Review by What’s On Liverpool do Show Queen + Adam Lambert em Liverpool (Inglaterra) – 28/11

Queen e Adam Lambert promovem uma noite cinco estrelas no na ECHO Arena em Liverpool

Solos tocantes, sucessos maciços e um verdadeiro momento de arrepios com a passagem da turnê Queen e Adam Lambert em Liverpool

Era a pergunta nos lábios de todos.

Então Adam Lambert escolheu atacar o elefante na sala logo no início.

“Eu sei o que vocês estão pensando”, ronronou o American Idol.

“Ele não é Freddie! Eu sei! Só haverá um deus do Rock, Freddie Mercury! Eu sou um fã como vocês!”

Isso trouxe instantaneamente 11.000 fãs devotos do Queen na Arena Echo em Liverpool para o seu lado.

Isso funcionou, ou da mesma forma, pode ter sido as performances intensas de “Tie Your Mother Down” e “Hammer To Fall”.

Há uma escola de pensamento estabelecida na música rock moderna, que passou do folclore a um fato consumado – você simplesmente não pode imitar os vocais de Freddie Mercury.

Muitos tentaram, e muitos falharam, com a versão triunfante de “Somebody To Love”, de George Michael, provavelmente, sendo uma das poucas que marcou pontos.

Mas logo no início desta noite, o californiano Lambert mostrou que seus vocais de arranha-céu, e especialmente o poder deles, eram uma imitação igual das melhores performances de Freddie.

Se você fechasse os olhos por alguns segundos, “Fat Bottomed Girls” realmente soou como o velho Queen, com as harmonias de apoio atemporais do guitarrista Brian May e do baterista Roger Taylor.

“Quem imaginou que eu ainda estaria aqui fazendo essas coisas aos 95″, brincou May, durante a seção acústica do show, fazendo menção, é claro, aos rapazes de cabelo tigelinha de Liverpool, antes de se lançar em uma inquestionavelmente adorável versão de “You’ve Got To Hide Your Love Away”.

O astrofísico May, sentado em um banquinho, um violão acústico na mão, nunca ficaria decepcionado com a cantoria dos mais de 10 mil Scousers [pessoas que moram em Liverpool], e sua interpretação de “Love Of My Life” foi um verdadeiro momento de arrepios em meio a sucessão de grandes hits.

Para tornar o momento ainda mais especial, Freddie apareceu na tela, em filmagens do show do Queen de Wembley em 1986, cantando aquelas linhas a cappella como se ele nunca tivesse nos deixado.

“Under Pressure” foi outra joia dos 120 minutos de música, o vocal de Lambert foi adequadamente suave no verso “Turned away, from it all, like a blind man” antes de uivar como uma banshee através dos “Whys” – um desses especiais interlúdios, quando o cantor de 35 anos quase, algumas vezes, superou a performance do inimitável Mercury.

Lambert partiu, apenas brevemente, para permitir ao baterista original do Queen, Roger Taylor, uma chance de ocupar o centro do palco, um músico que, em sua pompa, poderia bater notas mais altas do que “nosso Fred”, apenas de jeito nenhum mais agradáveis de se ouvir.

Surgindo por trás de sua parede cavernosa de tambores, Taylor assumiu a liderança na eternamente maravilhosa “Days Of Our Lives”, acompanhado de imagens de Mercury, May, Deacon e Taylor nos anos 70 e 80, quando cortes de cabelo estranhos e vestimentas impetuosas eram a ordem do dia.

“These Are The Days Of Our lives”, ofereceu Taylor em seus tons roucos, palavras que pareciam perfeitas para esses dois músicos envelhecidos, May, tendo alcançado seu 70º aniversário há apenas quatro meses.

May, em particular, parecia atemporal, com o distinto som da guitarra do Queen que muitos tentaram imitar, mas ninguém aprimorou.

Seus solos na turbulenta “I Want It All” e na reflexiva “Days Of Our Lives” foram tão poderosos como sempre.

Falando em cativante, o clássico de Highlander, “Who Wants to Live Forever” é um fragmento lindamente frágil e sempre pertinente em qualquer show do Queen sem Freddie.

Mas a imagem mais marcante da noite é talvez milhares de “Liverpudlians” batendo palmas no ritmo de “Radio Ga Ga”, como se se curvassem para adorar a realeza do rock, May e Taylor.

A noite termina, previsivelmente, mas emocionante com “Bohemian Rhapsody” e Lambert dando sua marca pessoal aos versos “Mama, just killed a man” […]

Queen deixa o palco para voltar com o duplo A-side “We Will Rock You” e “We Are The Champions”, duas músicas cuja longevidade sofreu um pouco desde o lançamento do álbum de 1977, “News Of The World”, por causa da repetição constante em programas de rádio e televisão.

Nas mãos de Lambert, no entanto, elas soam frescas e com uma nova vitalidade que até Freddie se orgulharia.

Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Stefani Banhete
Fonte: What’s On Liverpool

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One Comment

  1. Adoro Freddie Mercury com o Queen ? mas Adam Lambert me leva às lágrimas toda vez que ele sobe aos palcos, é tão forte que dá pra imaginar Freddie ao seu lado só admirando sua voz maravilhosa ???

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