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03mar2018
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Review by Music Insight do Show Queen + Adam Lambert em Sydney (Austrália) – 21/02

Queen e Adam Lambert na Arena Qudos Bank Por Michael Klose
“Eu vou falar do grande elefante rosa na sala”, Adam Lambert anuncia para o mar de 10 mil fãs na Arena Qudos Bank na noite de quarta, as luzes brilhando em seu terno rosa pink.
“Eu sei que alguns de você estão pensando: ‘Ele não é Freddie Mercury’”. “Sem Freddie, não”.
Lambert foi rápido em reconhecer os pensamentos que estavam no fundo da mente de todos, mencionando isso após três músicas, em uma breve pausa.
Embora seja compreensível que Lambert seja cauteloso ao preencher um lugar tão difícil, nesse ponto da noite ele já tinha provado que era um ótimo substituto, absolutamente arrasando nos vocais de “Stone Cold Crazy” e “Tie Your Mother Down”.
Ele não apenas tem uma presença de palco incrível, seus vocais capturam sem esforço o alcance, poder e espírito de Mercury: algo que não pode ser alcançado facilmente.
Abrindo com um teaser de 15 segundos de “We Will Rock You”, como se você uma prévia para a inevitável final, eles logo continuaram com “Hammer To Fall”, e bem em tempo foram para “Stone Cold Crazy”, eles estavam no começo e já tinham a audiência na palma das mãos.
Queen prosseguiu com os clássicos “I Want To Break Free”, “Don’t Stop Me Now”, “Radio GaGa” e “I Want It All”.
A icônica para cantar junto “Bohemian Rhapsody” foi, infelizmente, prejudicada por algum problema técnico durante o clássico solo de guitarra, mas fora esse momento, a banda tocou perfeitamente, indo com força por seu repertório.
Os jogos de luzes e as estranhas travessuras eram apropriadamente audaciosas. Finais de rock massivos, desfiles de Lambert, lasers, telas móveis, disco de luz, e até uma bicicleta rosa entrou no palco com Lambert andando nela enquanto cantava.
As mudanças de figurino e roupas foram muitas, com o tênis Gucci com glitter de Brian May sendo um destaque.
Falando de May – o homem realmente não faz nada errado. O show foi tanto um tributo a ele e aos seus talentos quanto sobre o legado do Queen. Todas as músicas tinham um solo abrasador, e teve vários momentos do show que May foi o foco sozinho; seja em uma plataforma flutuante que deixaria David Gilmour com vergonha ou tendo um calmo momento acústico com a plateia, que deixaria Bob Dylan com vergonha.
May e Roger Taylor – os dois membros originais da banda – estão em seus setenta anos e no final dos sessenta anos, respectivamente, e poderiam ser perdoados por não terem a energia necessária para um show. Mas no entanto, isso foi de longe um problema. E o grupo parecia com mais energia enquanto se aproximava do final.
Taylor particularmente parecia lento no começo, depois começou a se segurar. E foi apenas depois do solo de bateria e o duelo com seu percursionista que Taylor realmente provou que ele ainda tem os movimentos.
A noite terminou com “We Are The Champions” e uma explosão de confetes, com May e Lambert andando pela passarela do palco, com os braços entrelaçados em camaradagem. Enquanto uma aura de autenticidade ficou certamente faltando – parecia muito mais com um show de tribulo – a realidade é que os artistas não estavam querendo fazer nada além disso.
Ao invés de recriar o passado, o grupo queria fazer um show matador e nas próprias palavras de Lambert, ter todos “celebrando a vida de Freddie”.
E cada uma daquelas pessoas na arena, incluindo a banda, fizeram exatamente isso.
Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Gisele Duarte
Fonte: Music Insight




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