Archive for the ‘Shows’ Category


Vídeo do Show Completo Queen + Adam Lambert, Washington, DC (EUA) – 20/07

By in julho 23, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Shows, Vídeos

Já postamos aqui vários vídeos individuais do 19º Show da Turnê Queen + Adam Lambert, realizado no Merriweather Post Pavilion em Washington, DC (EUA) no último domingo (20). Agora, confira um vídeo contendo o show completo (com exceção de “Now I’m Here e “Stone Cold Crazy”), disponibilizado pela fã Butterknife0204:

Fonte: Adam Lambert Fan Club

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The Day: “Queen, Lambert deixam Freddie orgulhoso” – (Uncasville – 19/07)

By in julho 23, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Queen, Lambert deixam Freddie orgulhoso

Quando o favorito do “American Idol” Adam Lambert foi convidado oficialmente dentro da Grande Catedral do Queen e foi oferecido o trono no Altar de São Mercury, você acha que lhe entregaram uma daquelas pulseiras de borracha de acólito com um lembrete não muito sutil: sempre pergunte a si mesmo, Adam. WWFD?

“What Would Freddie Do” ["O que Freddie faria?"]

Sábado à noite na Mohegan Sun Arena, Lambert, liderou as cinco peças de Queen com os fundadores o baterista/vocalista Roger Taylor e o guitarrista/vocalista Brian May, e de uma maneira retumbante respondeu talvez a pergunta mais importante.

HWAD – “How Would Adam Do” ["Como Adam fará?"]

Maravilhosamente bem, obrigado.

Por duas horas e meia, o conjunto oficialmente chamado Queen + Adam Lambert fizeram um tremendo show de rock apoiado por efeitos simples e uma passarela que levava para a um pequeno palco intimo no meio. Os vocais de Lambert foram sutis e poderosos por todo o show e replicou a gama de ópera de Mercury e a dinâmica melódica na medida em que foi possível. Ele estava confiante e extravagante e trabalhou com as mudanças de figurino naturalmente homenageando o legado de Mercury, mas fez de forma confortável e dentro de sua própria persona. Lambert também parecia genuinamente comovido e honrado de estar no palco com May e Taylor, e se divertiu muito com tudo isso – especialmente quando ele liderou uma canção com o público em homenagem ao 67º aniversário de May.

Mas não se esqueça: este é um negócio Queen. May e Taylor também se apresentaram de uma forma igualmente estelar. Seu tocar e cantar desmentiram aquelas tabelas atuariais de uma maneira bem humorada, enérgica e com moda graciosa, e os membros de apoio Spike Edney (teclados/vocais), Rufus Tiger Taylor (bateria/vocais e, sim, o filho de Roger) e Neil Fairclough (baixo/vocais) contribuíram poderosamente. Ah, e aquelas harmonias muito importantes do Queen? Eles pareciam estarem vivos e sem assistência de gravação.

O catálogo foi representativo e uma abertura monstruosa de “No I’m Here” e “Stone Cold Crazy” do “Sheer Heart Attack”, foi quase grande demais para a banda acompanhar. Mas é claro que eles fizeram. Sim, todos os grandes sucessos foram representados – o clímax “Bohemian Rhapsody”, com o dueto de linha por linha com Lambert e um Mercury no telão – foi muito bem imaginado e realizado.

Mas foram as músicas menos conhecidas que forneceram os maiores momentos emotivos. O curto set acústico de May com “Love Of My Life” de Mercury e o belo “’39″ do próprio guitarrista, foi calorosamente melancólico. E Taylor saiu do seu lugar para cantar talvez sua melhor música, “These Are the Days Of Our Lives”. Os fãs sabem o vídeo oficial da banda dessa canção, foi a apresentação final de Mercury, e acompanhando uma montagem de imagens do Queen durante toda a sua carreira no telão foi extremamente emotivo.

De qualquer maneira, o baixo obrigatório, a bateria e os solos de guitarra poderiam facilmente terem sido substituídos por mais… ah, música! O mesmo vale para os chamados e respostas muito, muito longos de Lambert para um público muitas vezes desnorteado. No geral, porém, é difícil imaginar que Mercury mesmo assim não teria ficado orgulhoso.

Fontes: Adam Lambert Fan Club e The Day

Tradução: Sandra Saez



Show Queen + Adam Lambert, Boston, MA (EUA) – 22/07

By in julho 23, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Shows, Vídeos

Nesta terça-feira (23), tivemos o 20º Show da Turnê Queen + Adam Lambert. O show aconteceu no TD Garden, em Boston, MA (EUA). O setlist foi composto por 22 músicas: Now I’m Here, Stone Cold Crazy, Another One Bites The Dust, Fat Bottomed Girls, Lap Of The Gods, Seven Seas Of Rhye, Killer Queen, Somebody To Love, I Want It All, Love Of My Life (Brian), ’39 (Brian), Days Of Our Lives (Roger), Under Pressure, Love Kills, Who Wants To Live Forever, Tie Your Mother Down, Radio Gaga, Crazy Little Thing Called Love, The Show Must Go On, Bohemian Rhapsody, We Will Rock You e We Are The Champions. Confira as performances abaixo:

Now I’m Here | Stone Cold Crazy | Another One Bites The Dust | Fat Bottomed Girls | Lap of the Gods | Seven Seas Of Rhye | Killer Queen | Somebody To Love | I Want It All | Love Of My Life | ’39 | Days Of Our Lives | Under Pressure | Love Kills | Who Wants To Live Forever | Tie Your Mother Down & Radio Gaga | Crazy Little Thing Called Love | The Show Must Go On | Bohemian Rhapsody | We Will Rock You & We Are The Champions

MAIS VÍDEOS:

Now I’m Here: Vídeo 2
Stone Cold Crazy: Vídeo 2
Another One Bites The Dust: Vídeo 2
Fat Bottomed Girls: Vídeo 2
Lap Of The Gods & Seven Seas Of Rhye:
Killer Queen: Vídeo 2
Somebody To Love: Vídeo 2
I Want It All: Vídeo 2
Love Of My Life: Vídeo 2
’39: Vídeo 2
Days Of Our Lives: Vídeo 2
Under Pressure: Vídeo 2
Love Kills: Vídeo 2
Who Wants To Live Forever: Vídeo 2
Tie Your Mother Down: Vídeo 2
Radio Gaga: Vídeo 1 | Vídeo 2
Crazy Little Thing Called Love: Vídeo 2
The Show Must Go On: Vídeo 2
Bohemian Rhapsody: Vídeo 2
We Will Rock You: Vídeo 1
We Are The Champions: Vídeo 1
We Will Rock You & We Are The Champions: Vídeo 2
Solo de Guitarra de Brian May
Solo de Bateria (Roger & Rufus Taylor)

Os vídeos serão atualizados conforme forem disponibilizados!

Fontes: Boston Globe, shawnbrennan1/YouTube, DGB519/YouTube, jadelle11/YouTube e Steve/YouTube



Mix 104.1: “Prévia do Show: Queen and Adam Lambert” – (Boston – 22/07)

By in julho 23, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert, Shows

Prévia do Show: Queen e Adam Lambert

Preparem-se #Glamberts, porque até agora, os comentários de Queen e Adam Lambert em concerto têm sido ótimos!

Embora ninguém poderia substituir Freddie Mercury, Lambert até que é um substituto substancial. A combinação de seus inegáveis vocais feitos para arrasar e sua natural presença teatral, torna Adam uma peça adequada para o Queen.

Para aqueles que ainda estão com dúvida de aceitar Adam na banda, a nossa estação irmã WZLX tem algumas palavras de conforto sobre o porquê você deve dar uma chance para Lambert.

A América teve um gostinho de como Adam e Queen soam juntos durante a final do American Idol 5 anos atrás, e Glamberts e fãs do Queen têm comentado sobre essa apresentação desde então.

Não se importem com o vencedor, Kris Allen, que nem se compara com Adam no vídeo a seguir:

Estamos contentes de que Adam não ganhou o Idol, porque ele poderia não estar na invejável posição que ele está agora. Desde o show, e sem nenhuma palavra de Simon, Adam lançou dois álbuns de sucesso, cada um acompanhado com sua própria turnê. Adam também aperfeiçoou em sua atuação, com o seu papel de Elliot “Starchild” Gilbert no popular programa de TV, Glee.

Amanhã à noite, no TD Garden, Glamberts vá ver o quanto Adam cresceu desde seus dias de Idol. Seus vocais perfeitos e show ao vivo polido com certeza vai surpreendê-lo!

Felizmente, ainda há ingressoss à venda, variando de US$ 52 – US$ 144, então consiga seus ingressos agora!

O Show começa às 7h30m. Esperamos ver você lá!

Fontes: Adam Lambert Fan Club e Mix 104.1

Tradução: Sandra Saez



HyperReality: “Na Nova turnê do Queen, Adam Lambert rouba a cena!” – (Uncasville – 19/07)

By in julho 23, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Vale ressaltar que, nessa resenha do show, entre tantas outras que estão jorrando pela internet, jornais e revistas, não há a descrição detalhada de outras reviews, que todos os fãs afoitos já devem ter decorado, que consiste praticamente em uma narrativa do show, quais as músicas e suas sequências, com algumas impressões do autor do texto intercaladas. Nessa resenha o autor destacou a energia sentida no show do Queen e Adam e as impressões da plateia.

Na nova turnê do Queen, Adam Lambert rouba a cena!

Freddie Mercury pode ter morrido há aproximadamente 23 anos atrás, mas seu espírito permaneceu vivo 1000%, assim que a banda Queen entrou no palco com o estupendo – “quebra ossos” – de cair o queixo e inigualável Adam Lambert, em sua nova turnê chamada de “Queen + Adam Lambert”. Entrando na Mohegan Sun Arena, em Uncasville, Conecticut, era impossível não sentir a energia e excitação, própria dos ávidos frequentadores de shows. Havia muitos fãs veteranos do Queen de várias idades, mas o que mais me chamou a atenção foram os fãs de idade mais avançada, que se encontravam em plena forma para celebrar o legado intocável de Mercury.

O show deu início com uma dupla de músicas do álbum de 1974, “Sheer Heart Attack” [ver nota 1], as músicas chamadas “Now I’m Here” e “Stone Cold Crazy”, respectivamente, e logo nas primeiras notas do cantor, ficou claro que Adam Lambert rebatizou um deus do rock, pois à medida que crescia sua voz, ela perfurou a audiência e se existisse alguém que duvidasse da potência vocal de Lambert – cuja habilidade fez plena justiça a algumas das maiores vozes masculinas da história da música – essas pessoas instantaneamente se tornaram verdadeiros crentes.

Ficou imediatamente claro que, apesar de Lambert não ser Freddie Mercury, ele nunca afirmou que seria. Ele colocou o seu toque pessoal numas das canções mais preciosas que o Rock n’ Roll já possuiu, e provou que ele não é apenas um talento excepcional, mas uma força a ser reconhecida.

Estas foram algumas das reações que eu presenciei de pessoas que estavam próximas a mim: – “Nossa ele é incrível! – Eu nunca poderia ter imaginado(…), ele é um roqueiro F……, – Freddie ficaria orgulhoso!”

Alguns até diriam que ele nasceu para ser o vocalista de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, e no mínimo, diante da ausência de Freddie, perfeitamente adaptado para preencher um papel que parecia ter sido escrito para ele, mesmo antes do seu nascimento.

Lambert cativou o público do American Idol em 2009, com sua interpretação assombrosa da dupla Tears For Fears, “Mad World”, mas a sua carreira nunca deslanchou como deveria. Seu álbum de estreia “For Your Entertainment” saiu no final daquele ano e foi atormentado com a controvérsia criada por um beijo entre homens, durante uma premiação importante, no horário nobre da TV. As músicas pós Idol, um pouco fora de foco, exceto por algumas canções de cunho pessoal, como “Broken Open” e “Aftermath” e uma extravagante música ao estilo que o Queen interpretaria, um rock jam chamado “Music Again”, escrita pelo vocalista Justin Hawkins. Também houveram contribuições de Lady Gaga, com “Fever” e de Pink, em “Whataya Want From Me”, que chegou a alcançar a 10ª posição no ranking das 100 mais quentes da Billboard e a música “If I Had You”, que obteve sucesso moderado no seguimento de “Whataya Want From Me”. Seguiu-se a ele o álbum “Trespassing”, aclamado pela crítica em 2012. Os singles, no entanto, não causaram impacto relevante, apesar de o material ser apto a tocar nas melhores rádios e esse passo indicar um crescimento artístico de Lambert. Atualmente ele trabalha em seu terceiro álbum e como agora ele se transformou num deus do rock na turnê com o Queen, estamos esperando grandes músicas. Na verdade, eu creio que essa turnê irá fazer maravilhas por sua reputação e carisma. Depois de discutir, divulgar e apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo (referindo-se à Prop 8) [ver nota 2] e interpretar uma espécie de Sam Smith (com a música “Lay Me Down”) que ama a América, eu espero que o glam rock se manifeste na sua fase pós Queen, e que esses portões sejam finalmente abertos, chamem a atenção merecida e gerem os elogios necessários, os mesmos que uma vez Freddie Mercury já teve.

Os melhores momentos da turnê começaram com sete músicas, que completaram um primeiro ato, e que me pareceram mais como um “esquenta”. “Killer Queen” pegou Lambert em uma lounge de veludo, interpretando uma rendição da faixa ultra glam, inspirada no estilo “vaudeville” [ver nota 3].

Mas foi com “Somebody To Love” que ele eclipsou a maior reação da audiência até então. Durante o clímax do clássico, ele levou a multidão à igreja, e enviou raios que causaram calafrios em forma de parafuso que subiam e desciam pela minha espinha.

Outro ponto alto do show mostrou Lambert cantando a primeira música solo de Freddie Mercury, “Love Kills”, do relançamento do silencioso filme Metropolis [ver nota 4]. O original de Mercury é um delicioso e exagerado sucesso dos anos 80, mas nessa versão retrabalhada é mais como uma versão ao estilo de “Mad World”, e é algo que vai queimando, com os vocais crescentes acompanhadas por melodia assombrosa.

“Who Wants To Live Forever” é um original espetacular do Queen, que na estampa dada por Lambert, o torna mais um espetáculo à parte.

Ao longo das quase 3 horas de duração do show, a presença de Freddie Mercury foi sentida, o que beirava a homenagem, como quando o baterista original do Queen, Roger Taylor, cantou “These Are The Days Of Our Lives”, uma faixa bem apropriada para começar.
Entretanto na maior parte, encarando seriamente e com respeito, Lambert parecia mais como uma “fã excitada” quando se referia a Mercury, e de como sua influência jorrou nele, e como estava honrado e em êxtase por estar no palco com banda tão icônica.

Das 22 músicas interpretadas, sem contar os solos dos membros originais do Queen, Brian May e Roger Taylor, foram as três últimas músicas que levantaram definitivamente a plateia, na interpretação de “Bohemian Rhapsody”, onde se via Lambert trocando versos com Freddie Mercury através da tomada de um show antigo na tela e as músicas do bis, “We Will Rock You” e “We Are The Champions”.

Encarando como um todo, Lambert não se perdeu em nenhuma batida sequer. O carisma escorreu pelos seus poros, ele desfilou pelo palco, zombou como Elvis Presley faria, e ousou com um atrevimento gay o suficiente para ressonar num raio de 50 milhas e foi a primeira vez, digo, a primeira vez, que vi um estádio cheio de (principalmente homens heterossexuais) mais velhos, torcendo por um homem vestido com um terno de estampa de leopardo e uma coroa reluzente de ouro e brilhantes. Quando olhei ao redor, esperando que alguém reclamasse da teatralidade divertida e exagerada de Lambert, notei que ninguém sequer pestanejou. Na verdade, o corredor de homens heterossexuais riu junto com a multidão e o aplaudiu. Foram-se os rótulos, pré-julgamentos deslavados, e a única coisa que restou era a energia pura que emanava de Lambert e Queen. Todos os presentes eram “rainhas glam-rocks”.

E isso seria exatamente o que Freddie gostaria.

Consenso: o show que mais precisa ser visto do ano! Adam Lambert trouxe energia revitalizada ao Queen que uma vez já foi única e inteligente e por isso mostra como uma força como ele é necessária nesse tipo de empreendimento e precisa ser reconhecida. Agora, se só o resto do mundo pudesse ver.

NOTAS:

[1] “Sheer Heart Attack” é o terceiro álbum de estúdio da banda Queen e lançado em Novembro de 1974. Foi produzido por Queen e Roy Thomas Baker e distribuído pela EMI no Reino Unido, e pela Elektra nos EUA. (Wikipédia)

[2] A “prop 8″, foi uma proposição de cédula da Califórnia e uma emenda constitucional estadual aprovada nas eleições estaduais em Novembro de 2008. A proposição foi criada por opositores do casamento homossexual. A proposição 8 também acabou sendo considerada inconstitucional por um tribunal federal (por motivos diferentes) e em 2010, embora a decisão do tribunal não entrasse em vigor até 26 de Junho de 2013, após a conclusão dos recursos apresentados pelos proponentes. Para entender: A “prop 8”, determina que a posição legal tradicional e predominante na maioria dos 50 estados americanos é de que o casamento, como legalmente definido, somente pode ser visto como uma união legalmente reconhecida se se tratar de um homem e uma mulher. Ou seja, ela não pode ser definida como uma união de parceiros do mesmo sexo, ou mesmo como uma união de parceiros do sexo oposto, não casadas. A ideia de que a proibição de uniões do mesmo sexo tem raízes sociais e legais profundas e duradouras, é comumente usada em argumentos legais, como base para a formulação ou manutenção de restrições sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e usada legalmente nas manifestações principais do movimento LGBT, do qual Adam é ávido participante.

[3] Estilo Vaudeville foi um gênero de entretenimento de variedades predominante nos EUA e Canadá do início dos anos 1880 ao início dos anos 1930. Desenvolvendo-se a partir de muitas fontes, incluindo salas de concerto, apresentações de cantores populares, “circos de horror”, museus baratos e literatura burlesca, o vaudeville tornou-se um dos mais populares tipos de empreendimento dos Estados Unidos. A cada anoitecer, uma série de números era levada ao palco, sem nenhum relacionamento direto entre eles. Entre outros, músicos (tanto clássicos quanto populares), dançarina(o)s, comediantes, animais treinados, mágicos, imitadores de ambos os sexos, acrobatas, peças em um único ato ou cenas de peças, atletas, palestras dadas por celebridades, cantores de rua e filmetes. (Wikipédia)

[4] Metropolis é um filme alemão de ficção científica produzido em 1927, realizado pelo cineasta austríaco, Fritz Lang. Foi, na época, a mais cara produção até então filmada na Europa, e é considerado por especialistas um dos grandes expoentes do expressionismo alemão e também foi uma obra-prima à frente do seu tempo, já que pode se dizer que continua “atual”. No que concerne ao Queen e ao Adam, “Love Kills” é a primeira canção que Freddie Mercury gravou como artista solo. Foi originalmente usada na restauração de Giorgio Moroder na edição de 1927 do cinema mudo Metropolis, como parte da nova trilha sonora do filme. (Wikipédia)

Fonte: HyperReality

Tradução: Mônica Smitte



nordique1972: “The Show Must Go On [O show deve continuar]“

By in julho 23, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

The Show Must Go On [O show deve continuar]

Crescendo nos anos 70, minha infância rodeava algumas coisas. Havia Kiss, Star Wars e beisebol. Nada mais importava. Por que mais alguma coisa importaria. Os dois primeiros dominavam a cultura pop na segunda metade da década. De vez em quando, alguma coisa me chamava a atenção. Poucas continuavam comigo, mas uma foi o Queen. Suas músicas não eram nervosas como a do Kiss, elas eram mais pop. O trabalho na guitarra de Brian May, e especialmente a voz de Freddie Mercury me fisgaram. Dois talentos lendários na mesma banda. Coloque Roger Taylor e John Deacon e é uma banda incrivelmente talentosa e interessante.

Eu tive sentimentos misturados quando soube que o Queen faria uma turnê com Adam Lambert nesse verão. Eu sou um grande fã do Queen, como já disse. Eu tenho todos os álbuns lançados, incluindo os dos anos 80 que não fizeram muito sucesso aqui nos EUA. Eu tinha até alguns que não foram legitimamente lançados e algumas gravações de shows. Eu ainda estou admirado com o que vi no Live Aid. O Queen roubou o dia. Eu nunca consegui vê-los com Freddie. Eles não fizeram uma turnê com Freddie depois do início dos anos 80 nos EUA. Eu acho que tinha 8 anos de idade na última vez em que eles estiveram aqui. Meus pais nunca considerariam me levar para vê-los naquela época. Mas eu os vi há alguns anos quando eles fizeram um show em Nova Jersey com Paul Rodgers. Foi um show bom, e eu nunca me esquecerei de quando vi Brian May tocar guitarra ao vivo pela primeira vez, mas mesmo Paul sendo um bom cantor, ele não se encaixava no Queen. Eles também tocaram algumas músicas das bandas de Paul, Bad Company e Free, o que não parecia certo.

Passemos então para esse ano, quando a turnê com Adam foi anunciada. Eu não tenho nada contra Adam. Ele é um cantor incrivelmente talentoso e seu estilo combina mais com o Queen do que Paul Rodgers. Minha preocupação era a diferença de idade e, estranhamente, eu estava com medo que ele fosse muito como Freddie. Eu achei que ele seria mais um tributo ao Freddie, e não deixaria suas marcas na música. Eu estava pensando nisso quando os ingressos começaram a ser vendidos, mas eu decidi que não iria perder a oportunidade de ver o Queen. Então ao invés de enlouquecer e gastar muito dinheiro com ingressos ao lado do palco, eu decidi comprar ingressos relativamente baratos na arquibancada da arena. Nossos lugares eram na primeira fileira da segunda arquibancada. Estavam com preços razoáveis e dava para ver perfeitamente.

O dia do show estava se aproximando, e eu estava procurando o setlist. Eu ouvi parte do show que eles fizeram em Kiev, e eu fiquei impressionado com o quão bom ficou, mas eu evitei ver clipes da turnê atual. Eu queria ficar um pouco surpresa, especialmente porque eu já sabia que músicas iriam tocar.

Nós chegamos na arena cedo e fomos aos nossos lugares com comidas e bebidas. O assistente nos mostrou nossos lugares, e como havia pensado, nós estávamos na primeira fileira da segunda arquibancada, com visão perfeita para o palco. Ninguém poderia ficar na nossa frente para atrapalhar nossa visão. Entretanto, havia uma grande câmera perto de nós, mas não estava atrapalhando nossa visão, então não nos preocupamos. Antes mesmo de sentarmos, o assistente veio e disse que não queria que sentássemos perto da câmera e já viria alguém nos dar ingressos para novos lugares. E isso aconteceu. Eu tentei explicar que o lugar estava bom, queríamos ficar ali e gostamos de lá, mas eles não nos ouviam. Eles disseram que nos dariam ingressos na pista. Para outros, isso seria um grande upgrade e ficariam animados. Nós somos baixos. Assim que alguém se levantasse não veríamos mais nada. Nós ficamos céticos com isso. Como eles não nos davam outra escolha, nós relutantemente fomos aos nossos novos lugares.

Acabou sendo uma decisão excelente. Eles nos moveram para a pista, como disseram, mas os lugares estavam na primeira fileira do segundo palco, e tinha uma visão livre do palco principal. Como o segundo palco estava na nossa frente, ninguém conseguia nos atrapalhar. Nem é preciso dizer que ficamos animados com o upgrade.

O momento finalmente chegou. As luzes apagaram e “Procession” começou a tocar. Então a música ao vivo começou e o Queen entrou na primeira música, “Now I’m Here”. “Sheer Heart Attack” é meu álbum favorito, então já estava impressionado com o setlist. Eles prosseguiram para “Stone Cold Crazy”, que é uma das minhas cinco músicas favoritas do Queen. O resto do setlist era uma mistura fantástica de hits, com algumas músicas mais profundas (“Seven Seas Of Rhye”, “In The Lap Of The Gods”, e “’39″).

Como eu disse, tínhamos visão perfeita para o palco principal, mas quando eles começaram a vir para o segundo palco, nossa visão foi absurda. Estávamos tão perto de Adam que podíamos tocá-lo. Eu poderia ter tocado alguns acordes na guitarra de Brian. Estando lá há alguns metros de distância, assistindo Brian tocar “Love Of My Life” e “’39″ foi surreal. Adam cuspia champanhe na plateia após cantar “Killer Queen” em um sofá roxo na nossa frente. Nós nos molhamos um pouco. Roger Taylor fez seu solo de bateria, com seu filho. Essas eram lendas do rock and roll com 17.000 fãs os vendo, se apresentando bem na nossa frente. Foi fantástico.

Uma coisa que me surpreendeu foi a plateia. Eu não sabia como venderia sem o Freddie. O local estava lotado. Talvez não tivessem vendido completamente, mas estava muito perto. A parte chocante é que haviam muitos jovens para ver Adam. Não há como essas pessoas serem fãs do Queen. Eles eram fãs do Adam. Era legal ver a reação quando Adam cantava perto deles. Eu não sabia que seus fãs estavam em tão grande quantidade. Eu sei que ele é tremendamente talentoso, mas para as pessoas irem vê-lo com canções mais velhas que ele é legal. Eu também devo dizer que ele fez um ótimo trabalho com as músicas. Ele não é Freddie, mas ninguém é. Ele não pode ser substituído. Mas Adam foi incrível. Ele deu sua própria assinatura nas músicas sem desrespeitar a original. Não é uma tarefa fácil, e ele fez isso perfeitamente.

O show em geral foi absolutamente fantástico. Foi a combinação perfeita de hits e músicas mais obscuras, tributos à Freddie e também seguir adiante. No final é claro que teve “We Will Rock You”, “We Are The Champions” e “God Save The Queen”. Brian May veio ao segundo palco pela última vez durante “We Will Rock You” e tocou o perfeito solo de guitarra bem na nossa frente. Eu não poderia querer mais nada. Foi a maneira perfeita de terminar um dos melhores shows que já fui. Espero conseguir vê-los novamente em breve.

Fontes: @AdamNewsDaily, The Adam Lambert News Daily e nordique1972

Tradução: Carolina Martins C.



suborbitalduck: “Queen e Adam Lambert – 19/07 na Mohegan Sun” (Uncasville)

By in julho 23, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Queen e Adam Lambert – 19/07 na Mohegan Sun

Apenas alguns pensamentos aleatórios enquanto meus ouvidos ainda estão zumbindo e o cheiro de fumaça do cassino ainda está em minhas roupas.

Uau.

Eu tinha lido bastante sobre os shows anteriores de QAL e vi um monte de vídeos, então eu já sabia o que me esperava.

Mas Uau.

Antes do show, eu ia começar isto dizendo que eu aposto que se Freddie estivesse vivo hoje, ele provavelmente diria “quem é esse filho da p** e por que ele está cantando minhas malditas músicas?” Mas agora eu gostaria de acrescentar “e por que ele é tão bom pra c*?”

Adam me impressionou pra caramba. E isso não é fácil. Eu sabia que Brian ia ser uma lenda da guitarra – e ele foi. Eu sabia que Roger iria arrasar nas baterias – e ele arrasou. Eu sabia que Rufus, Spike, e Neil também iam arrasar – e assim foi. Mas eu pensei que Adam iria se perder ao redor de tanta majestade e esplendor. E não foi assim. Ele liderou a parada.

Ele parecia tão à vontade e parecia estar se divertindo muito. Eu não tenho nenhuma ideia de como ele fez isso, mas ele fez. Mesmo Brian parecia estar se divertindo. Talvez seja a idade que o faz se soltar, mas nos dias do Queen clássico a ideia dele passando por cima e batendo no piano de Fred, enquanto Fred estava tocando, isso simplesmente não podia acontecer.

Destaques (Além de todo o maldito show):

- Todo mundo cantando “Happy Birthday” para Brian. Ele parecia sinceramente comovido e gracioso. Como alguém aos 67 anos ainda pode arrasar está além de mim, mas eu estou feliz que ele pode.
- “Don’t Try Suicide” e “Body Language”, apareceu no solo do baixo.
- Cantando juntos “Love Of My Life” – mesmo que o público de CT não parecia saber bem a canção. Com certeza eu sim estava cantando.
- A chamada e resposta de Adam no “All Your Love”.
- “Fat Bottomed Girls” foi simplesmente formidável.

Hoje foi definitivamente uma noite de sonho realizado.

Fontes: Adam Lambert TV e suborbitalduck

Tradução: Sandra Saez



Rawk Report: “Queen detona no Mohegan Sun” – (Uncasville – 19/07)

By in julho 22, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Queen detona no Mohegan Sun

Foi um show lotado fantástico ontem a noite na Mohegan Sun Arena com Queen e Adam Lambert.

Lambert roubou o show com vocais incríveis e presença de palco melhor ainda. Ninguém irá substituir Freddie Mercury, mas Lambert tornou essa noite memorável.

O Queen tocou um set de 25 músicas que incluía todos os clássicos… “Stone Cold Crazy”, “Another One Bites The Dust”, “Killer Queen”, “Somebody To Love”, “Crazy Little Thing Called Love”, “Bohemian Rhapsody”, “We Will Rock You” e “We Are The Champions”.

Essa também foi uma noite especial para Brian May, que estava celebrando seu aniversário… Adam Lambert liderou a plateia em um “Parabéns” para o guitarrista.

No geral, foi uma performance impressionante e bem melhor do que eu esperava.

Clique aqui para conferir a galeria de fotos do show.

Fontes: @14gelly e Rawk Report

Tradução: Carolina Martins C.



JP’s Music Blog: “Adam Lambert traz nova vida aos clássicos do Queen no Mohegan Sun” – (Uncasville – 19/07)

By in julho 22, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Adam Lambert traz nova vida aos clássicos do Queen no Mohegan Sun

Desde a morte do vocalista do Queen, Freddie Mercury em 1991, e a aposentadoria do baixista John Deacon, os membros que restaram do Queen (Brian May e Roger Taylor) sempre ponderaram o pensamento de continuar ou não como uma banda. Em 2005, eles tentaram criar algo novo e mágico com a música do Queen e Paul Rodgers (Free, Bad Company) nos vocais. Depois de uma turnê e um álbum, a banda se separou de Rodgers em 2009.

Ainda na busca, Brian May e Roger Taylor podem ter achado o encaixe perfeito com o ex-participante do American Idol, Adam Lambert, quando os dois juntaram sua forças na noite de sábado na Mohegan Sun Arena.

Com um catálogo inteiro de músicas do Queen à sua disposição, o setlist foi perfeito para os fãs casuais, quando colocaram 21 dos clássicos mais conhecidos. A noite começou com a assinatura de Brian May na guitarra em “Now I’m Here”, e Lambert apareceu no topo do palco vestido dos pés a cabeça em couro. Seu alcance vocal pode não ter sido o mesmo de Freddie Mercury, mas Lambert compensou com movimentos corporais durante “Another One Bites The Dust” e “Fat Bottomed Girls”. Um sofá foi colocado em um pequeno palco no final da passarela para Lambert se espreguiçar durante sua performance de “Killer Queen”, e a banda arrasou em “I Want It All”.

Como era o aniversário do guitarrista do Queen Brian May, Lambert fez a plateia cantar “Parabéns” antes do solo de May e o coro de “Love Of My Life”. Três músicos da banda se juntaram a May no clássico de 1975 “’39″, e depois o baterista Roger Taylor cantou “These Are The Days Of Our Lives”, enquanto vídeos antigos da banda eram mostrados em uma tela gigante no fundo. Lambert ganhou muitos aplausos quando retornou ao palco para um dueto de “Under Pressure” com Taylor e a recentemente renovada “Love Kills”, solo de Freddie Mercury. Sua voz finalmente se soltou em “Who Wants To Live Forever”, e ele conduziu a plateia em um coro improvisado antes de todos se apresentarem em “Radio Gaga”. Uma versão extendida de “Crazy Little Thing Called Love” e “Bohemiam Rhapsody” fecharam o set principal.

O final começou com Roger Taylor sentado em sua bateria, batucando ao som de “We Will Rock You”, rapidamente seguida pela plateia participando em “We Are The Champions”. Enquanto os membros da banda se juntaram lado a lado para agradecer a plateia, “God Save The Queen” começou a tocar das caixas de som, sinalizando o fim de outra noite mágica do Queen.

Fontes: @14gelly e JP’s Music Blog

Tradução: Carolina Martins C.



OnePopz: Adam Lambert e Queen detonam no Madison Square Garden: ‘Nós nunca ouvimos tanto amor!’” – (Nova York – 17/07)

By in julho 22, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert, Shows

Adam Lambert e Queen detonam no Madison Square Garden: “Nós nunca ouvimos tanto amor!”

Fãs antigos do Queen e grandes Glamberts de Adam Lambert se juntaram na noite de quinta-feira, no lendário Madison Square Garden em Nova York, para honrar seus heróis e serem detonados.

E quando o show acabou na icônica avenida da Big Apple, Adam e a banda compartilharam com os fãs o quão “fantástica” foi aquela noite.

O guitarrista do Queen, Brian May, instantaneamente postou para todos no Twitter: “Essa noite foi a realização de um sonho”, ele escreveu. “Obrigado pessoal de Nova York. Fantástico. Deus os abençoe. Boa noite. Bri.”

Então Brian retornou ao Twitter, e postou outra mensagem de amor: “Vocês são abençoados, pessoal. Uma noite para recordar para sempre. Muito obrigado. Eu nunca ouvi tanta positividade e amor. Gostei muito.”

Adam e Queen estão na estrada desde de Junho, passando pela América do Norte em sua turnê de verão, antes de ir para a Austrália, Nova Zelândia e Ásia.

Os fãs europeus do Queen + Adam também ouviram ótimas notícias essa semana.

Parece que a banda está aberta a apresentar mais shows na Europa após o final dessa turnê.

Entretanto, esse é um “talvez” de acordo com Brian May.

Quando perguntado pelos fãs no Twitter no início dessa semana sobre essa possibilidade, isso foi o que ele disse: “Bem… @QueenWillRock @adamlambert TALVEZ!”

Outra notícia do Queen, a banda adicionou mais um show na Nova Zelândia em sua lista de shows no verão.

Eles detonarão na Vector Arena em Auckland para seus fãs da Nova Zelândia mais uma vez dia 03 de Setembro.

Fontes: @14gelly e OnePopz

Tradução: Carolina Martins C.



Newsday: “Adam Lambert, com o Queen, brilha under pressure [sob pressão]” – (Nova York – 17/07)

By in julho 22, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Adam Lambert, com o Queen, brilha under pressure [sob pressão]

Isso não deveria dar certo. Na verdade, havia um momento no meio do show do Queen + Adam Lambert no Madison Square Garden na noite de quinta-feira que parecia que não daria.

Isso aconteceu quando Brian May estava liderando um coro de “Love Of My Life” com a plateia, cantando as partes de Freddie Mercury.
Então, um vídeo de Mercury completando a música foi mostrado, deixando a plateia na ponta dos pés e May lacrimejando. Por que eles precisavam de Lambert mesmo?

Até esse ponto, o finalista do American Idol e atual estrela do “Glee” provou ser bom, mas não necessariamente preparado para ser o vocalista da banda do Hall da Fama do Rock and Roll. Liderar a plateia com “Bite it!” durante “Another One Bites The Dust” não ajudou exatamente.

Entretanto, depois da metade do show, Lambert começou a crescer no papel. Ele cantou “Under Pressure” gloriosamente, com o baterista Roger Taylor nos vocais de David Bowie. Ele seguiu com uma versão de “Who Wants To Live Forever” que mostrou que poderia interpretar a música de uma forma diferente de Mercury com sua poderosa voz.

A maneira com que ele cantou com um vídeo de Mercury em “Bohemiam Rhapsody” mostrou que o Queen fez uma boa escolha ao colocá-lo lá.
Lambert consegue substituir Mercury, que morreu de complicações da AIDS em 1991? Claro que não. Mas ele pode ajudar a banda a seguir uma nova direção.

Fonte: Newsday

Tradução: Carolina Martins C.



drinkingcocoa: “Queen + Adam Lambert. Agora sim, um concerto” – (Filadélfia – 16/07)

By in julho 22, 2014 • Filed in: Queen + Adam Lambert, Review, Shows

Queen + Adam Lambert. Agora sim, um concerto.

Brian May e Roger Taylor vieram à Filadélfia passar a noite comigo! Foi tão simpático da parte deles. E trouxeram Adam Lambert, Spike “The Duke” Edney, e… uau… o filho do Roger Taylor, Rufus Tiger. Que surpresa! Ele era o baterista de acompanhamento. Ele é exatamente o que se esperava de uma junção feita por computador de Roger Taylor com a sua linda ex-mulher modelo.

Foi. Fantástico.

Nós nos sentamos ao pé de uns fãs de Adam Lambert, que faziam parte de um grupo que viajava até alguns pontos desta turnê. A mulher ao meu lado parecia tão querida, ela esperava de verdade e nervosamente que um fã do Queen, como eu, achasse que Adam estava a fazer um bom trabalho neste concerto. Ela não precisava de se preocupar, era impossível ficar desapontada, visto que sentia a vibe distinta, de que ele se sentia honrado por fazer parte deste legado musical e entendia o dom que ele estava a dar ao Queen ao dar vida à música deles outra vez, especialmente com aquela atitude característica de exibicionismo feminino, que Freddie levou à banda.

Freddie esteve por todo o lado durante o concerto, adorado homem. Era natural estarmos atentos para fazer comparações entre a cantoria de Lambert e de Freddie. Como uma pessoa que ouviu todos os álbuns do Queen uma e outra vez, – exceto “Hot Space”, onde se encontram algumas músicas que ainda espero nunca ouvir, – oracne e eu podemos fazer uma lista de todas as falhas musicais de Freddie. Como ela disse, ele era um barítono a tentar ser um tenor. Por vezes, a sua força para atingir as notas altas faziam-no soar bombasticamente. Eu sempre ri venerando-o ao seu tocar de piano (como em “Bohemian Rhapsody”) e de guitarra rítmica em “Crazy Little Thing Called Love”. Poderia Adam Lambert superá-lo? Descobri que não, ele não o fez; adorei a sua forma de cantar e as músicas ficaram bem da forma que ele pegou nelas. Não foi como George Michael, que cantou “Somebody To Love” com o Queen e subiu sem esforço em todas as partes que costumavam causar problemas ao Freddie, o que me fez admitir contrariada, que ele era de uma classe de cantores melhores e diferentes. A voz de Adam Lambert foi controlada um pouco, não demasiado, mas o suficiente para o instrumental igualar a voz e não ficar como pano de fundo. Considerando a natureza da colaboração, a lendária banda que enche arenas e o jovem vocalista, esta teve uma dinâmica lindamente balançada.

Na verdade, tudo o que teve a ver com balanço neste show foi superlativo. Teve um ritmo de verdadeiro especialista, passando de uma muda de roupa a solos instrumentais e duetos. Sabia que Brian iria cantar algumas músicas, como “Love Of My Life”. Após a morte de Freddie, não fazia a mínima ideia do que é que eles iriam fazer com essa música, que tinha a assinatura de Freddie. Lembro-me de ter ficado chocada no início dos anos 90, quando soube pela primeira vez que Brian ia assumir a liderança e cantar a música em acústico, sem mais ninguém. Houve sempre uma pequenina tendência subjacente de quase corte entre Freddie e o sem esperança hétero, nada feminino Brian, o que se deveu ao amor verdadeiro que existia, claramente, entre os dois. Ver Brian a cantar sozinho sobre Freddie ser um dos amores da sua vida ainda dói. O telão mostrou vídeos antigos de Freddie e uma mulher na fila atrás de mim começou a soluçar avidamente.

Fiquei surpreendida e tão feliz por Roger ter dado um passo à frente e cantado um solo. Oh! Sempre adorei a sua voz rouca, mas ele nunca cantou muito como voz principal no Queen – acho que não foi voz principal em nenhum dos sucessos, apesar disso fez uma fortuna com “I’m In Love With My Car” (o B-side de “Bohemian Rhapsody”, voltando à altura em que os membros do Queen dividiam o dinheiro com base naquele que escrevia a música). Há algo na sua natureza que é essencialmente preguiçosa (“indolente”, oracne corrigiu-me) e não ficaria surpresa se ele deixasse passar na maior e recusasse um solo. Por isso fiquei comovida quando se chegou à frente, parecendo alguém completamente diferente, para cantar a adorável e melancólica “These Are The Days Of Our Lives”. Acho que esse deve ter sido o último vídeo que Freddie gravou e ele já estava doente nessa altura, visivelmente magro. Lembro-me de ler que as suas partes na gravação tinham de ser gravadas rapidamente, para que pudesse descansar. O telão mostrava imagens dos jovens Queen, como imagens da primeira visita ao Japão com os cabelos compridos. A câmera demorou-se em John Deacon, que não toca com a banda há já muito tempo, e o público aplaudiu. As imagens do jovem Roger, recordaram o quão bonito era, irreal. Eu pensava que ele ia envelhecer pobremente, inchado. Contudo, tem uma barba gloriosa e as rugas à volta dos olhos são agradáveis e, há também, uma frescura e descontração nele que não vejo nas atuações de quando era mais novo – como alguém que deixou de fumar e está a cuidar muito bem de si mesmo. Agora de cabelos brancos – é a primeira vez que a sua persona chega até mim. Estava tão relaxado. Ele continuava a por de lado tributos e aplausos, e gesticulando para o público que em vez disso, devia estar a prestar atenção à magnificência de Adam Lambert. A fã de Lambert ao meu lado disse que Roger disse que Lambert os mantinha jovens, “Bebemos do sangue dele todas as noites.”

XXHouve, no entanto, um momento em que Roger não estava relaxado. Deram a Rufus Tiger, a posição principal na bateria; ele e o seu pai mudaram de lugar, e Roger só tocava pandeiro, enquanto Rufus pôs mãos à obra em “Tie Your Mother Down”. Achei uma escolha brilhante. É uma música de Brian, escrita quando era mais novo. Após a morte de Freddie, Brian começou a cantá-la, mas era erradamente horrível ouvir este tipo que parece um avô-professor jubilado a cantar sobre “my little schoolgirl (minha pequena aluna).” Ter Adam Lambert a cantar isto com Rufus a tocar bateria pareceu muito mais apropriado. Contudo, Rufus não estava no seu melhor. Ele estava a tocar muito acelerado, à frente dos restantes membros e as imagens da cara de Roger tornavam-me tensa só de ver. Parecia estar em agonia. Não é tão fácil assim fazer sinal a um baterista no meio da música. Parecia que o garoto estava a acelerar de nervos. Brian também parecia tenso e carrancudo. Ele aumentou o ritmo da guitarra para acompanhar a bateria e Adam cantou mais rápido. Não foi uma grande mudança de ritmo, mas serviu para lembrar que Roger Taylor é muito dotado naquilo que faz. E o garoto estava no set de bateria do seu pai. Ihhh. Quando a música terminou e o holofote só cobriu Adam Lambert, vi o Rufus a passar a bateria para o pai e Roger a por o braço à volta do filho e a dar-lhe palmadinhas. Ufa.

Os solos de Brian fizeram-me rir. Ele é um homem velho, rico, tem um doutorado, John Deacon não está por perto para ele o aborrecer – pode fazer o que quiser! E fez, e eu ri. Na introdução a “’39″, uma música de ficção científica sobre a viagem no tempo que ele escreveu, começou, intencionalmente, a falar sobre paradoxos do tempo, Einstein e todo o tipo de coisas. Depois, quando se lançou para a música (magnífica), o telão mostrou as imagens de missões no espaço mais nerd. Olá, este é o Brian May e tem sete anos. Continuei a rir. E disse à oracne que em algum lugar no mundo, John Deacon estava a vomitar. Noutra música sua, o telão mostrava estrelas a moverem-se rapidamente, como se fosse um projeto do 4º ano. Isto foi durante o seu solo instrumental de 15 minutos, durante o qual fez uma grande chinfrineira horrível, baixa e desintegrada com a sua guitarra. Tocou com todos os gizmos (aparelho de efeitos para guitarra elétrica). Foi uma indulgência total. Eu sorri e voltei a sorrir.

Lembro-me de ler que John Deacon ainda fala com Roger – como baixista e baterista, tinham, o que foi uma vez descrito como as seções rítmicas mais próximas no negócio – mas ele não fala com Brian, definitivamente. Acho que mesmo voltando aos anos 70, o Brian esgotou a paciência de John. Aposto que Brian era um colega de turnê exageradamente chorão e queixoso. Ah, mesmo o meu tipo. <-- não estou a gozar.

E falando no meu tipo, há três homens que estou certa têm as mesmas mãos: Benedict Cumberbatch, Severus Snape e Brian May. Compridas, esguias, mágicas, hábeis. Os closeups dos dedos de Brian nas cordas da guitarra eram tão belos como dantes. Há algo sobre a precisão com que ele toca, que sempre pareceu clitoriano, como um homem que sabe exatamente onde encontrar o ponto.

Mas... hmm-hmm. *limpa a garganta* A longa relação entre Brian e Roger mostrou-se tão forte como sempre. Pensem só em todas as músicas que eles já tocaram juntos, cada correspondência entre a nota da guitarra e o rufar da bateria, criando cada vez mais fibras para ligar os dois. Uma vez vi uma equipe de patinação no gelo olímpica, Lobacheva e Averbukh, a deixar o hotel. Enquanto esperavam ao balcão à espera da conta, sem consciência disso, eles adotaram as mesmas poses - cada um tinha um joelho dobrado e um pé apoiado no outro com o mesmo ângulo. Exato. É provável que o façam a dormir. Aí lembrei-me que enquanto via Roger e Brian a trabalharem juntos para criar todo aquele som, só houve poucas vezes que Adam Lambert ou outro músico meteram a pata na poça e os outros dois resolveram o problema, repetindo outro compasso ou acabando logo, sem sequer olharem um para o outro.

Alguns dos meus momentos preferidos. Roger disse olá ao público e murmurou: “Filadélfia. Temos tantas memórias boas aqui.” Penso que se referia ao Live Aid, em 1986, onde o Queen arrasou. Depois riu e disse suavemente: “Nunca pensei que fossemos voltar aqui. Estão tão velho.” Também ri, encantada. Adoro este Roger Taylor velho e com os pés na terra. Brian também teve um momento, quando ele se enganou numa introdução e balbuciou: “Merda. Não se pode fazer tudo bem.” Ele parecia desgostoso e pediu desculpas. Alguma coisa o fez dizer que na noite passada tinham assistido a um concerto da Katy Perry, e fez questão de dizer que esta banda, Queen + Adam Lambert, não tinha nada daquilo. Nada de faixas pré-gravadas. Nada de dançarinos. “Só nós. Os pobres velhos chatos.” Olhei para o guitarrista principal, para o baixista, para os dois bateristas, para o que estava no teclado e para o cantor. Apenas eles. Nada para além da música. E maravilharam com o som que eles conseguem fazer, ao vivo.

Adorei algum do material mais obscuro que eles tocaram do catálogo do Queen. Oracne chamou-nos o tipo de fãs que sabe a letra toda de “Seven Seas Of Rhye” e “Stone Cold Crazy” – músicas que não esperávamos ouvir ao vivo. Eles fizeram um cover de “Love Kills”, o primeiro single solo de Freddie. A minha favorita deve ter sido “Killer Queen”. MINHA nossa. Foi aqui que Adam Lambert brilhou genuinamente. O cenário trouxe a espreguiçadeira barroca forrada com veludo mais decadente. Ele estendeu-se sobre ela de uma maneira debochada e desempenhou uma atuação amaneirada afinada, que até Freddie teria gostado. Pode-se imaginar o jovem Adam Lambert a cantar isto no seu quarto com uma escova a fazer de microfone. Ele fez uma pausa marota sugestiva no verso “Guaranteed to blow your mind (Vou surpreender-te garantidamente)”, que Freddie nunca fez. Há épocas em que me espanta que Freddie Mercury se tenha assumido com este material subversivo em 1974.

Fazendo beicinho, Adam Lambert pavoneou-se pelo palco, girando obscenamente e chamando “all you fat-bottomed bitches (todas as mulheres de bunda grande”), (surpreendentemente acho que foi Brian May e não Freddie Mercury a escrever a festiva “Fat Bottomed Girls”), agitando uma garrafa de Moet et Chandon e cuspindo-a para um público (muito) excitado e a perguntar atrevidamente: “Estão molhados?”. Olhou mal intencionadamente para o dedilhar virtuoso de Brian May, aproximou-se em direção ao meio das pernas, e Brian ignorou-o aplicadamente e continuou a precisão ao tocar, tal como fazia com Freddie há algumas décadas. A roupa de Lambert estava brilhantemente feita para que se referi-se subtilmente à de Freddie, enquanto continuava completamente apropriada para Lambert. (Ah, também adorei o segundo figurino de Brian, simples com uma camisa de abotoar e mangas arregaçadas – feitas assim, presumo, – de modo a revelar uma dobra bordada à volta dos bíceps. É tão fácil vestir-se bem, nas alturas em que o seu gosto atinge o limite. Ele é uma grande referência antiga.)

Não via esta dinâmica tão claramente nas atuações com Freddie na banda, talvez por terem todos a mesma idade, por isso hoje chocou-me: como é possível esta banda formada com três homens heterossexuais convencionais proporcionarem o pano de fundo para um bissexual em chamas como Freddie? Não se sentiam desconfortáveis nos anos 70? Aqui estão eles outra vez com as suas músicas e o resto da banda a não parecer tão estranhos, e ainda este lindo rapaz escandaloso em calças apertadas. Uma forma ímpar para o tipo de sucesso que eles têm tido.

Adoro o fato de Brian May ser tão incrivelmente estranho, que nunca se tenha dado ao trabalho de tentar parecer sexy enquanto toca guitarra. Adoro. Ele é um totó. O que é que ele tem feito a ser um deus da guitarra do rock clássico de todos os tempos? Ele é um verdadeiro professor na sua área de estudo!

“Another One Bites The Dust” continua a soar como nova. Percebi que esta música tem 34 anos. Lembro-me de estar no ônibus escolar e ouvir a música pela primeira vez e ficar impressionada com a sua intensidade. As rugas à volta dos olhos de Brian e Roger, bem visíveis no grande telão, parecia tão bonitas e acolhedoras. Foi muita música para duas horas. Impressionou-me, como nunca tinha impressionado em concerto algum a que tivesse ido, que os músicos estavam a fazer música com os seus instrumentos para mim, desse modo o som podia viajar fisicamente para o meu corpo e ecoar na cavidade do meu peito, com os exatos padrões e sensações que eles queriam. Mexeram as mãos e os corpos; recebi e senti-os. É este o objetivo de um concerto numa grande arena. Nunca tinha entendido isso antes.

Fontes: Talented Artists of the Glamily (T.A.O.G) e drinkingcocoa

Tradução: Kady Freilitz