio dos dois homens e foi acidentalmente atingida por Lambert.
O casal foi libertado mais tarde, depois de passar várias horas na cadeia. Lambert abordou o drama através de um tweet: “Jetlag + Vodka = Blecaute. Nós ÷ blecaute = confusão irracional. Cadeia + culpa + impressa = lição aprendida. Sauli + Adam + hambúrguer de ressaca = rindo disso tudo”.
Ele ama o Queen tem muito tempo
A primeira vez que o mundo viu Lambert ele tinha 26 anos, fazendo sua audição para o “American Idol” cantando “Bohemian Rhapsody”, mas seu amor por essa banda de rock começou muito antes disso. Falando com a “Billboard”, Lambert revelou que ele ficou totalmente obcecado com o Queen em seus 20 e poucos anos. “Freddie era um dos meus heróis”, ele disse, explicando, “Musicalmente, eu amava seu ataque. Ele era muito agressivo e parecia ter controle de tudo que ele cantava. Depois, vendo suas performances ao vivo [em vídeo], também sua presença de palco, a maneira como ele era exagerado… Eu me identifiquei com isso muito rapidamente.” Tem também outro aspecto que ele se identifica – a abordagem de Mercury de sua sexualidade. Lambert compartilhou que ele gostou que Mercury “nunca negou de verdade” ser gay, notando que o cantor não era “tímido” quanto a isso e apenas vivia abertamente.
Durante a final de “Idol” em 2009, Lambert apresentou “We Are The Champions” com os membros originais do Queen, Brian May e Roger Taylor, que ficaram tão impressionados que fizeram uma turnê como “Queen + Adam Lambert” em 2012. Mas apesar de seu amor profundo pela banda, Lambert estava apreensivo. Ele admitiu ao “People”, “Eu definitivamente tinha alguns preocupações. Isso não era uma música minha que eu escrevi. Esse era eu, um convidado de uma das melhores bandas do mundo de todos os tempos, cantando as músicas que ganharam vida com um dos maiores cantores rock de todos os tempos”, ele adicionou, “E Freddie é insubstituível”.
Freddie Mercury estaria com inveja
Nós nunca saberemos o que Freddie teria achado da voz poderosa de Adam Lambert e sua presença de palco elétrica, mas de acordo com Brian May, do próprio Queen, a lenda falecida estaria orgulhoso. E com um pouco de inveja.
Falando com “Louder Sound” em 2017, May tentou avaliar a potencial reação de Mercury a Lambert, dizendo, “Eu sempre penso que Freddie, com um sorriso perverso, diria algo como ‘eu te odeio, madame Lambert’, porque mesmo Freddie ficaria impressionado com seu alcance e capacidade de reinterpretar essas músicas que nós quatro originalmente criamos juntos”. E é exatamente assim que ele e seu companheiro de banda Roger Taylor se sentem em relação a Lambert. “Eu e Roger já vimos literalmente milhares de cantores durante nossa vida, incluindo alguns maravilhosos que fizeram audição para o nosso ‘We Will Rock You Show’, mas nós nunca vimos ou ouvimos nada parecido com Adam”, May falou para a revista.
E parece que os fãs concordam. May apontou “E tem ficado muito óbvio que não só os caras mais velhos, mas pelo menos duas novas gerações pelo mundo se apegaram pelas músicas do Queen e a amaram e a teceram em sua vida. E eles amam nos ver tocando ao vivo com esse ‘cara’”.
Ele fez uma aparição secreta em “Bohemian Rhapsody”
Mesmos os fãs com os olhos mais atentos provavelmente perderam a aparição bem sutil de Lambert no filme ganhador do Oscar “Bohemian Rhapsody”, em 30 de Outubro de 2018. O cantor relevou que fez uma aparição “muito, muito misteriosa” (e sem créditos) durante uma entrevista com a Billboard no tapete vermelho da premiere do filme em Nova Iorque, mas ele se recusou em dizer algo além disso. As especulações começaram com os rumores apontando para uma cena em que Freddie Mercury (interpretado pelo ganhador do Pscar – Rami Malek) liga para sua noiva Mary Austin (interpretada por Lucy Boynton) de uma parada de caminhoneiros enquanto estava em turnê. Enquanto ele estava no telefone com ela, um motorista de caminhão desconhecido chega, eles trocam olhares, e fica implícito que eles ficaram no banheiro.
Lambert não confirmou nem negou os rumores até meses depois. Usando o Twitter para promover o lançamento da versão digital de “Bohemian Rhapsody” em Janeiro de 2019, ele divulgou uma foto exatamente daquele personagem – completo com barba, jaqueta jeans e um boné vermelho – e brincou “Quem é ele?!” adicionando emojis piscando os olhos e rindo.
Ele fez Cher chorar depois de uma performance
Você sabe que está fazendo algo certo quando você consegue levar a diva Cher as lágrimas – com uma música dela! Lambert atingiu uma nota realmente alta quando ele ajudou na homenagem a Cher no 41º Kennedy Center Honors em Dezembro de 2018, cantando os covers de “I Got You Babe”, que ele apresentou com Cindy Lauper e “Believe”. No entanto foi a última que realmente emocionou, com Lambert apresentando uma rendição única do grande hit de 1998, que foi mais lenta, uma versão mais calma do hino dance. Cher certamente aprovou. Como “Today” relatou, ela foi levada as lágrimas pela impressionante balada de sua música e foi a primeira a se levantar de sua cadeira para aplaudir de pé.
Ela ficou tão impressionada, de fato, que continuou os elogios no Twitter, escrevendo, “Tentei passar o que senti com Adam Lambert cantando ‘Believe’, mas não consegui. Quando seus sentidos estão sobrecarregados, tudo que você pode fazer é sentir com seu coração.” Lambert instantaneamente escreveu de volta “Foi uma grande honra @Cher!!!! Você é uma deusa!”.
Fama deixou ele se sentindo sozinho e depressivo
A fama pode ter um impacto negativo até nos artistas mais fortes – isso é algo que Adam Lambert conhece bem. Abrindo-se sobre suas dificuldades com o estrelato em uma série de tweets em Fevereiro de 2019, Lambert revelou que “teve vezes em que tive que comprometer minha visão artística, com executivos tomando decisões baseadas em dinheiro e não arte.” Falando com franqueza ele admitiu, “Eu estou saindo de um período obscuro de duvidar da minha própria artisticidade e tendo minha saúde mental sofrendo por causa disso. Eu comecei a perguntar a mim mesmo ‘Toda essa pressa vale a pena? Eu coloquei todo meu foco no trabalho e comecei a me sentir desapegado na minha vida pessoal. Minha autoestima estava sofrendo, eu estava solitário e começando a ficar depressivo.”
Creditando Brian May e Roger Taylor por resgatá-lo e prover “toneladas de energia positiva”, Lambert adicionou que trabalhar com a banda “ajudou manter sua cabeça acima da água” e notou que ele se mantém agradecido a Freddie Mercury por inspirá-lo. E então, “com um pouco de ajuda profissional e o suporte de colegas, amigos e família”, Lambert “se tirou daquela escuridão”. Ele redescobriu sua verdadeira paixão pela música e começou a escrever músicas que “narram sua jornada em assumir responsabilidade por sua própria felicidade e força e sua procura por intimidade”.
Quem precisa de um apresentador no Oscar?
Quando “Variety” confirmou que o Oscar 2019 não teria um apresentador – Kevin Hart era o esperado para apresentar, mas desistiu depois que alguns tweets antigos com conteúdo homofóbico ressurgiram – fãs estavam confusos. No entanto, acabou que a 91ª Academy Awards se deu bem sem nenhum, substituindo o monólogo de abertura com uma performance elétrica de Queen + Adam Lambert. Apresentando um medley com “We Will Rock You” e “We Are The Champions”, a banda ditou o tom da noite, e como Polygon apontou, Lambert “trouxe mais energia que a média dos apresentadores entregaria usualmente”.
Em menos de 24 horas, ABC revelou em um comunicado de imprensa que seguindo a grande performance da banda com um documentário de duas horas intitulado “The Show Must Go On: The Queen + Adam Lambert Story”. O documentário, que foi produzido pelo empresário de longa data do Queen, Jim Beack, e pelo escritor/cineasta Simon Lupton, cobre os 17 anos, começando com o Freddie Mercury falecendo em 1991 quando Lambert tinha apenas 10 anos de idade.
Como detalhado no anúncio, o documentário usa “filmagens raras de shows e momentos exclusivos e reveladores dos membros da banda nos bastidores” para traçar as jornadas do Queen, separadamente e em conjunto. E também entrevistas exclusivas com Lambert e seus pais, assim como os membros originais Brian May e Roger Taylor, Simon Cowell do “American Idol” e a estrela de “Bohemian Rhapsody”, Rami Malek.

Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Gisele Duarte
Fonte: Nicki Swift




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