Rock & Roll Junkies: Review do Show Queen + Adam Lambert, Barcelona (Espanha) – 22/05

Primeiro, eu só quero deixar claro que eu sou um GRANDE fã do Queen, GRANDE com letras garrafais. Desde que meu irmão mais velho me deu meu primeiro álbum do Queen, “Queen’s Gratest Hits”, em 1981, e eu ouvi pela primeira vez “Bohemian Rhapsody”, eu apenas não conseguia acreditar no que eu estava ouvindo! É possível fazer esse tipo de música? Não tem problema tocar ópera e rock ao mesmo tempo? Quantas pessoas estavam cantando na música? Eu toquei a música por pelo menos 20 vezes. Na verdade, levou alguns dias para eu ouvir o resto das canções maravilhosas do primeiro álbum de compilações do Queen. Eu tinha apenas 6 anos, eu nunca olhei para trás desde então. E por isso, eu sempre vou estar em débito com meu irmão mais velho. Obrigado, cara!

[…]

Quando o Freddie Mercury morreu em 1991 eu literalmente parei de falar por vários dias. Isso era o quanto eu amava e admirava aquele homem, e eu percebi que o Queen que eu conhecia tinha acabado para sempre.

É por isso que eu estava muito, muito séptico e talvez um pouco duro com o Queen se apresentar com outros cantores. Em 2005, eu fui ao show do Queen + Paul Rodgers, e apesar de eu ter me divertido – com todo o respeito ao Paul Rodgers – aquilo não soava certo. […] Se o legendário cantor da Free and Bad Company não se encaixou com o Queen, então porque eles estavam recrutando, de todos os lugares possíveis, um cantor pop que saiu da p** do “American Idol”?

Então, eu ouvi a notícia que eles estavam vindo para Barcelona e eu decidi dar uma chance. Essa pode ser a última oportunidade que eu tenho de ver Brian May e Roger Taylor no palco. Então, eu vou engolir meu orgulho estúpido e ir ao show prestar meu respeito ao que restou da banda da minha infância. Eu não ia ouvir nada sobre esse novo rapaz, ir com a mente aberta e tentar me divertir. Brian e Roger sabem o que é melhor, certo? CERTO!

O local estava lotado de pessoas de todos os tipos de tribos urbanas, de todas as idades prontas para terem uma noite memorável. E quando a abertura “Flash” começou a ressoar, eu tive certeza que teríamos isso.

E com a canção obscura “The Hero”, Queen e o jovem Adam Lambert começaram o show. Lambert estava usando um óculos esquisito a lá Lady Gaga e eu estava honestamente com medo que aquilo seria um show pop ao invés de um show de rock, e que todo o legado do Queen desceria pelo ralo. Graças a Deus, ele tirou os óculos e eu pude começar a me focar nas músicas, no show e especialmente em Brian May e Roger Taylor.

Para o meu alivio, “Hammer To Fall” foi a próxima e todos os meus medos se dissiparam com o solo de May, aquilo estava incrível! A banda soava muito em sintonia. Depois dois clássicos antigos, “Seven Seas Of Rhye” e “Stone Cold Crazy” e Lambert ganhando meu respeito com sua performance impecável.

No momento em que eles tocaram “Fat Bottom Girls” todos no local já estavam de pé, cantando, torcendo e aplaudindo. […] Com “Play The Game”, Adam nos mostrou sua capacidade vocal, e cara, ele pode cantar. No final da canção, uma grande cadeira preta (eu não vou dizer trono) foi colocada no centro do palco e Adam Lambert pegou o microfone para nos perguntar o quanto amamos Freddie Mercury e para reconhecer o quanto ele o amava também. O rapaz prestou suas homenagens enquanto imagens de Freddie eram mostradas e eu não pude evitar de lacrimejar um pouco. Então Lambert se sentou graciosamente na cadeira enquanto cantava uma das minhas favorita: “Killer Queen”.

“Killer Queen” abriu um novo nível de extravagância na performance de Adam Lambert e na música seguinte, “I Want To Break Free”, ele tinha a audiência comendo na palma de sua mão e fechou o negócio com sua versão de “Somebody To Love” que soou mais como uma versão de George Michael. A banda com Spike Edney (teclado e backing vocal), Neil Fairclough (baixo e backing vocal), o filho de Roger Taylor, Rufus Tiger Taylor (percussão, bateria ebacking vocal), ajudaram esse hino soar como ele deveria soar.

[…]

Depois, uma imagem de David Bowie apareceu na tela, e todos nós sabíamos que seria “Under Pressure”. E toda a banda retornou ao palco para prestar homenagens para outro herói falecido. A festa continuou com o mesmo nível alto e intensidade com os clássicos eternos do rock, “Crazy Little Thing Called Love”, “Don’t Stop Me Now”, “Another One Bites The Dust” e “I Want It All”, e nesse ponto eu perdi as contas de quantas roupas Adam Lambert já tinha vestido. Para “Who Wants To Live Forever” Queen nos ofereceu junto com um show espetacular de luzes, a melhor performance da noite. Adam Lambert estava impecável.

[…]

“Tie Your Mother Down” se seguiu imediatamente [após o solo de Brian] com todos no local pulando. “The Show Must Go On” deu a Adam Lambert uma nova oportunidade para brilhar e me fez arrepiar inteiro.

No momento em que as primeiras notas de “Bohemian Rhapsody” começou, a audiência foi à loucura. Adam Lambert e uma projeção de Freddie Mercury trocaram voltas cantando o hino mais reconhecido do Queen e as pessoas apenas amaram aquilo. Com “Radio Gaga”, toda a audiência enlouqueceu batendo palmas como a música nos manda e no final a banda retornou para os bastidores para se preparar para o bis.

Depois de alguns minutos de aplausos da plateia que gritava e cantava, Queen com um Adam vestido todo dourado retornaram ao palco. Eles tocaram “We Will Rock You”, com Roger Taloy e seu filho punindo as baterias sem piedade e no final com o clássico solo de Brian, “We Ate The Champions” começou. Você pode sentir porque o Queen é uma banda universal. Ela não pertence a nós roqueiros. Essa banda é para todos que gostam.

No final da música, os alto-falantes tocaram a versão do Queen do hino nacional britânico, “God Save The Queen”, com um agradecido e feliz Brian May e Roger Taylor, Adam Lambert e o resto da banda com um sorriso em seus rostos. Eles fizeram um trabalho excelente.

Concluindo, eu sinto que apesar de Freddie Mercury não estar mais entre nós, e com a decisão respeitável de John Deacon de perseguir um novo estilo de vida longe das câmeras e dos holofotes do público, Brian May e Roger Taylor têm o direito de continuar tocando suas canções e nós merecemos os ouvir ao vivo. Essas músicas pertencem a eles, e também pertencem a você e a mim. E agora eu entendo que eles lamentaram o suficiente por muito tempo. E ambos são verdadeiros cavalheiros e sempre vão manter o legado de Freddie Mercury vivo.

Sobre Adam Lambert, ele é um cantor dotado, com um futuro brilhante. Ele pode ser uma estrela pop ocupando o lugar de uma das maiores estrelas do rock que já existiu, mas ele faz isso excepcionalmente e com muita humildade. Ele pode não ser a “rainha”, mas ele certamente merece um passe de primeira classe na corte.

Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Gisele Duarte
Fontes: Adam Lambert TV e Rock & Roll Junkies

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One Comment

  1. Uau,texto maravilhoso,as oportunidades existem para serem descobertas e vividas, quando não conhecemos algo ou alguém (como a pessoa que escreveu o texto) devemos fazer como ele,ir de cabeça e coração abertos. E se tratando de Adam Lambert, seremos sempre surpreendidos com seu carisma,sempre com um sorriso no rosto lindo,e o mais importante: seu talento, sua voz.Quantas vezes já li e ouvi depoimentos de pessoas torcendo o nariz para o novo cantor do QUEEN, e no final as pessoas são surpreendidas pelo cantor do QUEEN! Sou suspeita pra falar dessa parceria, porque assim que vi fui hipnotizada pela magia de Adam e seu talento, sempre fui fã da banda,e estava lá quando o grande Freddie Mercury nos deixou, e pensei nunca verei e ouvirei esses clássicos ao vivo, e desde o Rock in Rio, esse sonho voltou e sei que meu sonho um dia será possível, com essa parceria emocionante com QUEEN+Adam Lambert! Com sua voz espetacular,carisma ,talento(porque não sua beleza)e ele é muito bonito,com uma das maiores bandas de todos os tempos e tbm com Freddie Mercury (porque ele está lá sim em todas aquelas músicas)!

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