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07jul2014
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Review de um Fã do Queen do Show Queen + Adam Lambert em Los Angeles, CA (EUA) – 03/07

Queen + Adam Lambert no Forum em LA – 03 de Julho de 2014 Eu tinha 13 anos em 1973 quando meus pais me compraram um rádio AM/FM. Eu passava horas ouvindo os hits da época: Elton John (“Crocodile Rock”), Grand Funk Railroad (“We’re An American Band”),Edgar Winter Group (“Frankenstein”), Carly Simon (“You’re So Vain”), George Harrison (“Give Me Love”), Albert Hammond (“It Never Rains In California”) e muitos outros. Eu lembro de ser fã de praticamente tudo que tocava, desde o rock de Gordon Lightfoot e Simon & Garfunkel, ao funk de War e Ohio Players e o pop de Three Dog Night e Harry Nilsson. Eu ouvia “Nights In White Satin” do Moody Blues e “Lean On Me” do Bill Withers.
No ano seguinte, eu me juntei ao Columbia Record Club, que era uma ótima forma de descobrir novas músicas quando não se tinha idade para dirigir ate às lojas de música. Todo mês eu recebia um catálogo e escolhia as músicas de uma variedade de gêneros. Eu me lembro de conseguir músicas de grupos como Chicago, Blood Sweat & Tears e Cat Stevens.
E então aconteceu – “Queen II” foi lançado. Eu nunca tinha ouvido falar de Queen, mas a capa do álbum me chamou a atenção, então eu encomendei. Depois de uma semana o álbum chegou e me lembro de pensar como a capa era legal com o fundo preto e no interior branco. Essa banda, e esse álbum em particular, me mostrou pela primeira vez o rock de arena. Era tudo sobre KISS, Rush, Blue Oyster Cult, UFO, Aerosmith, etc etc. Desde o dia em que chegou, “Queen II” é meu álbum favorito. Era dramático, melódico, obscuro, angelical, viciante, grandioso e bem, bem pesado. O Queen era bem popular nos anos 70 e 80, mas a maioria dos fãs ficariam surpresos em saber o quão ameaçador era o álbum.
Sete meses depois, em Novembro de 1974, veio o novo álbum do Queen, “Sheer Heart Attack”. Esse álbum foi uma revelação, em que a banda continuou com a mitologia hard rock do álbum anterior e misturou com um gênero eclético novo.
Então aqui estamos nós, 40 anos depois. Freddie se foi há 32 anos, mas o Queen continua. Um artigo recente na Rolling Stone disse que o “Queen começou e terminou com Freddie Mercury”, mas não é assim que aconteceu. Claro que Freddie Mercury foi um talento imenso e único na história. Ele era o canudo que mexia a bebida. Mas a bebida também era potente. Sem Brian May, John Deacon e Roger Taylor, Mercury poderia nunca ter achado sua criatividade que inspirou a si mesmo e todos nós por tantos anos. O Queen sempre teve a energia dos quatro membros originais da banda; é só ouvir qualquer um de seus álbuns solos para ver que eles dependiam uns dos outros.
Freddie nos deixou muito cedo e John Deacon se aposentou logo depois. Então, esse deveria ter sido o fim do Queen? Essa não é uma escolha nossa, já que May e Taylor decidiram que o Queen ESTÁ vivo e eles ainda amam tocar as músicas que eles ajudaram a escrever e gravar. Para ajudá-los a trazer vida a essas músicas, eles se juntaram ao finalista do American Idol, Adam Lambert. Eu nunca tinha ouvido falar de Lambert antes de um amigo me perguntar se eu havia visto sua performance de “Whole Lotta Love” do Led Zeppelin. Então eu fui ao YouTube procurar. Caramba, aquela foi uma grande performance! Ele cantou ótimas versões de músicas do KISS, Steppenwolf, Queen e outros. Se o Queen estava procurando alguém para substituir o insubstituível, parece que acharam o cara certo para o trabalho.
Isso nos leva à noite de quinta no fabuloso Forum em Los Angeles. O lugar estava cheio de antecipação quando as luzes apagaram e do palco veio o som de “Procession”. Fumaça saiu de baixo da cortina e as luzes brilharam com a música enquanto o palco parecia se acender como um sol branco. Agora a cortina e o palco ficaram com um azul transcendental com o som de “Now I’m Here” (do “Sheer Heart Attack”). E quando a harmonia aumentou, vimos uma grande sombra de Adam Lambert, a cortina saiu e começou, 1974 de novo!
Continuando a festa de 74, eles tocaram “Stone Cold Crazy”, também do “Sheer Heart Attack”. Desde o início, a banda parecia estar em forma – poderosa, melódica e majestosa. Lambert cantou como se fosse o dono do local. Ele não tentou imitar Mercury tampouco escondeu a influência de Freddie sobre ele. Quando ele começou a cantar a próxima música, “Another One Bites The Dust”, eu estava dentro com Lambert. Ele pode substituir Freddie Mercury? Claro que não – mas ele é perfeito para essa versão do Queen.
Na música seguinte, “Fat Bottomed Girls”, Lambert mostrou que podia dominar a plateia com um dos maiores hinos do Queen, enquanto a banda, especialmente Brian May, arrasavam. Fãs, como eu, que acompanham desde antes do “A Night At The Opera”, estavam sendo agraciados com “In The Lap Of The Gods”, “Seven Seas Of Rye” e “Killer Queen”. O Queen tinha tantos hits colossais antigamente, e todos eles são de 1975 em diante, e foi surpreendente ouvi-los tocar cinco músicas antes desse tempo logo durante as sete primeiras músicas.
Queen tocou por mais de duas horas com 21 músicas em seu set. Eles tocaram todos os hits esperados como: “Somebody To Love”, “Under Pressure”, “Radio Gaga” e “Crazy Little Thing Called Love”. Uma das performances mais poderosas, em um show cheio delas, foi “Tie Your Mother Down” do álbum “A Day At The Races” de 1976. Brian May fez seu solo poderoso e Adam Lambert mostrou que consegue cantar essa música como fez com Zeppelin no American Idol. E na bateria estava o filho de Roger Taylor, Rufus, que parece e toca como um Taylor Hawkins mais novo.
No meio do set eles diminuíram a velocidade com May, e depois Taylor, vieram em um pequeno palco central para conectar com a audiência como o Queen original. May cantou “Love Of My Life”, acompanhado da plateia, quando Freddie Mercury se juntou na tela. Poderia parecer um momento sentimental barato, mas Brian May e o grupo são tão sinceros sobre seu amor e respeito por Mercury que é um tributo tocante. Depois disso, May se juntou ao resto da banda, sem Lambert, para uma versão acústica de “’39”, que foi escrita e cantada por Brian May. Então Taylor cantou “The Are The Days Of Our Lives”, em frente a um slide show com fotos do Queen antigamente. Seu eu tivesse uma reclamação em relação ao show foi que essa seção pareceu ser um pouco longa, especialmente quando fizeram o mesmo durante sua turnê com Paul Rodgers nos anos 2000. É uma pequena reclamação, mas May e Taylor comandam – não eu!
O set principal acabou, como esperado, com o maior hit do Queen, “Bohemiam Rhapsody”, em modo sobrecarregado. Primeiro Lambert aparece e canta o primeiro verso, seguido de Mercury na tela cantando o segundo verso. A maneira como colocaram o vídeo fez parecer que Freddie estava lá cantando para nós. Então May fez o solo de guitarra usando um roupão dourado. A banda saiu do palco, como sempre, enquanto o vídeo e show de luzes fizeram um grande espetáculo. Então a banda volta em estilo heavy metal para terminar a música e o set.
O bis de “We Will Rock You” e “We Are The Champions” poderia ter sido uma queda depois de experienciar “Bohemiam Rhapsody” – mas então a bateria de Roger Taylor começou a soar, Brian May lançou acordes poderosos e Adam Lambert apareceu com uma roupa de onça e uma coroa de ouro. A banda mostrou para o Forum esgotado porque eles dominaram o mundo por mais de uma década há anos atrás. Durante o bis, assim como o resto do show, a luz e os efeitos de palco foram surpreendentes e me trouxeram de volta aos anos de glória do rock.
1973 pode ter sido meu primeiro ano prestando atenção à música, mas foi no ano seguinte que tudo se juntou. Em uma noite essa semana, foi 1974 novamente, mas foi maior e mais barulhento do que eu me lembrava. Vida longa ao Queen!
PS: Obrigado ao meu amigo John, com quem eu tenho ido à shows desde 1975, por outro grande show e ótima viagem à LA.
Clique aqui para conferir as suas fotos do show.
Fontes: Adam Lambert Fan Club e Maxsounds
Tradução: Carolina Martins C.




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