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Stuff Nation: “Total e verdadeiramente abalado pelo Queen” – (Auckland – 04/09)

By in setembro 18, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Total e verdadeiramente abalado pelo Queen

A maioria de nós, como adultos, temos gostos musicais muito diferentes do que costumávamos ter quando crianças; isso pode até fazê-lo se encolher ao olhar para trás, e lembrar das músicas que gostava quando criança.

Mas, para mim, pessoalmente, há uma exceção a isso, uma banda que eu escuto desde os seis anos, e que ainda está lá em cima no meu top cinco de artistas favoritos de todos os tempos.

Eu estou falando do Queen, cujo nome pode ter sido originalmente uma referência bem humorada, mas velada à monarquia (bem como uma referência a outro tipo de queen!), mas que realmente merece ser considerado como a realeza do rock and roll.

Eu tive sorte o suficiente para ver quase todas as minhas bandas favoritas ao vivo ao longo dos anos, mas como alguém que acaba de entrar em seus 30 anos, a última vez que o Queen veio a Nova Zelândia ainda não tinha nascido.

Depois que o mundo perdeu o incrível Freddie Mercury para a AIDS, em 1991, eu cresci supondo que nunca veria o Queen ao vivo.

Quando ouvi que a banda estava vindo para Auckland com alguém chamado Adam Lambert (aparentemente, ele ficou em segundo lugar no American Idol em uma das temporadas?), eu tive sentimentos mistos. Eu sabia que ninguém poderia ocupar o lugar de Freddie, que foi o maior vocalista de todos os tempos, e eu me perguntava se esse cara não iria arruinar o show, tentando fazer exatamente isso.

No entanto, eu decidi que ainda assim gostaria de ver os membros originais da banda, Brian May (guitarra) e Roger Taylor (bateria) tocando ao vivo, e levando em conta que faz mais de 30 anos desde a sua última visita, e o fato de que eles agora estão quase nos seus 70, percebi que esta poderia ser a única oportunidade que eu teria.

Tive o cuidado de não ter expectativas irreais sobre este concerto, já que não queria ficar desapontado, mas contanto que eu tivesse a chance de ver May e Taylor detonarem alguns clássicos, eu sabia que ficaria satisfeito.

A verdade é que, desde o início da apresentação eu estava mais do que satisfeito; as minhas expectativas não só foram atendidas, mas elas foram completamente superadas!

E FOI ASSIM QUE COMEÇOU

Enquanto as luzes brilhavam através de uma enorme cortina com o logotipo da banda, pudemos ver figuras se movendo ao redor; em seguida veio o riff de guitarra da abertura de “Now I’m Here”, e então, os tambores entraram, seguidos por uma GRANDE voz. Conforme a canção alcançou o refrão, a cortina subiu no ar como se estivesse sendo sugada por um aspirador gigante e lá estavam eles na minha frente em toda a sua glória.

Embora Lambert tenha uma grande voz, meus olhos estavam em um homem de cabelos grisalhos encaracolados tocando uma guitarra vermelha e preta – a lenda, Dr. Brian May.

Eles cantaram a pesada e rápida “Stone Cold Crazy” antes de ouvirmos a clássica e simples linha de baixo de “Another One Bites The Dust”. O baixista original do Queen, John Deacon se aposentou da música há alguns anos, mas quem está em seu lugar nessa turnê, é o competente Neil Fairclough. Também se juntaram a eles no palco, o tecladista Spike Edney, que já excursionou com a banda várias vezes desde 1984, sendo muitas vezes citado como “o quinto membro do Queen”.

Junto ao kit de bateria de Taylor havia um segundo conjunto de tambores e instrumentos de percussão, e atrás deles estava o filho mais novo de Roger Taylor, Rufus Tiger Taylor.

Todo mundo no palco tinha um microfone. Eu sempre amei as harmonias nas canções do Queen e eu não fiquei desapontado com “Fat Bottomed Girls”, que incluiu backing vocals dos caras no palco, assim como de quase todo mundo na Vector Arena.

“Lap Of The Gods” e “Seven Seas Of Rhye” foram apresentadas a seguir, antes de Adam Lambert, que, claramente, tinha uma enorme personalidade e uma voz ainda maior, cantar “Killer Queen” deitado em um sofá com um leque na mão, na frente do palco.

Os clássicos “Somebody To Love” e “I Want It All” foram os próximos. Embora Lambert fosse exagerado e extravagante, de alguma forma ele nunca ofuscou a banda.

HÁ ALGO SOBRE BRIAN MAY

Há algo algo sobre May, o doutor de astrofísica de Londres de voz suave que não espera estar no centro das atenção, mas quando ele caminhou até o pequeno palco cercado por um oceano de membros da audiência, ele recebeu uma ovação de pé dos seus fãs, que variaram desde adolescentes até mulheres idosas, de velhos roqueiros a executivos de negócios.

Lambert havia deixado o palco desta vez para a primeiro de muitas trocas de roupa da noite. Se eu me preocupava que o cantor tivesse saído do palco? Claro que não, toda a atenção estava agora em May, que levou um banquinho e conversou com o público antes de cantar algumas linhas de “Don’t Dream Is Over” do “Crowded House” e continuou com uma versão acústica de “Love Of My Life” dedicada a Freddie Mercury.

Os Taylors, Edney e Fairclough, depois se juntaram a May no final da passarela, com instrumentos acústicos para “’39”, antes de voltar para o palco principal.

O Taylor mais jovem sentou-se atrás do kit de bateria do seu pai enquanto Roger pegou o microfone para cantar “A Kind Of Magic”. Fairclough teve alguns minutos para mostrar sua habilidade com um solo de baixo, enquanto alguns membros da equipe montava outro kit de bateria completo no final da passarela. Roger Taylor assumiu o trono enquanto Rufus permaneceu atrás do kit no palco principal e os dois fizeram um duelo entre si.

Quando Lambert finalmente reapareceu, parecia que ele tinha estado fora do palco mais tempo do que realmente esteve.

Ele desceu na passarela para encontrar-se com Roger Taylor, onde os dois realizaram o dueto com “Under Pressure”.

Esse é uma das minhas músicas favoritas do Queen, e mesmo que Taylor e Lambert não se comparem com Freddie Mercury e David Bowie, ainda assim foi uma ótima apresentação.

“Dragon Attack” foi realizada depois, no palco grande, seguida pela balada “Who Wants To Live Forever”. Foi nesta canção onde mais se exibiram os poderosos pulmões de Lambert, e eu fiquei realmente impressionado.

Uma bola de discoteca caiu do teto, o que proporcionou o efeito de iluminação perfeito na passarela. Na verdade, a iluminação de todo o show foi impressionante, com lasers que brilhavam fora do palco para a platéia, assim como tiras que iluminava diferentes caminhos do palco.

Lambert desapareceu do palco novamente enquanto May realizava seu último solo de guitarra, “Horizon”. O cantor então voltou com outra roupa elaborada para “Tie Your Mother Down”, antes de tomar um tempo para conversar com o público e pedir que cantassem as linhas depois dele.

Isto foi obviamente uma homenagem a Mercury, que costumava fazer o mesmo no palco, só que, desta vez, foi com Lambert.

TODOS ESTÃO DESFRUTANDO

A próxima música foi “I Want To Break Free” e foi nesse momento que eu percebi que neste show não havia uma seção para se estar de pé e mesmo assim todos, (e eu quero dizer todos), que tinham assentos estiveram de pé o tempo inteiro, e eles claramente não iriam sentar até chegarem em seus carros ao final da noite.

Eu tinha inveja deles já que eu estava sentado na arquibancada, e não queria enfurecer as pessoas atrás de mim se eu me levantasse, mas na verdade eu queria me libertar e desfrutar dos perfeitos solos de guitarra que tenho escutado por um quarto de século.

Apesar disso, eu estava me divertindo no meu lugar, batendo palmas, cantando, gritando e dançando, tanto quanto meu confinamento me permitia.

Toda a arena participou da emblemática ação de palmas durante o refrão de “Radio Ga Ga”, enquanto chegávamos ao final do show.

Lambert, em seguida, perguntou ao público se ficamos loucos por amor. Era óbvio que música ele estaria introduzindo, mas antes que ele cantasse “Crazy Little Thing Called Love”, ele nos contou como ele fica louco por amor, e então passou a nos dizer o quanto ele ama Nuts! [nozes]. Lambert, como Mercury é um homem abertamente homossexual, de modo que este comentário provocou muitos risos do público.

Antes que a banda saísse do palco, o verdadeiramente épico “Bohemian Rhapsody” teve que ser realizado. Lambert só cantou parte da música, é claro que a seção “Galileo” (que raramente é tentada ao vivo) foi a gravação de voz original de Mercury, May, Taylor e Deacon tocando nos alto-falantes e o vídeo com imagens dos rostos dos membros da banda mostrados nas telas.

Lambert, pegou o microfone novamente para a seção mais pesada da música, mas enquanto gradualmente chegava para a parte mais suave, o próprio Mercury apareceu na tela grande, alternando linhas com Lambert. Foi tudo realmente de muito bom gosto e Lambert já havia dito, no início da noite, que ele não estava lá para substituir Freddie, e estava muito grato pela oportunidade de cantar com a lenda que é o Queen.

Na hora do bis, todo mundo nas arquibancadas estava de pé, também, e quando a banda voltou ao palco era óbvio para mim quais duas músicas iriam terminar a noite.

Quando a bateria começou com a batida tão familiar BOOM-BOOM-BAH, BOOM-BOOM-BAH, a banda já tinha arrasado com todos, mas “We Will Rock You” se fez oficial.

SEM FÔLEGO E ANIMADO

O Solo de May na “Red Special” foi perfeito, e ele nunca se mostrou entediado, mesmo depois de tocar as mesmas músicas por mais de 40 anos. Seria surpresa se alguém, na Vector Arena, não estivesse cantando junto com “We Are The Champions”, quando o show chegou ao fim.

Eu saí da arena sem fôlego e animado depois do que eu tinha acabado de experimentar. Este foi provavelmente o melhor show que eu já estive e estou muito feliz por ter decidido ir.

Em retrospectiva, a melhor coisa possível que Queen pôde ter feito, tanto para homenagear a Freddie Mercury e ainda ser uma banda e apresentar a música que escreveu com Mercury, foi: encontrar um cantor, um bom, certificar-se de que ele tenha personalidade, (mas não mais que Mercury), levá-lo em turnê, usá-lo para as músicas que mais precisar e ter May e Taylor cantando as outras músicas. E isso foi exatamente o que eles fizeram.

Todos os cartazes da turnê diziam QUEEN (em letras garrafais) e Adam Lambert (embaixo, em letras muito menores).

Isso refletiu a performance – pelo menos para mim. Estava tudo em torno de Queen, mas sim, Lambert também estava lá, e ele fez um ótimo trabalho.

Para mim, ele é o maior vencedor de qualquer reality show musical. Onde estão os outros vencedores agora? Esse cara está cantando com o Queen!

Vida longa ao Queen.

Fontes: Adam Lambert Fan Club e Stuff Nation

Tradução: Stefani Banhete e Sandra Saez

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Fotos do Show Queen + Adam Lambert, Perth (Austrália) – 22/08

By in setembro 16, 2014 • Filed in: Fotos, Queen + Adam Lambert, Shows

Confira algumas fotos do Show Queen + Adam Lambert realizado em Perth (Austrália) em 22/08 na Perth Arena:

Clique nas imagens acima para visualizá-las em tamanho maior e aqui confira mais fotos.

Caso queira rever os vídeos deste show clique aqui.

Fontes: Herald Sun, Perth Now (1), Yahoo! 7, Perth Now (2), WA Today, The Sydney Morning Herald, TheMusicComAu, The West Australian, The Rock Pit, Tone Deaf, Zimbio, adam_hq , Rob Sinclair e Tania Bignell Holland



Review de um fã do Show Queen + Adam Lambert em Auckland – 04/09

By in setembro 15, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Confiram a seguir uma review feita pela fã Daniela (Jump Cut) do Show Queen + Adam Lambert realizado em Auckland (Nova Zelândia), em 04/09:

O arrasador Queen, agora com um novo vocalista

A arena estava lotada. Jovens e mais velhos, todo mundo estava lá. Meu irmão e eu nos sentamos juntos na seção direita da arena, eu com meu delineador mais escuro do que o normal, jaqueta de couro e com uma garrafa de Coca-Cola na mão (como sempre), e meu irmão tão inexpressivo como sempre. O palco estava iluminado com uma luz púrpura com o logotipo do Queen impresso na cortina que estava escondendo o palco da vista.

Apesar de estar bastante alto nas arquibancadas, a vista era ótima (embora poderia ter sido melhor se os alto-falantes não estivessem bloqueando parte da tela). Com um público de pessoas uhm… mais velhas… e que possivelmente não foram a um show desde os anos 80, houve alguma agitação em torno das 20h, quando a banda supostamente deveria ter entrado no palco. Eles claramente não estão acostumados com o jogo de espera, artistas gostam de brincar com a gente. Tivemos até um senhor mais velho encantador (que provavelmente já estava bêbado antes de chegar lá), que começou a gritar bem alto: “Por que estamos esperando?” Fiquem atentos, esse cara se torna importante depois.

Queen decidiu não ter um ato de abertura, mas isso não significa que não fomos tratados como, vamos chamá-lo, um show secundário. Um cavalheiro muito animado (também mais velho, também muito bêbado) exibiu alguns movimentos de dança com passos inspirados por Michael Jackson e até mesmo algumas piruetas. Tenho que dizer que nos divertimos com isso.

O show começou grandioso e a cortina que cobria o palco sumiu sabe Deus pra onde. Adam Lambert entrou no palco vestido com a primeira de suas (eu contei 6) roupas requintadas ao lado do incrível Brian May tocando a guitarra. Roger Taylor estava sentado em um lindo kit de bateria enquanto seu filho tocava o segundo conjunto de bateria. O palco era fantástico. Havia uma grande tela em forma de O com uma rampa estendida que saia a partir das escadas de cima perto da tela para um segundo pequeno palco, circular, formando a cauda de um grande Q. Os vocais de Lambert foi algo de se contemplar – fortes, poderosos e absolutamente no ponto, ao mesmo tempo fazendo com que parecesse tão fácil como cantar no chuveiro.

Sua apresentação de “Killer Queen” envolveu um chaise lounge muito roxo onde Lambert descansava enquanto cantava e bebia de uma garrafa de champanhe. Apesar de tudo isto, o canto foi excepcional. Apesar de assumir o papel de vocalista, Lambert não se afastou dos membros do Queen que provaram que, mesmo na sua idade, deixam artistas modernos passar vexame. May tomou um momento para comemorar Freddie Mercury ao tocar acusticamente acompanhado por Taylor na bateria e também nos levou em uma viagem estranha através do tempo e espaço… sim, não tenho certeza do que se tratou. O que realmente me pegou foi a facilidade com que ele tocava a guitarra, quase como se fosse algo que você apenas faz. Foi incrível. Taylor ainda tratou o público com um duelo de bateria com seu filho que foi nada menos que fascinante.

Agora, eu sabia apenas cerca de 4-5 músicas do Queen (eu realmente só fui pra ver Adam Lambert, porque Deus, que voz…) Eu fiquei muito, muito animada com “Bohemian Rhapsody”, notoriamente a música mais difícil e sem sentido de toda uma existência. Lambert começou a música, que logo foi assumida por Freddie Mercury na tela grande, enquanto May e Taylor tocavam. Era um tributo, onde deixaram os fãs veteranos muito animados.

Eles selaram o show com “We Will Rock You” e “We Are The Champions” que culminou com Lambert em um manto real e coroa. Ele foi espetacular. Auckland (NZ) foi seu último show de uma longa turnê e foi evidente que eles deram tudo de si até o final. Eu amei que Lambert nunca pareceu estar substituindo Mercury. Ele não tentou imitar ou cantar como ele, ele fez do seu próprio jeito, e o público apreciou.

Agora, eu prometi uma história sobre um cara bêbado irritado, sentado duas fileiras acima de nós, vamos chamá-lo de Joe Bravo. Ele estava lá com quem eu presumo (e espero) eram suas filhas, que estavam igualmente bêbadas e muito desagradáveis. Ele estava gritando muito alto e desnecessariamente (sim, eu sei que é um show de rock, mas acredite em mim, estava fora de propósito). E para o meu horror, ele entrou em um tipo de briga com o casal uma fileira abaixo, tanto que envolveu contato físico e alguns socos foram intercalados – junto com algumas palavras vulgares que eu não repetirei. Estávamos no alto das arquibancadas e eu sinceramente pensei que alguém iria cair. Na verdade, a luta ficou tão fora de controle, que o casal saiu da arena deixando a maioria das pessoas ao redor esticando o pescoço para ver o que estava acontecendo.

Uma canção depois, o casal voltou com alguns funcionários da Vector Arena que conduziram toda a família do Joe Bravo para fora da arena. Eles reapareceram mais tarde, para o desespero do casal, mas estavam significativamente mais calmos. De qualquer forma, essa foi a minha história sobre Joe Bravo. Em geral, o concerto foi fantástico. Houve alguns momentos que foi um desperdício de tempo, tais como a solo estendido do baixista, ou quando Brian May esteve ao palco por muito tempo, desnecessariamente. Mas eles tocaram por quase 3 horas seguidas, e isso era de se esperar.

Fontes: Adam Lambert Fan Club e Jump Cut

Tradução: Sandra Saez



Shut up Hasmih: “Queen + Adam Lambert, Auckland – 03/09″

By in setembro 13, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Queen + Adam Lambert, Auckland – 03/09

Eu acho difícil avaliar este show – sendo um fã do Queen por tanto tempo, há tantas memórias e expectativas envolvidas em ver uma banda influente como esta, finalmente, ao vivo. Mas foi uma grande experiência, não só pelo fato de ver Brian e Roger em pessoa, mas eles fizeram um ótimo show, independentemente de qualquer cinismo que se possa ter sobre uma banda ainda em turnê, décadas após a morte de seu amado vocalista. A essa altura, já está ficando clichê comparar Lambert a Mercury, mas eu vou ter que fazer isso, apesar de tudo. Como os outros fãs e críticos sugerem – Adam se encaixa muito bem na banda e, de fato, dá seu toque próprio às músicas, encontrando sua apresentação pessoal no palco para se adequar às canções, sua própria exuberância única – prestando homenagem a Freddie, mas sem copiar seu estilo. Eu não posso afirmar ser um fã de Adam Lambert, então eu ainda me encontrei comparando seu desempenho com a forma como Freddie teria performado uma canção, mas isso aconteceria de qualquer forma, se você passou tanto tempo obcecado por uma banda como eu fui com o Queen. Mas, se alguém ia levar esse show de volta à estrada com os membros originais e dar-lhe nova vida, esse alguém pode muito bem ser Lambert – ele tem uma grande voz e experiência de palco para agitar o público de uma arena ou estádio com facilidade.

Os fãs de Adam Lambert podem não concordar comigo – mas a parte do show que mais me tocou foi quando Brian pegou o microfone, primeiro cantando “Love Of My Life”, com Freddie aparecendo no telão para nos ajudar a cantar momentos-chave. Este foi um clássico ao vivo a partir de 1975, o acústico de “Love Of My Life”; e foi algo muito comovente, um espaço lotado por 8.000 pessoas cantando junto com Brian, e Freddie aparecendo momentaneamente. E foi muito bom ouvir a voz de Freddie novamente ressoando em uma arena. No final da canção, pareceu que Brian enxugou os olhos, talvez tão afetado quanto o público, ao cantar junto com seu amigo perdido. Roger, o tecladista de longa data do Queen, Spike Edney, o baixista da turnê Neil Fairclough e o baterista e filho de Roger, Rufus Taylor se juntaram a May para “‘39″ do álbum “Night At The Opera”. Um dos meus destaques da noite, com certeza.

O show foi ótimo – com um dos mais impressionantes esquemas de iluminação que eu já vi em um show de arena, uma tela enorme que foi feita para aparecer com o ‘Q’ do logotipo do Queen. O equipamento que compunha o Q se moveu sobre a banda de uma forma espetacular, lembrando os equipamentos de iluminação móveis empregados em turnês do Queen entre 1977 e 1986. Durante “Lap Of The Gods”, a fantástica canção final de “Sheer, Heart Attack”, o círculo gigante de luzes saiu de seu lugar no centro do palco e se transformou em um magnífico anel que paira sobre a banda. “Lap Of The Gods’ é uma canção brilhante – e este foi um desempenho digno de performances anteriores do Queen – como em Wembley, em 86. Brian May, depois, fez um solo de guitarra, incorporando partes do seu solo Bijou de Innuendo, e enchendo a arena com sua característica harmonização em delay. Isso combinado com hipnotizantes lasers vermelhos e imagens do cosmos. Visualmente, muito elaborado – e perfeitamente adequado para o legado de shows ao vivo do Queen.

Outros destaques musicais incluem uma batalha de baterias entre Roger e Rufus, ambos bateristas incríveis – Roger com seu estilo pesado e muito original, e Rufus um baterista de rock moderno tecnicamente qualificado. Roger liderou os vocais em “A Kind Of Magic” e foi muito bom ouvir o homem cantando e teria gostado de ouvir mais. Neil Fairclough forneceu o melhor solo de baixo que eu já ouvi, caindo em riffs de clássicos do Queen como “Nevermore” do álbum “Queen II”, “Don’t Try Suicide” do “The Game” e “Body Language” e “Staying Power” do subestimado “Hot Space”. Adam executou muito bem as canções menos conhecidas, coisas como “Dragon Attack” do “The Game”. Foi incrível ouvir uma das músicas mais obscuras, tocada ao vivo e ainda soar tão fresca como quando foi tocada pela primeira vez.

O show terminou com o tradicional ataque de hits do Queen – “Tie Your Mother Down” com Rufus Taylor na bateria, “I Want To Break Free”, “Radio Ga Ga” com o público fazendo o seu melhor para imitar o “Live Aid” e “Crazy Little Thing Called Love”. Depois foi “Bohemian Rhapsody”, com Lambert arrasando nos vocais como deveria um cantor tão treinado como ele. Mas os membros originais não poderiam ser ofuscados – Brian tomou o seu lugar na base da passarela, arrebentando com o solo de guitarra mais emblemático que ele já escreveu, enquanto usava uma túnica dourada que lembrava os trajes glam da banda no início dos anos 70. Freddie apareceu novamente na tela na parte operística da canção e outra vez no final, em um dueto com Lambert, cada um cantando uma frase. Freddie estava definitivamente presente, mas Lambert fez sua parte. A noite terminou como todos os shows do Queen, novamente, desde 1978, com “We Will Rock You” seguido de “We Are The Champions”. Lambert usava uma coroa em estilo régio, e todos eles ficaram lado a lado, juntos, fazendo uma última reverência para a multidão que já estava verdadeiramente cativa. Brian e Roger estão tocando bem, parecendo ainda adorar tocar para as massas que os adoram e garantindo seu legado por muitas décadas mais, graças ao vocalista adequado que encontraram em Adam Lambert. Como outro crítico mencionou, com tantas bandas de rock clássico não querendo fazer uma turnê para os fãs (como Zeppelin e Floyd) – é uma sorte que tenhamos uma banda como Queen, tão dedicados em manter o legado vivo. Isto é, se deixarmos nosso cinismo nas portas da arena.

Talvez eu tenha sido um pouco injusto com Lambert às vezes – mas é só por ser um grande fã do Queen original. O show que eles montaram é realmente algo especial, mesmo que mais uma vez procure destacar o talento perdido do incomparável Freddie Mercury, em alguns aspectos. Uma parte de mim acha que eles não precisariam estar em turnê desta forma, ambos, Brian e Roger têm vozes incríveis e são grandes compositores e intérpretes, por mérito próprio, e poderiam ter cada um, focado em suas carreiras solo, ao invés de continuar com a besta conquistadora de mundos que é o Queen. Estou dividido sobre se eu acho que eles deveriam continuar saindo em turnês por muitos anos mais – parte de mim adoraria ver o show novamente, mas a outra parte de mim sente que é uma grande homenagem, um perfeito momento fugaz para os fãs os membros da banda se reunirem e celebrarem seu legado, mas talvez seja um momento que deva existir apenas por tempo suficiente para que suas melhores qualidades sejam apreciadas. Espero, pelo menos, por algumas datas em festivais, porque eles estão fazendo um show que parece muito maior do que as arenas em que estão acontecendo. Ao final do dia, fiquei maravilhado por ter tido a chance de ver qualquer desses membros do Queen em pessoa e ouvir essas músicas ao vivo. Dou crédito a Lambert por colocar sua carreira solo em espera para fazer parte do Queen – não há muitos cantores que poderiam fazer um trabalho tão bom quanto ele – ele é um ajuste muito melhor do que Paul Rodgers, por ter as cordas vocais, a imagem glam certa e a química com os membros restantes do Queen, para fazer isso funcionar.

Para terminar este comentário com uma observação de um fã incondicional: eu esperei do lado de fora do local (na noite seguinte, depois de obter um ingresso sobrando para o segundo show) por muitas horas, com alguns outros fãs do Queen e de Adam Lambert, vindos da Nova Zelândia e da Austrália. Brian teve tempo para parar e conhecer os fãs, uma verdadeira honra e mostra o quão humilde ele é. O melhor que consegui foi contar a Brian que algumas das minhas lembranças mais antigas eram estar ouvindo sua música. Não me lembro de sua resposta, eu estava muito admirado por estar ao lado do guitarrista que eu via nas capas dos álbuns por tanto tempo. Ainda não aprendi a manter a calma quando encontro heróis ou pessoas que eu admiro (confira aqui a foto).

Fonte: Shut Up Hamish

Tradução: Stefani Banhete



Fotos do Show Queen + Adam Lambert, Tóquio (Japão) – 17/08

By in setembro 13, 2014 • Filed in: Fotos, Queen + Adam Lambert, Shows

Confira algumas fotos do Show Queen + Adam Lambert realizado em Tóquio (Japão) – como parte do Festival Summer Sonic 2014 – em 17/08 no Maishima Sports Islands:

Clique nas imagens acima para visualizá-las em tamanho maior e aqui confira mais fotos.

Caso queira rever os vídeos deste show clique aqui.

Fontes: Summer Sonic, @celebdailyjp, Adam Lambert Fan Club e Adam Lambert Perú



Fotos do Show Queen + Adam Lambert, Osaka (Japão) – 16/08

By in setembro 13, 2014 • Filed in: Fotos, Queen + Adam Lambert, Shows

Confira algumas fotos do Show Queen + Adam Lambert realizado em Osaka (Japão) – como parte do Festival Summer Sonic 2014 – em 16/08 no Makuhari Messe:

Clique nas imagens acima para visualizá-las em tamanho maior e aqui confira mais fotos.

Caso queira rever os vídeos deste show clique aqui.

Fontes: Adam Lambert Fan Club, Summer Sonic e Adam Lambert Perú



clairestbearestreviews: “Queen e Adam Lambert” – (Melbourne – 29/08)

By in setembro 11, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

REVIEW DO SHOW: Queen e Adam Lambert

Você sabe quais pessoas são as piores? As pessoas que ouvem os primeiros compassos da canção do Queen, “Under Pressure”, e depois ficam decepcionadas quando não é do Vanilla Ice, “Ice Ice Baby”. Essas pessoas são uma vergonha para a sociedade. Felizmente, não havia nenhum desses tolos na Rod Laver Arena na sexta-feira à noite. Embora houvessem muitas pessoas em moletom como é normal nesse lugar parece. É QUEEN – Tenham respeito! Mas havia uma coisa que estávamos todos de acordo, e foi o nosso amor pela melhor banda de todos os tempos.

Eu não vejo muitos shows. Na verdade eu nunca vi um show de rock, alguns de pop, e o grande Peter Combe quando eu tinha quatro anos de idade. Pergunte-me quais são minhas bandas favoritas e não haverá nenhuma deste século. Eu duvidava que eu pudesse ver algum dia minha banda favorita, Queen, mas este ano eu tive a minha chance! Menos Freddie Mercury é claro, mas com a adição de um cara que eu sempre falei que é o Freddie deste século – Adam Lambert. É claro que ele não é um substituto, mas ele é um digno substituto.

Apesar que eles são a minha banda favorita, eu não sou uma fã devota do Queen, e havia algumas músicas que eu não estava muito familiarizada (6 de 22). Mas quando eles fizeram os clássicos, eles arrasaram! Todos os clássicos que conhecemos e amamos: “Another One Bites the Dust”, “Crazy Little Thing Called Love”, “Under Pressure”, o meu favorito “Somebody To Love”, e claro, “Bohemian Rhapsody”, “We Will Rock You” e “We Are The Champions”. Eu finalmente pude CANTAR JUNTO EM UM SHOW! Em vez de apenas cantarolar melodias como as músicas pop inferiores de hoje. O único grande número que faltou foi “Don’t Stop Me Now”, mas eu acho que você não pode ter tudo quando seu catálogo é cheio de brilho. Você pode pensar em uma banda que pudesse comparar? Acho que não. Sua música é fora deste mundo e por isso muitos dos artistas de hoje citam eles como influências, embora, claro, nunca ao seu alcance. Queen são deuses.

Toda vez que eles falavam de Freddie ou mostravam ele nas telas me sentia mais emocional do que eu tinha previsto. Ele foi antes do meu tempo e por isso eu não chorei junto com o resto do mundo, quando ele faleceu (ou sabia quem ele era). Mas nossa ele era bom! Que presença. Alguns críticos pareciam inclinados em reclamar que o show não foi bom o suficiente sem ele, mas será que eles realmente pensam que a outra opção de simplesmente não fazer show é preferível? Ridículo. Dê a Adam Lambert uma chance – sua voz é fenomenal. E ele sabia que não estava ali para substituir qualquer um – ele foi extremamente humilde e eu respeito ele pra caramba. Brian May, obviamente também pode, e você vai questionar seu gosto? Acho que não.

Para um cara com quase setenta, Brian May ainda pode. Seu número folclórico no meio do show não foi um nocaute – embora ele merecia mais crédito do que foi oferecido por algumas pessoas que foram buscar Shiraz (vinho) em copos de plástico no bar de fora durante a apresentação. Tenha um pouco de respeito, gente. O cara é praticamente uma realeza. Quando ele fez os solos de guitarra incríveis que ele é conhecido, ele arrasou. Roger Taylor foi igualmente impressionante na bateria, e o duelo que teve com o filho Rufus foi muito legal. (Imagine se o seu pai estivesse em Queen!) Foi um pouco estranho que eles não fizeram nenhuma menção do quarto membro da banda, John Deacon, que se aposentou há alguns anos.

Eu tenho que falar sobre a senhora que estava sentada na nossa frente. Eu pessoalmente decidi no início do show que eu só iria tirar uma foto nessa noite, porque assistir um show através de uma câmera é um desperdício de uma experiência. Na verdade, eu tirei três, foi mal. Mas isso não foi nada comparado a essa mulher. Ela passou pelo menos 2,5 canções olhando no celular dela, criando um Instacollage de fotos da noite, e enviando para o Facebook com a legenda dizendo “Desfrutando Queen”. É Mesmo? De Verdade? Você pagou US$ 160 [cerca de 365,00] para ver a melhor banda de todos os tempos e provavelmente nunca mais vai ter essa experiência e você precisava atualizar seu Facebook durante o show? Não poderia ter esperado até depois? Eu não podia sequer compreender essa estupidez. Ela literalmente não olhou para cima em todo esse tempo. Fiquei chateada que perdi meu tempo olhando para ela, mas é difícil de ignorar quando há uma luz de celular bem na sua cara!

Este foi o primeiro show que eu fui em que realmente me senti feliz – em parte porque eu guardei minha câmera/celular e também porque eu realmente sabia as palavras da maioria das músicas. Há algo sobre “We Are The Champions” que forma sentimentos em mim – Eu acho que é porque sempre foi a trilha sonora de minha fantasia dos Swans [ver nota] vencerem o campeonato (o que fizeram duas vezes), mas esta música será sempre uma das melhores. Vida longa ao Queen. E guardem seus celulares.

4.5 estrelas

NOTA: Swans é uma equipe de futebol de Sydney (Austrália).

Fontes: @clairestbearest e clairestbearestreviews

Tradução: Sandra Saez



Beat: “Queen e Adam Lambert na Rod Laver Arena!!” – (Melbourne – 29/08)

By in setembro 10, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Queen e Adam Lambert na Rod Laver Arena

Em que momento deveria uma banda se aposentar? Quando não tiverem mais ideias novas? Quando tiverem um ou dois membros originais? Quando não conseguirem mais ficar ao redor um do outro? Queen nunca foi uma banda de tais preocupações. Desde a morte de Freddie Mercury (e a saída do baixista John Deacon) eles continuaram em várias formas com vários vocalistas, às vezes por uma vez, outras vezes, com alguém mais substancial; a entrega de George Michael de “Somebody To Love” no “Freddie Mercury Tribute Concert’ foi um sucesso, enquanto eles colaboraram com Paul Rodgers de 2004-2009, lançaram o álbum “The Cosmos Rocks”. Mas algo estava faltando com Rodgers. Sua textura vocal e movimentos de rock de meia-idade não chegou a capturar a aura do Queen. Entra o Sr. Adam Lambert. Como ele se compara a Freddie Mercury?

Bem, aqui está a coisa: é tentador fazer comparações entre Lambert e Mercury. Dois caras com enorme alcance vocais, ambos com um dom para a exuberância. Lambert teve sucesso onde Rodgers não conseguiu. Seu estilo vocal é muito mais flexível e elástico do que a textura forçada mas clássica de Rodgers, e seu senso de teatralidade e movimento é muito mais para arena. E o mais importante, ele permanece fiel às músicas do Queen – as melodias vocais, as atitudes, as intenções, a diversão. Lambert não está tentando ser Freddie e nem está tentando mexer com as melodias vocais. Ele absolutamente pode porque tem uma óbvia compreensão e conexão com o material. Já viu um cantor cantar o material de outra pessoa e você sabe que eles não têm ideia do que a música realmente se trata? Isso nunca pareceu uma preocupação com Lambert.

Ok, então o suficiente sobre “O novo cara”: como foi o show? Épico! Se você só conhece Queen da rádio, você adoraria este show porque quase todos os grandes sucessos estavam lá: “Crazy Little Thing Called Love”, “I Want To Break Free”, “Another One Bites The Dust”, “We Will Rock You”, eles até fizeram “Bohemian Rhapsody”, com Freddie Mercury aparecendo na tela (uma das duas vezes durante o show) para intercalar linhas com Lambert. Mas os fãs também desfrutaram de algumas canções mais pesadas da banda, como “Stone Cold Crazy”, “Dragon Attack” e o grande hit de rock de 1989 “I Want It All”. Claro, houve alguns momentos indulgentes – um solo de baixo, um solo de bateria que se transformou em um duelo entre pai e filho entre Roger Taylor e seu filho Rufus, Brian May parou para tirar um pequeno vídeo do público com seu ‘seflie stick’ – mas eles ganharam essas pequenas liberdades. May na guitarra continua a ser tão espetacular como sempre, Taylor teve algumas chances de mostrar suas habilidades vocais e Lambert, bem, ele não está tentando ser ninguém além de Adam Lambert, ele não se desculpa por ser ele, e ele fez tão bem o trabalho em mostrar por que merecia estar lá que a conversa geral entre os fãs depois foi de não só querer ver Queen + Adam Lambert novamente, mas que gostariam de ouvir um álbum inteiro do novo material [de Adam Lambert].

Amei: O trabalho de guitarra de Brian May, as brincadeiras de Adam Lambert.
Odiei: O solo no meio do show.
Bebi: Nada. Não estava com sede.

Fontes: Adam Lambert TV e Beat

Tradução: Sandra Saez



Times Online: “Foi um tipo de magia” – (Auckland – 03/09)

By in setembro 9, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Foi um tipo de magia

REVIEW
QUEEN
Local: Vector Arena, 03 de Setembro
Nota da Times: *****
Review por: TONY KING

Foi com mais do que um pouco de apreensão que me aproximei ao show do Queen com Adam Lambert nos vocais.

Eu sabia que a música, instrumentação e apoio seriam ótimos – Brian May e Roger Meddows Taylor tomariam conta disso não importando quem estivesse cantando.

Embora, o falecido Freddie Mercury foi sem dúvida o melhor cantor de rock de todos os tempos, como isso iria funcionar?

Com grandes botas para preencher, Lambert fez o seu melhor para homenagear a lenda do rock, e seu melhor foi muito bom.

No início, eu senti que sua voz estava um pouco berrante, não tão completa ou provocativa como Freddie, e demorou um pouco para afinar.

A abertura foi 20 minutos do sinuoso rugido do “Made In Heaven”, mas depois de um par de enormes acordes estridentes, foi direto para “Now I’m Here”.

Eles continuaram arrasando com vários hits e músicas de álbum, um atrás outro por mais de duas horas, incluindo “Another One Bites the Dust”, “Fat Bottomed Girls”, “Somebody To Love”, “I Want It All” e “Who Wants To Live Forever”, acompanhado por iluminação estroboscópica e uma bola de discoteca gigante.

Freddie nasceu Farrokh Bulsara na Ilha de Zanzibar, na Tanzânia, em 1946, mas com sua morte por complicações de AIDS em 1991, e depois com a aposentadoria do baixista John Deacon, Queen tem apenas dois membros originais – o guitarrista May, 67, e baterista Taylor, de 65 anos.

A banda está agora concluída por Neil Fairclough no baixo, Spike Edney nos teclados, e o filho de Taylor, Rufus Tiger Taylor na percussão e bateria, com todos contribuindo nos vocais.

Queen tem tido vários cantores substituindo Freddie desde 1991, incluindo George Michael no concerto beneficente, o cantor italiano Zucchero, Elton John, Jesse J, Robbie Williams e uma associação de cinco anos com o seu antigo companheiro Paul Rodgers, da Free e Bad Company.

Lambert foi vice-campeão do American Idol em 2009, e incluiu uma performance de “Bohemian Rhapsody” como parte de sua audição inicial, e também uma performance de “We Are The Champions” ao lado de May e Taylor na final.

A associação com Lambert realmente começou quando eles apresentaram três músicas juntos no MTV Europe Music Awards em 2011.

A performance de Lambert na Vector Arena foi excepcional e ele teve várias trocas de roupa, incluindo uma roupa de estampa de leopardo, mangas com franjas, calças de couro bronze e, claro, a famosa coroa.

Houve um momento emotivo quando May pediu ao público para cantar junto com ele.

“E você nunca sabe, Freddie poderia aparecer”, disse ele, antes de tocar “Love Of My Life” acusticamente, e sim ele apareceu na tela de trás.

A estrela era May, ele fez as guitarras falar e cantar, embora às vezes parecia não concordar com ele, como sempre o majestoso showman – e
as meninas amam ele.

O show terminou com “Bohemian Rhapsody”, com May vestido de dourado e Mercury apareceu novamente na tela para cantar algumas partes.

O bis incluiu os clássicos “We Will Rock You” e “We Are The Champions”, trazendo enfim uma conclusão adequada, além de “God Save The Queen”, é claro.

Meus destaques foram “’39”, os vocais de Roger em “A Kind Of Magic”, “Under Pressure”, “I Want To Break Free”, “Radio Ga Ga” e “Bohemian Rhapsody”.

Foi uma performance brilhante e adequada que até Freddie estaria orgulhoso.

E isso só poderia ter sido melhor se ele ainda estivesse vivo.

Caso queira também ver a versão impressa, clique aqui.

Fontes: Adam Lambert TV e Times Online

Tradução: Sandra Saez



The Roxborogh Report: “Queen + Adam Lambert é um tributo ou um triunfo?” – (Auckland – 03/09)

By in setembro 8, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Shows

Queen + Adam Lambert é um tributo ou um triunfo?

Review do show em Auckland, Mais Analise de “Under Pressure”

Eu li no Facebook hoje alguém comparando Queen + Adam Lambert ao show tributo de Pink Floyd que talvez muito frequentemente, se apresenta para 1.200 pessoas no Founders Theatre no Hamilton. Bem, duas noites esgotadas de 9.000 pessoas (18.000 no total) em Auckland, fechando uma turnê mundial esgotada (incluindo o Madison Square Garden), no mínimo sugere algumas diferenças. Também o faz a presença do homem que escreveu “A Kind Of Magic” (o baterista original Roger Taylor) e a do homem que escreveu “We Will Rock You” (o guitarrista original e detentor de um doutorado, Brian May).

O show de ontem a noite foi bastante incrível. Adam Lambert, de 32 anos, nasceu para estar no Queen e exatamente como o Bee Gees Barry Gibb entendeu que seu catálogo era muito significante para não ser ouvido ao vivo a despeito da perda de seus irmãos, a música de Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon também é.

Mais importante do que a montagem do palco e o show de luzes e laser terem sido habilmente realizada, tanto quanto em qualquer show interno que eu já vi; mais importante do que Taylor e May serem músicos de primeira linha que escreveram muitas das melhores músicas do Queen e mais importante do que os vocais e carisma de Adam Lambert serem notavelmente parecidos com os de Mercury, é a realidade de que Queen + Adam Lambert é totalmente certo.

O que isso significa é que em shows, eles soam extraordinários, eles doam como o Queen e eles não parecem uma banda tributo. Lambert está em sintonia tanto com sua banda famosa quanto com seu próprio eu, assim como Brian Johnson do AC/DC está, apesar de ter herdado o manto de Bon Scott. É claro que a comparação entre os vocalistas do Queen / AC/DC não são exatas, considerando que Johnson substituiu o falecido Scott apenas alguns meses após sua morte e a chegada de Lambert aconteceu mais de 20 anos após a morte de Mercury. Há também a pequena questão de que AC/DC de alguma forma conseguiu juntar seus pedaços após perder seu vocalista e quase imediatamente lançar “Back In Black”, vendendo mais de 40 milhões de cópias e assegurando seu legado no processo.

Ainda assim, no final, Queen teve um impacto cultural e musical maior do que o AC/DC e não é realista esperar novos sucessos de uma banda cuja história se estende por aproximadamente 45 anos. Ao contrário de Paul Rodgers que foi o vocalista pós-Mercury por um tempo, Lambert não poderia ser mais certo para essa banda, nem honrar mais a lenda de seu herói. Ele é extravagante sem ser embaraçosamente exagerado e é provavelmente o mais notável cantor a participar dos 12 anos do American Idol (ele foi finalista em 2009).

Veja abaixo a letra e o vídeo de um dos destaques do último show, “Under Pressure”. Como você pode ouvir uma canção um milhão de vezes mas só ao vê-la ao vivo, você para e pensa na letra? Claro, eu sabia que o sucesso de 1981 em parceria com David Bowie uma vez teve o título de “People On Streets” e que o título final claramente indica pessoas combatendo a pressão. Mas foi apenas quando Roger e Adam se alternaram nos versos, que eu pensei na compaixão simples de “Under Pressure”.

‘Cause love’s such an old-fashioned word (Porque amor é uma palavra tão fora de moda)
And love dares you to care for (E o amor te desafia a se importar )
The people on the edge of the night (As pessoas no limite da noite)
And love dares you to change our way of (E o amor o desafia a mudar a forma como)
Caring about ourselves (Se importar conosco)
This is our last dance (Esta é nossa última dança)
This is our last dance (Esta é nossa última dança)
This is ourselves (Estes somos nós)
Under pressure (Sob pressão)
Under pressure (Sob pressão)
Pressure (Pressão)

Estou feliz que Roger e Brian tenham encontrado Adam e eu estou feliz que ele os tenha encontrado. Freddie e talvez o há muito tempo aposentado John, estejam orgulhosos.

Fontes: Adam Lambert Fan Club e The Roxborogh Report

Tradução: Stefani Banhete



Eventfinda NZ: “Queen e Adam Lambert na Vector Arena” – (Auckland – 03/09)

By in setembro 8, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Queen e Lambert na Vector Arena

Eles com certeza nos balançaram! A apresentação do Queen e Adam Lambert na Vector Arena em Auckland na noite passada foi simplesmente fantástica (e não brega como a minha linha de abertura). O show não foi nada de show ‘tributo’ – não houve expectativas não satisfeitas no estádio para quem estava preocupado em ver uma pobre imitação de Freddie Mercury. Lambert mostrou exuberância e talento tenaz quando subiu ao palco, iluminando o show com sua própria vivacidade agradável e cativante.

Enquanto eu me preparava para o show, admito que estava hesitante em não colocar minhas expectativas muito altas – afinal, um monte de bandas lutam para alcançar o mesmo sucesso quando um membro vital do grupo está faltando. Eu levei meu pai como meu acompanhante que estava igualmente animado, mas preocupado que simplesmente não seria o mesmo. Ele é possivelmente um dos maiores fãs do Queen, ele tem todos os álbuns e CDs (que ele ouve todas as noites!), livros e biografias, como também ter visto Queen com Freddie duas vezes no Reino Unido.

Quando entramos na fila de entrada, vimos pessoas vestidas com brilhos, bigodes de Freddie e penas. O show começou com uma impressionante presença de palco de Lambert. Ele trouxe uma efusão e exuberância que era provocadora, ousada e sempre tão confiante. Foi um bom começo (um ótimo começo!) para o show enquanto Brian May e Roger Taylor combinaram seu adorado e duradouro estilo do Queen com a de Lambert.

Olhei rapidamente para o meu pai para avaliar sua opinião depois de “Another One Bites The Dust” – ele aprovou e eu também. A música estava fantástica e Lambert realmente fez seu próprio estilo. Qualquer preocupação de que ele iria tentar ser outro imitador de Freddie tinha sido esquecida.

Houve algumas músicas dos primeiros álbuns que eu acho que algumas das gerações mais jovens não sabiam, mas inevitavelmente músicas como “Fat Bottomed Girls” e “Somebody To Love” fizeram o público de todas as idades rugirem.

Entre os aplausos e a audacidade de Lambert, Brian May tomou o centro do palco para conversar e agradecer a todos nós. “Eu não posso acreditar que estamos de volta em Auckland depois de… 40 anos?! É uma sensação incrível estar de volta aqui.” May pegou o microfone para cantar “Love Of My Life”, limpando algumas lágrimas no final da canção enquanto relembrava haver cantado a música com Mercury. Freddie não foi esquecido e este momento foi emocionante e não exagerado.

Uma bola de espelhos maravilhosamente deslumbrante veio do teto e iluminou a arena enquanto Queen, Lambert e Mercury (via videoclipes exibidos no telão na parte de trás do palco) cantavam “Who Wants To Live Forever”, e depois continuou com “Tie Your Mother Down”. Esses curtos mas íntimos clipes de Freddie foram maravilhosos de ver e funcionou bem com o contrastante mas igualável talento de Lambert.

O vestuário de Lambert eram loucos mas charmosos e envolveu uma série de strass, plumas, ouro e estampa de leopardo. Foi ótimo vê-lo manter-se fiel à sua imagem de seus velhos tempos do American Idol e estar no palco com uma banda como Queen.

Em geral, o show ultrapassou em muito as minhas expectativas e aparentemente do meu pai também já que tenho gritos rezumbindo no meu ouvido esquerdo. Telões colocados no meio e nos lados do palco significava que não importava onde você estava sentado você podia ver a ação no palco enquanto May e Lambert se apresentavam em todas as áreas como verdadeiros profissionais.

Eu só posso imaginar o que meu pai viu do Queen com Freddie no Reino Unido, mas ao sair do estádio aplaudindo e cantando com seu rosto iluminado, eu não tenho nenhuma dúvida de que ele gostou do show mas de uma maneira diferente com Lambert.

Para aqueles que irão ao show na quinta-feira à noite devem se preparar para uma experiência maravilhosa e de não ter voz no dia seguinte!

Fontes: Adam Lambert Fan Club e Eventfinda NZ

Tradução: Sandra Saez



The New Zealand Herald: “Queen + Adam Lambert, Vector Arena” – (Auckland – 03/09)

By in setembro 6, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Queen + Adam Lambert, Vector Arena

Mesmo em seu auge, o Queen foi uma banda com um grande senso de exagero.

Nenhum gesto foi muito extravagante, nenhum gênero foi deixado sem perturbações.

Eles podem ter começado como uma banda de hard rock no início dos anos 70. Mas de alguma forma, tornou-se um pop perene, como Abba ou os Bee Gees, com sucessos muito duradouros também.

E quando o vocalista Freddie Mercury faleceu, o Queen resistiu.

Claro, a afeição por aquelas batidas os manteve lá, como o gosto por “We Will Rock You” e milhares de covers do Idol de “Somebody To Love”.

Então, vendo o que sobrou do Queen – os membros originais, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, e o baixista há não muito aposentado, John Deacon – trazendo o maior talento já saído do American Idol, Adam Lambert, como vocalista, sempre leva algum tempo para nos acostumar.

Lambert provou que ele tem imensa presença de palco, juntamente com uma personalidade vencedora e um departamento de figurino bastante aplicado.

Mas vocalmente, soou como se seus pontos fortes estivessem em seu limite.

Ainda assim, ele tomou algumas das canções – como se diz na esfera do Idol – e tornou-as como suas próprias. Isso foi com sua inclinação a Michael Jackson – como em “Another One Bites The Dust” – ou seus lábios curvados de Elvis no rock “Crazy Little Thing Called Love,” próximo ao final.

E em números mais teatrais e melodias difíceis, como “Killer Queen”, e em cima de uma chaise longue roxa no final da pista do palco, ele mostrou um poder maior do que os roqueiros héteros.

Sim, houve o momento inevitável, quando Mercury dominou a processo com duetos póstumos, mostrados através da tela de vídeo.

Mas o show manteve, em grande parte, os elogios tardios em conta.

Outra questão com um show ao vivo do Queen foi como eles conseguiram manter os grandes e antigos efeitos de estúdio ao vivo.

No caso de “Bohemian Rhapsody” eles meio que nos traíram, deixando partes operísticas da música para a versão gravada (e em vídeo), mas, em seguida, voltam à vida, de uma geração ou duas, no que agora conhecemos como a música do filme “Quanto Mais Idiota Melhor”.

Foi doidamente fantástico.

Em algum lugar, a outrora épica “Sevens Seas Of Rhye” tornou-se parte de um medley e houve algumas canções – como “I Want To Break Free”, entre outras – que ficaram fora da lista.

Mas ainda havia muitos grandes hinos do Queen, que foram loucamente emocionantes.

Entre os fantásticos e grandes estavam aqueles hinos feministas, “Fat Bottomed Girls” e “Tie Your Mother Down”.

Entre os mais quietos, estava a doce afetação de Brian May cantando sozinho em “Love Of My Life”.

Embora algumas das outras participações dos velhos meninos do Queen – especialmente “A Kind Of Magic”, de Taylor – tenham levado o show para o próximo de um karaokê.

E então lá estava May e sua guitarra elétrica. Com o cabelo ainda parecendo ter visto um barbeiro pela última vez, ainda no Período de Stuart, ele entregou o heroísmo de sua guitarra, que já foi considerada a grande e inconfundível segunda voz do Queen.

Embora assistirmos ao show do Queen ao vivo, sem Mercury, nunca nos faça sentir como vendo o conjunto original, May, ao executar seu solo frente à multidão, fez com que as pessoas se sentissem felizes, mesmo estando frente a uma banda sendo cover de si mesma.

Mais um lembrete de quem inventou essa coisa de rock em estádios, em primeiro lugar.

Sim, Queen + Adam Lambert = a soma de suas melhores partes.

Fontes: Adam Lambert TV e The New Zealand Herald

Tradução: Graça Vilar