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12ago2014
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GLAAD entrevista Adam Lambert

Adam Lambert fala com o GLAAD sobre a campanha Live Proud, mudança cultural, e a turnê com o Queen. Desde que se assumiu gay publicamente, depois de aparecer no American Idol, o cantor Adam Lambert se tornou uma das figuras LGBT mais visíveis da música pop, e conquistou uma base de fãs leais e apaixonados no processo. Lambert certamente usou seu nome para o bem da causa, trabalhando com organizações como o Trevor Project, Human Rights Campaign e GLAAD em nome da comunidade LGBT, e da juventude em particular.
Agora, ele se juntou mais uma vez à AT&T em sua campanha “Live Proud”, que convida os usuários a compartilharem memes expressando porque eles têm orgulho de ser o que são, para terem a chance de conhecer Lambert. Os interessados em participar são encorajados a participarem através da página do Facebook ou pelo Twitter, usando a hashtag #ATTLiveProud, enquanto mencionam @ATT ou @adamlambert. O concurso termina [terminou] nesse domingo, 10 de Agosto.
Depois de terminar a parte norte-americana de sua turnê com a banda de rock Queen, Lambert usou alguns de seus minutos para falar com o GLAAD sobre o que gosta na campanha AT&T, como ele vê a cultura e indústria musical mudando, e seu terceiro álbum:
GLAAD: Primeiramente, esse é o segundo ano que você participa da campanha Live Proud da AT&T, certo?
Adam Lambert: Sim, é uma ótima campanha, porque encoraja as pessoas a serem quem são. Há muitos tipos de campanha por aí, mas eu gosto desse tipo, porque eu acho que é criativa. É divertido ver os memes que as pessoas criam, e é como uma competição que qualquer um pode entrar. [Os participantes] colocam um tipo de slogan com uma imagem e um jogo de palavras, e é um pouco de empoderamento mas é divertido.GLAAD: Então acho que você teve uma boa experiência trabalhando com a campanha?
AL: Eles são ótimos. Eles são muito, muito bons. É definitivamente uma colaboração em que juntamos nossas ideias e fazemos funcionar.GLAAD: E essa não é a primeira vez que você lutou em nome da comunidade LGBT. Você trabalhou de perto com organizações como The Trevor Project, e você participou de uma campanha Spirit Day do GLAAD. Onde você vê o movimento LGBT agora?
AL: Eu acho interessante que estejamos em um lugar com uma espécie de lacuna entre as gerações, em que há ativistas antigos, como a geração Stonewall, que lutou muito para chegarmos aqui, e nós devemos muito a ela, e foi trabalhoso. E agora acho que estamos em um ponto em que estamos começando a ver mudanças e é bem animador. Ainda há muito trabalho a ser feito, mas você pode ver como estamos sendo mais dominantes. O que está acontecendo agora é que a nova geração tem uma percepção bem diferente sobre o que são e quem são, e quem não é LGBT também tem uma percepção diferente de quem e o que somos. Então, é interessante porque é quase uma geração pós-gay que pode não ser tão forte e orgulhosa como as gerações anteriores. Eu não sei se isso é bom ou ruim, mas definitivamente está havendo mudanças.GLAAD: De várias maneiras, você é uma pessoa perfeita para a campanha da AT&T, porque viver orgulhoso é uma boa parte de sua imagem pública, na sequência do seu tempo no American Idol. E eu acho que muitas pessoas dariam a você o crédito da grande mudança na indústria musical. De sua posição dentro da indústria, você notou essas mudanças também?
AL: Definitivamente. Eu acho que as pessoas estão chegando a um ponto em que isso não importa mais – é como uma reflexão. Que é o que eu sempre quis, e um dos motivos pelos quais eu fui tão ousado em algumas escolhas minhas quando comecei. Eu sentia que não víamos tanto disso. Eu não acho que fiz isso conscientemente, eu acho que só estava me rebelando contra alguns padrões dentro da indústria. Algumas dessas coisas me deram vantagens e algumas foram questionáveis, mas eu fiz isso porque senti que deveria fazer, e foi instintivo. E agora, acho que chegamos a um ponto em que não precisamos ser tão ousados. Talvez agora esteja no orgulho. O que é lindo é que estamos chegando a um ponto em que isso é passado, e não faz parte da vanguarda do que todos nós estamos fazendo. Se você cresceu paralelo ao movimento dos direitos civis nos anos 60, nós nos tornamos, de certa forma, cegos, e depois fomos encorajados a não reconhecer as diferenças, mas a reconhecer as semelhanças. Eu acho que foi assim que progredimos e superamos o racismo nos EUA e em tópicos similares. Acho que é um caminho parecido.GLAAD: Você tem estado em turnê como vocalista do grupo de rock, Queen, que é o grupo que antes tinha o cantor Freddie Mercury. O que da música do Queen e do legado musical de Mercury fez você querer fazer parte disso?
AL: A música é genial. Eles pegaram emprestado de todos os gêneros imagináveis, o que eu amo, porque amo todo tipo de música, então achei alguns paralelos nelas. É bem divertido cantá-las e algumas delas são incrivelmente emocionais e dramáticas e outras são absurdas e exageradas, e eu gosto de fazer palhaçada no palco e ser extravagante. Sabe, usando algumas franjas de couro. Eles são a realeza do rock. Então ser chamado para fazer parte da turnê nesse verão foi uma grande honra. É uma colaboração dos sonhos e eu me diverti muito ouvindo várias histórias do passado, da era de ouro do rock and roll. E a audiência foi fantástica. As pessoas variavam de pais a mães, e de adolescentes a crianças. É uma plateia bem diversificada, o que me deixa muito, muito feliz.GLAAD: E a turnê, já terminou?
AL: A parte norte-americana, sim. Estamos prestes a ir para a Coreia do Sul e então faremos dois shows no Japão, depois iremos para a Austrália e Nova Zelândia.GLAAD: Depois da turnê, o que você já tem planejado?
AL: Eu estou trabalhando no meu terceiro álbum. Eu já passei bastante tempo no estúdio e eu vou continuar até terminar. Estou bem animado. Acho que será ótimo, um pouco diferente do que já fiz antes, e eu estou realmente ansioso por isso, porque eu não gosto de me repetir. Eu estou trabalhando com alguns produtores incríveis e eu acho que [o álbum] será um deleite para as pessoas.
Fontes: Adam Lambert TV e GLAAD
Tradução: Carolina Martins C.




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