Review by The Washington Times do Show Queen + Adam Lambert em Washington D.C. (EUA) – 31/07

Confira a review do Show de Queen + Adam Lambert realizado em Washington D.C. (EUA) em 31 de Julho, feita por Joseph Szadkowski, do The Washington Times:

Queen e Adam Lambert entretêm os fãs no Verizon Center

Uma noite de rock clássico em homenagem a Freddie Mercury.

O maior tributo mundial à banda Queen esteve no início desta semana no Verizon Center para relembrar seu legendário líder vocal e entusiasmar os fãs num show de duas horas de duração saturado de hinos do rock clássico.

Tal como as turnês de Roger Daltrey e Pete Townshend mantêm vivas as músicas do Who, os membros originais e lendas de rock, o baterista Roger Taylor e o guitarrista Brian May, mantiveram o Queen vivo há décadas com shows enérgicos que, em parte, atuam como memoriais de seu cantor original, o dinâmico Freddie Mercury.

Mercury morreu em 1991 devido a complicações relacionadas à AIDS, mas seu espírito ainda esteve presente e foi musicalmente mantido durante toda a noite, com grande ajuda do atual vocalista da banda nesses últimos seis anos, o bem sucedido popstar, Adam Lambert.

Ainda é muito difícil imaginar Queen sem Mercury orquestrando o show enquanto a banda começa seu setlist de 22 músicas, primeiramente com “We Will Rock You” e rapidamente nos acordes poderosos do Sr. May em “Hammer To Fall”.

O Sr. Lambert, manifestamente extravagante, deixou claro que nunca tentaria preencher o vazio deixado por Mercury, dizendo ser apenas um fã sortudo e que sempre haverá “apenas um Freddie Mercury”.

Manter a música viva foi o objetivo do Sr. Lambert, que proporcionou durante todo o show uma potente extensão e estilo vocal, com evidente paixão pelo material original.

O Sr. Lambert teve muitos momentos brilhantes durante a noite, entre as constantes mudanças de figurino carregados com couro e cor (dando a impressão de se estar em um show em Las Vegas estrelado pela cantora Cher).

Sua performance em “Fat Bottomed Girls”, junto das harmonias lendárias do Sr. Taylor e do Sr. May, ressoou diretamente do álbum de 1978, “Jazz”; “Crazy Little Thing Called Love” trouxe o espírito alegre da versão original de 1979; E “Who Wants To Live Forever” transbordou todo o poder emocional que tem.

Eu sei que não se trata de uma competição, mas o Sr. Lambert ainda tem um crescente vocal ideal para o gênero do rock.

Também lembrou um pouco da Broadway, especialmente em sua versão de “Killer Queen”, enquanto estava sentado no topo do mascote da cabeça de robô (presente na arte do álbum de 1977 para “News Of The World”) – e trajando, nada mais, nada menos, que um terno rosa e sapatos de plataforma.

Ele certamente é capaz de carregar as notas, mas comparativamente a Mercury, a facilidade de se entregar em uma melodia como a de “Somebody To Love” causaria frequentemente mais arrepios.

Agora, não esqueçamos as atuais âncoras do Queen, o Sr. May, de 70 anos, e o Sr. Taylor, de 68. Ambas as lendas podem estar em idade de se aposentar, mas claramente ainda gostam de tocar suas músicas e se envolverem com o público.

O Sr. May continua usando as mesmas costeletas e o som distinto que o fez um deus do rock nas guitarras. Mostrou sua assinatura num som pesado e melódico exibido em músicas como “Stone Cold Crazy”, “I Want It All”, “Bohemian Rhapsody” e, inspirado em Jimmy Page, “Get Down, Make Love” com uma calma que evidenciava seu estilo zen de se comportar.

O Sr. Taylor, cantando a raridade “I’m In Love With My Car”, também harmonizou em quase todas as músicas, e seus batuques na bateria foram igualmente fortes.

Movendo-se para frente do palco (que tinha a forma de um pescoço de guitarra), ele ofereceu uma poderosa versão de “Under Pressure”, que carregou a emoção de David Bowie e também dedicou-se a um longo solo de bateria.

O momento se transformou em uma batalha com o percussionista Tyler Warren que apossou-se da bateria de Taylor. É interessante apontar que o Sr. Warren também já tocou bateria em outros tributos ao Queen.

Se a música fantástica já não fosse o suficiente para a audiência repleta de famílias, a apresentação visual foi brilhante em quase todas as músicas.

Um enorme globo de disco espelhado girou espalhando seus feixes de luz em “I Want To Break Free”; Canhões de confetes explodiram para “We Are The Champions”; As ondas de lasers multicoloridas mergulharam na arena em “You Take My Breath Away” e “Who Wants To Live Forever”; Toda a apresentação de vídeos dos membros originais apareceu no telão em “Bohemian Rhapsody; E uma enorme projeção do mascote robô foi colocada durante “Radio Ga Ga”.

O auge dos efeitos foi durante o solo do Sr. May. Misturaram-se as camadas orquestradas de acordes e notas, enquanto ele parecia flutuar no cosmos, empoleirado acima do público.

A projeção que o acompanhava era uma mistura impressionante de estrelas e planetas em rotação, com uma mão de robô guiando-o até o céu.

No entanto, apesar das teatralidades, o momento mais pungente da noite também foi o mais simples e pertenceu a May.

O músico, com um violão acústico, sentado em um banquinho próximo à borda do palco, chamou o público para cantar junto uma composição de seu “muito bom amigo” Mercury, “Love of My Life”.

O falecido cantor apareceu projetado no telão e foi difícil e quase doloroso lidar com o acompanhamento do guitarrista no último refrão. Foi impossível não derramar uma lágrima.

Em última análise, o show foi realmente a entrega de uma noite de clássicos vivos do Queen para os fãs. Memórias dos motivos pelos quais os amantes da música ainda sentem falta da magia de Freddie Mercury.

Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Diego Girardello
Fonte: The Washington Times

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