Archive for the ‘Artigos e Entrevistas’ Category


Tyler Glenn do Neon Trees menciona Adam Lambert em entrevistas

By in agosto 12, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Rádio, Vídeos

Tyler Glenn, vocalista e tecladista da banda de rock alternativo americana Neon Trees (foto acima), que assumiu a sua homossexualidade em declaração a Revista Rolling Stone no início deste ano, novamente citou Adam Lambert em algumas recentes entrevistas.

Confira o trecho em que Tyler cita Adam na entrevista para a PressPLAY:

PressPLAY: Não queremos incentivar os trolls agora, mas qual é sua coisa favorita que você já ouviu sobre si mesmo?
Tyler: Antes costumavam dizer que eu era gay e agora dizem que sou gay, então isso já passou (risos). Isso costumava ser uma das grandes coisas. As pessoas agora querem que eu namore certos caras, acho que o mais recente é Adam Lambert, eles inventaram um hashtag e uma encarnação dos nossos nomes.

PressPLAY:Foi #Glenbert?
Tyler: Sim! (risos) Eles são muito criativos! Alguém fez um photoshop de uma foto dele abraçando um homem e colocaram minha cabeça no lugar – se via muito bem, na verdade. Eu poderia tweetar e ver o que acontece.

Caso queira ler a entrevista completa clique aqui.

E na entrevista com a Radio.com, o tema da conversa voltou a ser sobre o ícone pop masculino gay e sobre sua menção a Adam na Revista OUT, conforme publicamos aqui anteriormente, no qual ele estendeu ainda mais os elogios para Adam a partir dos 4:05 no vídeo abaixo:

Radio.com: Você já tem uma resposta sobre se o mundo está pronto para um popstar gay?
Tyler: Eu não acho que necessariamente na citação que eu falei estava dizendo que eu sou o escolhido como a estrela pop gay. Porque é claro que Adam Lambert saiu há alguns anos atrás e ele tem uma grande carreira e acho ele ótimo. Então eu não estava tentando deixá-lo de fora, obviamente, há um monte de celebridades gays, mas eu acho que há um certo grau, me lembro de quando ele beijou um cara no AMA’s e logo o Good Morning America cancelou sua entrevista no dia seguinte, talvez isso foi um sinal de que o mundo ainda não está totalmente pronto para isso e isso me deixa triste porque temos o Macklemore que é um cara branco, hétero, que faz rap, e nos faz sentir confiante em ouvir essas canções e eu agradeço seu trabalho, mas ao mesmo tempo me pergunto será que Mary Lambert, a menina que canta na mesma canção sendo lésbica poderá ser uma cantora solo, sem Macklemore eu não sei, mas a parte mais importante dessa música é o refrão que ela escreveu. Então eu analiso, será que o mundo está pronto para aceitar e não se preocupar com a sexualidade e voltar a ouvir músicas que são ótimas, tem havido grandes ícone gays ao longo dos anos que tem uma grande carreira, Elton John, Boy George, eu só desejo que possamos passar por isso, não sei se eu sou a pessoa e eu não estou afirmando ser.

Fontes: Adam Lambert TV e PressPLAY

Tradução: Sandra Saez

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GLAAD entrevista Adam Lambert

By in agosto 12, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas

Adam Lambert fala com o GLAAD sobre a campanha Live Proud, mudança cultural, e a turnê com o Queen.

Desde que se assumiu gay publicamente, depois de aparecer no American Idol, o cantor Adam Lambert se tornou uma das figuras LGBT mais visíveis da música pop, e conquistou uma base de fãs leais e apaixonados no processo. Lambert certamente usou seu nome para o bem da causa, trabalhando com organizações como o Trevor Project, Human Rights Campaign e GLAAD em nome da comunidade LGBT, e da juventude em particular.

Agora, ele se juntou mais uma vez à AT&T em sua campanha “Live Proud”, que convida os usuários a compartilharem memes expressando porque eles têm orgulho de ser o que são, para terem a chance de conhecer Lambert. Os interessados em participar são encorajados a participarem através da página do Facebook ou pelo Twitter, usando a hashtag #ATTLiveProud, enquanto mencionam @ATT ou @adamlambert. O concurso termina [terminou] nesse domingo, 10 de Agosto.

Depois de terminar a parte norte-americana de sua turnê com a banda de rock Queen, Lambert usou alguns de seus minutos para falar com o GLAAD sobre o que gosta na campanha AT&T, como ele vê a cultura e indústria musical mudando, e seu terceiro álbum:

GLAAD: Primeiramente, esse é o segundo ano que você participa da campanha Live Proud da AT&T, certo?
Adam Lambert: Sim, é uma ótima campanha, porque encoraja as pessoas a serem quem são. Há muitos tipos de campanha por aí, mas eu gosto desse tipo, porque eu acho que é criativa. É divertido ver os memes que as pessoas criam, e é como uma competição que qualquer um pode entrar. [Os participantes] colocam um tipo de slogan com uma imagem e um jogo de palavras, e é um pouco de empoderamento mas é divertido.

GLAAD: Então acho que você teve uma boa experiência trabalhando com a campanha?
AL: Eles são ótimos. Eles são muito, muito bons. É definitivamente uma colaboração em que juntamos nossas ideias e fazemos funcionar.

GLAAD: E essa não é a primeira vez que você lutou em nome da comunidade LGBT. Você trabalhou de perto com organizações como The Trevor Project, e você participou de uma campanha Spirit Day do GLAAD. Onde você vê o movimento LGBT agora?
AL: Eu acho interessante que estejamos em um lugar com uma espécie de lacuna entre as gerações, em que há ativistas antigos, como a geração Stonewall, que lutou muito para chegarmos aqui, e nós devemos muito a ela, e foi trabalhoso. E agora acho que estamos em um ponto em que estamos começando a ver mudanças e é bem animador. Ainda há muito trabalho a ser feito, mas você pode ver como estamos sendo mais dominantes. O que está acontecendo agora é que a nova geração tem uma percepção bem diferente sobre o que são e quem são, e quem não é LGBT também tem uma percepção diferente de quem e o que somos. Então, é interessante porque é quase uma geração pós-gay que pode não ser tão forte e orgulhosa como as gerações anteriores. Eu não sei se isso é bom ou ruim, mas definitivamente está havendo mudanças.

GLAAD: De várias maneiras, você é uma pessoa perfeita para a campanha da AT&T, porque viver orgulhoso é uma boa parte de sua imagem pública, na sequência do seu tempo no American Idol. E eu acho que muitas pessoas dariam a você o crédito da grande mudança na indústria musical. De sua posição dentro da indústria, você notou essas mudanças também?
AL: Definitivamente. Eu acho que as pessoas estão chegando a um ponto em que isso não importa mais – é como uma reflexão. Que é o que eu sempre quis, e um dos motivos pelos quais eu fui tão ousado em algumas escolhas minhas quando comecei. Eu sentia que não víamos tanto disso. Eu não acho que fiz isso conscientemente, eu acho que só estava me rebelando contra alguns padrões dentro da indústria. Algumas dessas coisas me deram vantagens e algumas foram questionáveis, mas eu fiz isso porque senti que deveria fazer, e foi instintivo. E agora, acho que chegamos a um ponto em que não precisamos ser tão ousados. Talvez agora esteja no orgulho. O que é lindo é que estamos chegando a um ponto em que isso é passado, e não faz parte da vanguarda do que todos nós estamos fazendo. Se você cresceu paralelo ao movimento dos direitos civis nos anos 60, nós nos tornamos, de certa forma, cegos, e depois fomos encorajados a não reconhecer as diferenças, mas a reconhecer as semelhanças. Eu acho que foi assim que progredimos e superamos o racismo nos EUA e em tópicos similares. Acho que é um caminho parecido.

GLAAD: Você tem estado em turnê como vocalista do grupo de rock, Queen, que é o grupo que antes tinha o cantor Freddie Mercury. O que da música do Queen e do legado musical de Mercury fez você querer fazer parte disso?
AL: A música é genial. Eles pegaram emprestado de todos os gêneros imagináveis, o que eu amo, porque amo todo tipo de música, então achei alguns paralelos nelas. É bem divertido cantá-las e algumas delas são incrivelmente emocionais e dramáticas e outras são absurdas e exageradas, e eu gosto de fazer palhaçada no palco e ser extravagante. Sabe, usando algumas franjas de couro. Eles são a realeza do rock. Então ser chamado para fazer parte da turnê nesse verão foi uma grande honra. É uma colaboração dos sonhos e eu me diverti muito ouvindo várias histórias do passado, da era de ouro do rock and roll. E a audiência foi fantástica. As pessoas variavam de pais a mães, e de adolescentes a crianças. É uma plateia bem diversificada, o que me deixa muito, muito feliz.

GLAAD: E a turnê, já terminou?
AL: A parte norte-americana, sim. Estamos prestes a ir para a Coreia do Sul e então faremos dois shows no Japão, depois iremos para a Austrália e Nova Zelândia.

GLAAD: Depois da turnê, o que você já tem planejado?
AL: Eu estou trabalhando no meu terceiro álbum. Eu já passei bastante tempo no estúdio e eu vou continuar até terminar. Estou bem animado. Acho que será ótimo, um pouco diferente do que já fiz antes, e eu estou realmente ansioso por isso, porque eu não gosto de me repetir. Eu estou trabalhando com alguns produtores incríveis e eu acho que [o álbum] será um deleite para as pessoas.

Fontes: Adam Lambert TV e GLAAD

Tradução: Carolina Martins C.



Sauli Koskinen: “Conhecer Adam Lambert mudou minha vida”

By in agosto 12, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Notícias

Sauli Koskinem, ex-namorado de Adam Lambert, falou ao site Ilta-Sanomat, da Finlândia, citando Adam. Confiram abaixo a tradução do texto publicado:

Sauli Koskinen: “Conhecer Adam Lambert mudou minha vida”

Apresentador do BB, Sauli Koskinen, que se tornou conhecido pela mídia anos atrás através do Big Brother, está em bons termos com seu ex-amor, Adam Lambert.

Otimista e feliz, Sauli Koskinen se tornou realmente conhecido do público em 2007, quando ganhou o Big Brother [na Finlândia]. Durantes anos depois disso, nós o temos visto como repórter, modelo e em vários programas de TV.

Um burburinho maior na mídia começou com rumores do outro lado do oceano, em 2011, de que o cantor mundialmente famoso Adam Lambert estava namorando o finlandês Koskinen. A vida do casal foi seguida de perto e Koskinem mudou-se para Los Angeles, para viver com Lambert. O casal inclusive tinha muitos fãs, mas por fim nós recebemos a notícia do rompimento do casal, ano passado. Koskinen olha para seu passado e seu presente com alto astral.

- “Adam e eu estamos em muitos bons termos um com o outro, nós nos ligamos e tudo o mais.” – ele descreve brevemente.

Apesar da separação, Koskinen ainda se sente em casa em Los Angeles e ele vive lá, visitando a Finlândia com frequência. Ele não quer se aprofundar sobre seu relacionamento com Lambert, mas diz que esse relacionamento mudou sua vida.

- “Isso teve um grande impacto. Se eu não o tivesse conhecido, eu não estaria, por exemplo, vivendo em Los Angeles agora. Isso mudou muito a minha vida, e só para melhor.” ele disse.

Fontes: Talented Artists of the Glamily (T.A.O.G), Adam Lambert TV e Ilta-Sanomat

Tradução Finlandês/Inglês: Miachihu (@miachihu) & Zinnia (@tiiqqu)
Tradução Inglês/Português Stefani Banhete



Entrevista de Adam Lambert, Brian May e Roger Taylor a Live Nation

By in agosto 11, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert, Revistas, Scans

Confira uma entrevista realizada pela Live Nation com Adam Lambert, Brian May e Roger Taylor a respeito da turnê Queen + Adam Lambert.

Queen + Adam Lambert: “Rock clássico. Nova voz. Não perca esta turnê digna de se ver!”

LIVE NATION: Como você se sente em estar envolvido novamente, numa turnê desse porte e poder oferecer esse repertório musical aos seus fãs?

BRIAN MAY: É excitante, eu preciso dizer. Uma vez que você “aperta o botão”, não há volta. É incrível. Nós amamos e temos a oportunidade de revisitar nossas velhas canções, mas de uma maneira nova e trazê-las para a audiência.

ROGER TAYLOR: E através de um processo organicamente gerado, nós nos associamos ao Adam e existe uma grande química entre nós. Ele é um intérprete de nossas músicas de uma maneira que não há imitações em relação ao Freddie. Aliás, ele sequer tenta personificá-lo no palco, ele traz sua própria personalidade ao cantar nossas músicas. Está sendo um projeto muito interessante e excitante.

LN: Vocês podem nos dizer como esse relacionamento se desenvolveu organicamente? Como vocês chegaram à conclusão de que um dia iriam trabalhar juntos nos dias atuais?

ADAM LAMBERT: Eu acho que acertei quando resolvi cantar “Bohemian Rhapsody” na audição do American Idol. Dessa forma, quando chegamos à final, os produtores resolveram convidar o Queen para se apresentar. Eu me senti no céu, fiquei extremamente excitado em poder cantar com eles no palco. Quando nos encontramos houve uma empatia imediata e tudo começou a fluir. Desde então, estivemos juntos em algumas ocasiões.

AL: Foi no Festival iHeart que tudo realmente tomou forma, que deslanchou.

RT: Absolutamente, ficou claro que Adam é um cantor mais maduro agora e se encaixou perfeitamente em nossa turnê.

LN: Então, o momento que vocês decidiram se juntar, foi naquele show?

BM: Foi um processo que se deu gradualmente. Nem eu, nem o Adam, tínhamos certeza de quando se daria esse momento. No entanto, foi muito importante que o Adam tivesse a chance de investir em sua carreira, antes que ele estivesse vinculado à nossa banda, como vocalista. Se isso tivesse acontecido anteriormente, não teria sido um processo saudável. Era necessário que ele achasse sua própria identidade e traçasse seu caminho. Então chegamos à conclusão de que sim, está na hora de colocar o Queen nos palcos novamente, as pessoas querem ouvir nossas músicas, elas querem nos ver tocar, e graças a Deus, ainda podemos sair pela estrada fazendo barulho. Acho que essa é uma oportunidade extraordinária.

AL: É como se fosse a chance de uma vida para as pessoas, poderem comprar os ingressos para presenciar um show do Queen no palco. Essa turnê estará na estrada por mais ou menos um mês e é limitada. É algo VIP. É um acontecimento onde todos têm que se sentir especiais.

RT: E nós queremos fazer um show espetacular, um show de rock à moda antiga. Estaremos todos excitados com isso.

AL: Eu estou cinco anos desenvolvendo minha carreira, sou relativamente novo e estou com eles, vou vivenciar essa nostalgia pela primeira vez, tudo acontecendo ao mesmo tempo, então se cria uma energia muito descolada no palco. Acho que a música realmente funciona por isso, É uma mistura extraordinária e eu não sei exatamente como descrever isso, mas o efeito é realmente muito descolado.

BM: Eu quero dizer com isso, que não se trata de um cantor comum. Não há como fugir dessa realidade. Você não acha uma voz como essa em um bilhão. É um cantor incrível. Uma voz incrível que esse cara aqui possui e em alguns casos, conseguimos atingir um nível até melhor. Podemos realmente explorar um território novo.

AL: É algo quintessencial [ver nota 1], estar no palco com um guitarrista e baterista desse nível. Além disso, eles são compositores que criaram aquelas músicas espetaculares. Eles não são apenas instrumentistas, são escritores, criadores. Para mim, poder cantar essas músicas com esses caras é surreal. Eles são as músicas que conheço desde criança.

LN: O que os fãs podem esperar?

BM: Eu acho que as pessoas sabem que o show do Queen é algo grande. E nós já temos uma grande experiência de palco que foi adquirida anteriormente, então conhecemos esse caminho. Tem muito som, muita luz, alguns efeitos aqui e ali. Mas o que você realmente verá, serão artistas cantando e tocando ao vivo, não existe playback, computador, clipes ou qualquer tipo de efeito nesse sentido. Nesse cenário que criamos, só estamos nós, ao vivo, portanto é sempre algo perigoso. E isso é justamente a graça disso tudo. Você não verá em nenhum outro show, pois hoje em dia os shows são planejados, são artificiais, computadorizados. Nós estamos no palco sem conexão nenhuma com a net, apenas estamos tendo bons momentos.

AL: É algo que as audiências não estão acostumadas a ver, a nível mainstream [ver nota], o que vocês vão escutar é a percussão a respiração. Sendo um cantor contemporâneo com a oportunidade de vivenciar isso, é excitante. É algo como pulsação, a música está viva. Não está armazenada no computador.

LN: Vocês podem descrever quais os preparativos necessários para um empreendimento desse nível? Pois parece que existe muito trabalho envolvido.

RT: Sim, muito, eu acho. Ainda bem que temos uma grande equipe por trás disso, as pessoas que estão construindo o set, fazendo com que o design saia do papel. Além de tudo, existe a infraestrutura da turnê. São pessoas diferentes com atividades diferentes. Afinal, nós não somos homens de negócios, somos?

BM: Nós aglutinaremos nossa equipe e ela terminará esse trabalho. Essa é a ideia. No entanto, além disso, temos que cuidar do nosso condicionamento físico, pois não é algo que façamos todos os dias, estou tentando aumentar meu nível de resistência, pois o palco exigirá isso. Não teremos ensaiado tanto, pois nunca o fizemos.

AL: Para mim, é a parte que mais me agrada em apresentações ao vivo. O fato de que não precisa ser sempre a mesma coisa. Acho que a audiência pode realmente sentir essa energia. É muito divertido.

BM: É uma responsabilidade corresponder a uma audiência também. É muito importante porque a responsabilidade eleva as performances se você tem uma audiência que realmente te acompanha. Existe uma interação de duas mãos. E nós somos capazes disso.

NOTAS:

[1] Quintessência é como se fosse algo feito de luz, energia pura. (Dicionário Informal)

[2] Mainstream é um conceito que expressa uma tendência ou moda principal e dominante. A tradução literal de mainstream é “corrente principal” ou “fluxo principal”. (Significados)

Caso queira conferir o artigo/entrevista em sua versão original clique aqui e confira partir da página 13.

Fontes: Adam Lambert Fan Club e Live Nation

Tradução: Mônica Smitte



Adam Lambert em entrevista exclusiva à InRock Magazine do mês de Setembro

By in agosto 11, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Notícias, Scans, Twitter

Confiram abaixo um scan da revista InRock, mostrando a página de uma entrevista exclusiva feita com Adam Lambert. Trata-se da edição de Setembro de 2014, que estará disponível no próximo dia 12, no Japão:

Fiquem atentos. Havendo novidades sobre essa publicação, estaremos publicando aqui, no nosso site.

Fontes: Adam Lambert TV e @inrock



Jornal Atlantic City Weekly: Lambert “mercurial” com o Queen

By in agosto 10, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Jornal, Queen + Adam Lambert, Scans

Adam Lambert apareceu nas páginas do jornal Atlantic City Weekly, que elogia sua apresentação na turnê Queen + Adam Lambert do dia 26/07, em Atlantic City, NJ (EUA). Confiram o scan abaixo e sua respectiva tradução:

Lambert “mercurial” com o Queen

Os fãs ficaram impressionados com o desempenho de Adam Lambert como o vocalista do grupo de rock legendário Queen, na noite de sábado, 26 de Julho, no Boardwalk Hall. Também com os membros originais, Brian May John Deacon e Roger Taylor, o Queen apresentou vários de seus sucessos, de uma história de mais de 40 anos, para um estádio lotado.

Fonte: Adam Lambert TV

Tradução: Graça Vilar



Boa Informação & Portal Vírgula: “Adam Lambert minimiza críticas sobre apropriação cultural; leia.”

By in agosto 9, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Mídia Brasil

Já publicamos aqui a opinião de Adam Lambert sobre Apropriação Cultural dada via twitter na última quarta-feira (06). Confira o que a mídia brasileira, A Boa Informação e a Virgula falaram a respeito desta entrevista:

Adam Lambert veio ao Twitter, nesta quarta-feira (06) para dar sua opinião sobre Apropriação Cultural [ver nota]. Não se sabe exatamente o que gerou a discussão, mas Adam postou uma série de tweets, conforme você pode conferir abaixo:

Adam Lambert minimizou as críticas de apropriação cultural feitas contra o mundo pop. “Esse debate sobre apropriação cultural é tão de 20 anos atrás”, ele escreveu em uma série de tweets. Ele ainda destacou que vê elementos da cultura LGBT serem apropriados há tempos e que não fica irritado com isso.

Leia o que o americano tem a dizer sobre o assunto e conte pra gente o que você pensa:

“Eu sou tão sortudo por fazer parte de um círculo de poucos artistas que são tão abertos e cheios de amor pelas nossas respectivas culturas e contextos. Eu esqueço (ou quero esquecer) que há outros que não são tão integrados ou progressivos. A nossa experiência não é a mesma dos outros. É por isso que nós somos artistas. Nós amamos fazer referências a coisas que achamos belas ou fodas. O impulso criativo na verdade é muito puro. Se nos focarmos nas diferenças, permaneceremos segregados. Certo? Eu sou um idealista, contudo… Essa é a minha inclinação e a minha opinião. Todo mundo tem uma. Se alguém se sentiu ofendido, me desculpe. Nunca foi a minha intenção. Mas quando todo mundo ficou tão sensível? A vida é muito curta! Divirta-se, seja livre. Como um homem gay assumido e orgulhoso, eu vejo a cultura LGBT apropriada em todos os lugares! Frases chiclete e tudo! Eu estou chateado? Não – eu acho isso fabuloso. Porque eu sou fora da caixa. Amo a todos nós”.

Fontes: Boa Informação e Portal Vírgula



Hot Metro Finds: “De shows esgotados na América do Norte, Glam Burgers a uma turnê australiana, o Queen não está diminuindo o ritmo”

By in agosto 9, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert

De shows esgotados na América do Norte, Glam Burgers a uma turnê australiana, o Queen não está diminuindo o ritmo

A turnê norte-americana chegou à um final e as audiências pelos Estados Unidos estão se recuperando do poderoso show de Queen e Adam Lambert. As plateias estão falando dos shows no Canadá também, onde fizeram shows em Ontário e Toronto. Eu li que o guitarrista Brian May disse que queria detonar nessas arenas “mais uma vez” e realmente achei que era a turnê final. Mas o verdadeiros fãs sabem que o rock and roll nunca morre de verdade. O show tem que continuar… e continua.

Adam Lambert, do American Idol se intensificou e tomou o lugar de vocalista principal. As músicas foram trabalhadas como clássicos do rock. Ele deu vida à “Bohemiam Rhpasody”, “Killer Queen”, “Somebody To Love”, “Another One Bites The Dust” e “We Will Rock You”, e as audiências amavam. As pessoas queriam mais. Então, dia 30 de julho de 2014, Brian May anunciou que a banda não só irá continuar a turnê na Austrália, mas também na Nova Zelândia e Ásia. Há rumores de uma volta à Inglaterra para o grande final. Mas outras fontes dizem que a turnê devem retornar aos EUA para uma performance bis.

Nossa, isso põe a diversão de volta ao rock and roll, não? Eu sabia que o show era diferente de outras performances de rock quando a a banda abriu com “Now I’m Here”. Eu só ouvi as músicas do “Live Killers” em 1970, e achei que ficariam enterradas na história do rock. Eu nunca sonhei que as ouviria novamente em um grande auditório, especialmente após a perda de um dos maiores cantores do rock, Freddie Mercury. Mas aqui estamos… 2014, e a banda está fazendo performances de alto nível.

“Down In The City Just-A-You And Me!!” Adam Lambert toma a coroa

Os últimos anos do rock foram fracos. Houve algumas músicas terríveis de algo chamado Blue October, e Nickelback se encheu de ódio, dúvida e desespero – e esses foram os pontos bons. O resto não vale a pena citar. O Queen voltou à cena e eu devo admitir que hesitei sobre como a história se desenrolaria. Mas Adam entrou e ficou emocionante novamente. Eles tocaram em Chicago e no Madison Square Garden em Nova York, e a animação estava de volta, e você conseguia ver isso nos fãs.

O palco era imenso. Eu escrevi sobre como o palco parecia um “Q” gigante e foi parar em um artigo do Chicago Reader. Eu sabia que não era coisa da minha imaginação, porque quando você sentava nos lugares mais altos, ficava claro. O anel tinha um tela gigante e a parte de baixo da letra formava uma rampa em que Adam descia e cantava para a plateia. Eu então soube que era um show de verdade. Um experiência real do Queen que não poupou despesas e não tinha limites, e eu comecei a acreditar que o rock and roll estava de volta!!

Eu fui às reuniões do Van Halen em 2007-2012, e não foi daquele jeito. David Lee Roth e os outros tinham uma grande tela atrás deles. Isso era OK e os visuais estavam bons. As câmeras estavam atrás da banda, então você via grandes projeções sobre o grupo. Esse é um truque velho que aprendi em um curso de vídeo antes de me formar. Estava bom no início, mas o show continuou assim e virou fórmula… Blah.

O Queen e Adam Lambert levaram a sério a mecânica de palco do show. Sim, foi teatral, mas mais do que isso, foi divertido. Adam trocou de roupa várias vezes durante o show, e seus figurinos eram incríveis. Eu gostei de um em que havia um ombro exposto em alguns spikes na manga. Havia uma estampa animal em sua blusa e calça de couro. Esse cara veio não só para detonar as críticas, mas também para estabilizar estilo na música pop. Esse cara nos mostrou que é possível fazer músicas de rock modernas. Adam Lambert fez um exibição deslumbrante de alto nível artístico que o rock não via há décadas.

Você tem as bandas que usam tênis Converse sujos e falam palavras de baixo calão sobre relacionamentos falhos. Esses músicos, se é que é permitido chamá-los assim, usam blusões escuros no palco e não projetam carisma, não estão na mesma liga de Adam Lambert. Eles não são dignos de usar a coroa e serem conhecidos como alguma forma de realeza do rock.

O que aconteceu com o rock nos últimos 20 anos. Era como um sonho horrível escuro que desceu sobre as nossas ondas de rádio e que era desprovido de qualquer criatividade, diversão, sensualidade ou estilo. Você certamente não se sentiu vivo ouvindo um monte dessas coisas. Talvez os drogados entendam a mensagem. Eu não sei – eu não uso drogas. Eu faço rock and roll.

Os Glam Burgers – E a cultura pop comestível

Isso me surpreendeu. Alguém nos mandou uma foto de um Whopper do Burger King com uma embalagem de Adam Lambert, escrito “The Glam Whopper”. Nós estamos procurando saber se esse é um item verdadeiro de um teste, ou qualquer coisa. Nós colocamos as fotos no Hot Metro Finds. Parece autêntico, e abaixo da foto de Adam Lambert, há a frase “Stay Fabulous”. Nós fomos informados de que já há um – Glam Burger – sendo servido no The Cheesecake Factory. Essa seria uma ótima continuação para o “Pride Whopper” do Burger King no Pride Date em Detroit, Nova York, Chicago e San Francisco.

Então até sabermos mais… e o Burger King? Os fãs disseram que comprariam. E que melhor representante do Burger King senão o recentemente corado “Rei do Rock and Roll”?

As notícias de Brian May nessa manhã deram dicas de que o Queen nunca se aposentará. May disse que tocará até seus dedos não conseguirem mais.

Eu me conforto com isso!

Fontes: Adam Lambert TV e Hot Metro Finds

Tradução: Carolina Martins C.



Universo AA: “Adam Lambert segue os passos de Freddie Mercury em busca da fama de Pop Star Gay”

By in agosto 9, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert

Já publicamos aqui a entrevista completa de Adam Lambert no The Huffington Post. Confira o que a mídia brasileira, o Universo AA, falou a respeito desta entrevista:

Adam Lambert segue os passos de Freddie Mercury em busca da fama de Pop Star Gay

Para Adam Lambert, a turnê em que está com a banda Queen, é um grande marco em sua carreira. O astro do pop de 32 anos ficou famoso depois de cantar “Bohemian Rhapsody” em sua audição na oitava edição do American Idol, em 2009, tornando-se imediatamente favorito dos fãs.

Embora tenha terminado a edição como vice-campeão, Lambert continuou nos holofotes com várias produções musicais de sucesso, muitas com referências a Freddie Mercury. É claro que há diferenças entre os dois: Adam provocou especulação da mídia sobre sua sexualidade após sair em foto gay na capa da revista Rolling Stone, enquanto Mercury dava sinais de variação entre gay e bissexual – nunca deixando evidente sua opção durante sua vida.

“Pelo que entendo, Freddie levou mais tempo para falar sobre sua sexualidade e, uma vez que o fez… ele estava vivendo em uma época em que, enquanto celebridade e estrela do rock, isso era algo que estava além dos limites”, disse Lambert ao The Huffington em uma entrevista.

As apresentações de Lambert ao lado do guitarrista Brian May, do baterista Roger Taylor, do percursionista Rufus Tiger Taylor, do baixista Nel Fairclough e do tecladista Spike Edney, poderiam ter um grande efeito para os grandes e antigos fãs de Queen.

“Talvez, para os fãs mais fanáticos, que amavam Freddie, é um processo de ‘abertura de mente’. E eles podem dizer ‘Oh, yeah, agora o Adam está cantando nossas músicas e é aberto a todos. E nós pensamos OK, porque nós amamos e respeitamos o Freddie e o Adam’. Dou permissão a eles para que se sintam confortável com isso”, diz Adam.

Fontes: GLAMBERT BRASIL e Universo AA



Revista OUT: “5 coisas que aprendemos da turnê de Queen e Adam Lambert”

By in agosto 8, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert, Revistas

A Revista OUT fez uma compilação das “5 coisas que aprenderam da turnê de Queen e Adam Lambert”, de acordo com a entrevista que Adam Lambert concedeu a Revista The Advocate, conforme publicamos aqui anteriormente.

5 coisas que aprendemos da turnê de Queen e Adam Lambert

Adam Lambert fala sobre Queen, Turnê e Sam Smith

A estrela do pop leva a sua conexão com a banda Queen seriamente.

O cantor de “Whataya Want From Me” acabou de terminar uma turnê de 24 cidades na América do Norte com os membros sobreviventes do Queen, onde ele trouxe ao século 21 seus grandes sucessos com uma performance ao seu próprio estilo e um look glam-rock.

Em uma entrevista com a Revista The Advocate, Adam Lambert falou sobre suas inspirações, desde a banda com quem está em turnê e como a geração de hoje lida com a sexualidade.

Sobre canalizando Freddie Mercury, não imitando-o

“Sou o Adam no palco. Não estou sendo Freddie. Não estou tentando ser ele. No entanto, ele é tão incrível. Suas gravações e suas performances eram tão incríveis que eu não posso evitar de me sentir inspirado por elas. E em um nível técnico, eu não quero me afastar muito da música que eles criaram, mas eu quero colocar minha própria marca em tudo.”

Sobre a mistura de fãs incondicionais do Queen e seus fãs mais jovens

“É um grande desafio, porque tem havido muita expectativa e dúvida. Você tem uma mistura de pessoas na plateia que são fãs fervorosos do Queen, e eu tenho os meus fãs que estão indo aos shows meio que por minha causa. É interessante colocá-los todos juntos e ver o que acontece.”

Sobre o porquê ele está feliz que a sexualidade de Mercury é apenas uma nota lateral na história de seu sucesso

“Não tem que importar se você é gay, hétero, bi, negro, branco, o que quer que seja, homem, mulher. Essa não é a questão. Não é isso o que nos aproxima. A única coisa que nos está unindo é a música. [Estamos] entrando em um período de tempo em que estamos nos dirigindo a uma sensibilidade pós-gay, que é, e daí? Mas precisamos lutar muito para chegar aqui”.

Sobre expandindo a aceitação na geração mais jovem

“Esta nova geração está dizendo, ‘Ei, isso não importa… A minha sexualidade não [determina que] que tipo de música eu escuto, ou o tipo de atividades que eu gosto, ou que tipo de pessoas que eu saio. Está chegando ao ponto onde somos mais comuns, e podemos fazer o que quisermos, e podemos estar com quem quisermos. Então não há muita segregação… e eu acho que isso é realmente excitante, porque eu não acho que isso deveria importar”.

Sobre o apoio que teve da comunidade LGBT e os amigos que ele fez dentro da indústria

“Eu definitivamente fiz algumas amizades com outros músicos assumidos que eu realmente muito: Jake Shears do Scissor Sisters, Sam Sparro, eu conheci Sam Smith em Londres. Ele foi incrível. Eu definitivamente penso que há certa fraternidade aqui”.

Fontes: Adam Lambert TV e Revista OUT

Tradução: Sandra Saez



The Advocate : “Adam Lambert é uma ‘Killer Queen’”

By in agosto 7, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert, Revistas

Confira a seguir a entrevista que a Revista The Advocate recentemente realizou com Adam Lambert.

Adam Lambert é uma “Killer Queen” [Rainha Matadora]

Recém-saído de sua turnê Norte-Americana com o Queen, Adam Lambert reflete sobre o legado de Freddie Mercury, o advento da geração ‘pós-gay’ na música e o lançamento de sua campanha ‘Live Proud’.

Em uma recente performance da canção “Killer Queen”, na turnê nacional da lendária banda de rock com o concorrente do American Idol, Lambert se reclina em um divã de veludo roxo em frente à uma plateia cheia tanto de fãs fervorosos do Queen quanto de sua fanbase mais nova. Usando uma jaqueta com spikes e franjas, assim como o delineador que é sua assinatura, o cantor toma um gole de champanhe de uma garrafa antes de espirrá-la de volta para a plateia barulhenta. É um movimento de rockstar e Lambert, 32 anos, que encantou palcos em 24 cidades americanas neste verão ao canalizar o falecido vocalista Freddie Mercury, emergiu como um astro de seu próprio modo.

Nos cinco anos desde sua audição para o American Idol com “Bohemian Rhapsody”, ele fez história ao se tornar o primeiro artista pop abertamente gay a ter um álbum na Billboard 100. De muitas maneiras, ele é uma escolha natural para o trono do Queen, cujo vocalista inspirou gerações e abriu caminho para músicos como Lambert, com sua personalidade extravagante.

Mas para o cantor de “Whataya Want From Me”, preencher as leggins pretas com estampa de diamante de Mercury não tem sido uma tarefa fácil. A turnê, que aconteceu de 19 de Junho até 28 de Julho tem sido um número de equilibrismo entre prestar respeitos à música de Mercury e ser fiel a sua própria marca.

“Sou o Adam no palco. Não estou fazendo o papel de Freddie.” Lambert aponta, enquanto se encaminha para sua última performance com o Queen na América do Norte. “Não estou tentando ser ele. No entanto, ele é tão incrível. Suas gravações e suas performances eram tão inacreditáveis que eu não posso evitar de me sentir inspirado por elas. E em um nível técnico, eu não quero me afastar muito da música que eles criaram, mas eu quero colocar minha própria marca em tudo.”

“É um grande desafio, também, porque tem havido muita expectativa e dúvida”, ele acrescenta. “Você tem uma mistura de pessoas na plateia que são fãs fervorosos do Queen e eu tenho meus fãs que estão indo aos shows meio que por minha causa. É interessante colocá-los todos juntos e ver o que acontece.”

A experiência de cantar clássicos como “Killer Queen”, “Bohemian Rhapsody”, e outras no palco, tem sido “emocionante”, Lambert diz, em parte por causa da reação da plateia, que não tem sido nada menos do que entusiasmada.

“Poder cantar essas músicas icônicas, é muito excitante fazer essas pessoas cantarem junto, e dançar e bater palmas”, ele diz. “Fazer coisas novas que não são muito conhecidas – é um tipo diferente de show.”

Lambert conheceu o trabalho do Queen aos dez anos de idade, ao ver os personagens principais de ‘Wayne’s World’ (Quanto Mais Idiota Melhor, no Brasil), Mike Myers e Dana Carvey cantando “Bohemian Rhapsody” durante os créditos de abertura. Depois do filme, ele perguntou ao seu pai qual era o nome daquela banda, e ele respondeu “Oh! Esse é o Queen!” e em seguida dividiu com Lambert alguns de seus álbuns da banda Britânica em sua coleção.

Foi apenas dez anos depois que Lambert realmente mergulhou em seu caso de amor com o Queen e outras músicas dos anos 70. As performances de Mercury nos palcos, em particular, deixaram uma impressão permanente.

“Eu me lembro de ver algumas filmagens antigas dele e pensar ‘Nossa, esse cara está pegando fogo! Que artista incrível!’” recorda Lambert, cuja presença de palco durante o American Idol foi elogiada com comparações com Mercury, de fato, a memorável performance ao lado do Queen no popular programa da Fox pressagiou sua colaboração atual.

Mas Lambert não soube sobre a orientação sexual de Mercury até depois de se tornar um fã, uma experiência comum entre os ouvintes de um dos grupos musicais que mais venderam no mundo, cujas canções como “We Will Rock You” e “We Are The Champions” são hinos em estádios esportivos por todo o mundo. Ao mesmo tempo em que saber disso “me deixava muito animado, porque eu pensei, ‘Oh nossa, este é alguém que é um grande astro e um ícone do rock and roll1′”, Lambert também está feliz pela sexualidade de Mercury continuar como uma nota à parte na trilha sonora da vida de um dos grandes nomes da música.

“Não deve fazer diferença se você é gay, hétero, bi, negro, branco, o que quer que seja, homem ou mulher. Não é esse o ponto. Não é isso o que nos aproxima. O que nos aproxima é a música”, Lambert diz. “Nós estamos entrando em um período de tempo em que estamos nos dirigindo a uma sensibilidade ‘pós-gay’, que é ‘E daí?’ Mas precisamos lutar muito para chegar aqui.”

Apesar de ser fácil traçar paralelos entre as vidas de Mercury e Lambert, os dois músicos tiveram experiências muito diferentes como homens gays devido a suas respectivas gerações. Um homem intensamente discreto, Mercury, que nasceu em 1946 na Tanzânia, raramente dava entrevistas, apesar de a mídia especular sobre sua orientação sexual com frequência, devido as suas performances chamativas e rumores de casos amorosos com homens. Ele se identificou como bissexual para os amigos, assim como para sua companheira de longa data, Mary Austin, para quem ele deixaria sua propriedade. Depois de anos de boatos de que ele tivesse contraído HIV devido à deterioração de sua saúde e aparência, Mercury anunciou que ele tinha o vírus quando estava com 45 anos. Ele morreu menos de dois dias depois, devido a uma doença relacionada à AIDS.

Lambert, por outro lado, diz que se assumiu aos 18 anos, apesar de sua orientação sexual não ter sido de conhecimento público até que fotos dele beijando outro homem vieram a público durante sua ascensão à fama na oitava temporada do American Idol. Um destaque em sua temporada, ele eventualmente ficaria em segundo lugar, atrás de Kris Allen e muitos especularam que sua sexualidade pode ter influenciado o resultado da competição, que é votado por telespectadores de todo o país. Apesar disso, Lambert desfruta de sucesso comercial e de crítica, e ainda é um dos nomes mais reconhecidos a saírem do American Idol. Ao longo do caminho ele também foi capaz de encontrar uma comunidade de apoio com outros músicos assumidos.

“Eu definitivamente fiz algumas amizades com outros músicos assumidos que eu realmente respeito: Jake Shears do Scissor Sisters, Sam Sparro. Eu conheci Sam Smith em Londres. Ele foi incrível. Eu definitivamente penso que há certa fraternidade aqui”, ele diz.

Apesar destas conquistas e avanços na igualdade LGBT que aconteceram desde os tempos de ouro de Mercury, Lambert reconhece que ainda há desafios sistêmicos em ser gay na indústria da música, que ultimamente se resume a negociabilidade. Executivos ainda questionam se músicos assumidos podem vender discos, particularmente se este é um músico solo e não parte de uma banda. O fardo de se carregar uma marca sozinho, traz dificuldades únicas, mesmo em bastiões homofóbicos como as arenas esportivas, Lambert admite.

“O negócio da música é difícil, eu acho, porque o artista está diretamente relacionado às vendas”, ele diz. “No esporte, é um jogador que joga por seu time, e quantos outros jogadores estão no time com ele? É uma coisa de grupo. Um esforço em grupo. Então é um jeito diferente de se lidar com o lado comercial disso.”

“É difícil com a música”, Lambert continua. “Com atores é parecido, e tantos deles querem ficar no armário porque eles não querem que isso afete seus negócios. Eles não querem lutar uma batalha difícil com os personagens que eles estão tentando criar. É uma pena, porque eu gostaria que fosse diferente, mas eu acho que é a realidade.”

Esta realidade é ilustrada nos vídeos de grandes artistas gays como Lambert ou mesmo Elton John, nos quais uma representação de relacionamentos entre o mesmo sexo, ou mesmo um beijo, estão visivelmente faltando. Apesar disso, Lambert tem notavelmente, expandido as barreiras destas regras não ditas. Em 2009, ele beijou seu baixista no palco do American Music Awards, fazendo manchetes e chocando audiências nos EUA.

“Você tem que fazer uma escolha: Eu quero ser isso pela causa, ou eu quero ser capaz de dirigir meu negócio de uma determinada maneira? É difícil. É muito difícil”, ele diz. “Mas cada um é diferente e para mim, pessoalmente, minha jornada tem sido, desde o minuto em que eu pude falar sobre minha vida pessoal depois do Idol, eu imediatamente o fiz, porque eu queria ser aberto sobre isso. É o tipo de pessoa que eu sou e essa é uma afirmação que eu quero fazer. Mas não foi sem desafios.”

Mesmo enquanto a indústria continua a fechar portas para tanto artistas, Lambert aponta para uma mudança significativa para o que ele chama de um “lugar pós-gay”. Ele sustenta que as gerações mais novas não sofrem com os estigmas que prevaleciam na época de Mercury e eles se recusam a serem classificados por rótulos em suas identidades.

“Esta nova geração que está vindo é como, ‘Ei, isso não importa… Minha sexualidade não determina que tipo de música eu escuto, ou o tipo de atividade com que eu me envolvo, ou esse é o tipo de pessoas com quem eu saio. Está chegando ao ponto onde somos mais comuns, e podemos fazer o que quisermos e podemos estar com quem quisermos’”, Lambert diz. “Então não há muita segregação… e eu acho que isso é realmente excitante, porque eu não acho que deveria importar.”

De forma a continuar expandindo este espaço para a comunidade LGBT e além, Lambert está servindo como porta-voz da campanha “Live Proud” da AT&T pelo segundo ano consecutivo. A iniciativa encoraja todas as pessoas – independentemente de orientação sexual – a compartilhar memes ilustrando seu orgulho através das mídias sociais. Cinco sortudos participantes da campanha que termina em 10 de Agosto, terão a chance de ir a um evento particular com Lambert em Nova York. O Objetivo, ele diz, é “fortalecimento”, e dar aos outros “uma voz para serem o que e quem eles são”.

De muitas formas, essa mensagem ecoa as lições que Lambert aprendeu ao cantar as palavras de um de seus próprios ídolos durante sua turnê com o Queen.

“Eu sinto que isso é uma das coisas que eu mais respeito sobre ele. Ele realmente nunca se desculpou por nada”, Lambert diz sobre Freddie Mercury. “Ele apenas era quem ele era. E se tem alguma coisa que eu posso tirar disso, é que às vezes, especialmente no mundo de hoje, há uma declaração muito forte em apenas ousar ser quem realmente somos.”

“Nós finalmente estamos entrando em um lugar na música onde a sexualidade não é o ponto principal. É um tempo muito excitante”, Lambert conclui, acrescentando uma ressalva à lá Simon Cowel para gays aspirantes a músicos: “Mas só se a música for boa!”

Fontes: Adam Lambert TV e The Advocate

Tradução: Stefani Banhete



The Sunday Star Times da Nova Zelândia entrevista Adam Lambert: “O Fantasma de Freddie Mercury”

By in agosto 7, 2014 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Jornal, Queen + Adam Lambert

No último show realizado em Toronto (Canadá) em 28/07, Grant Smithies do Jornal The Sunday Star Times da Nova Zelândia, entrevistou Adam Lambert antes do show iniciar. Confira como foi a entrevista, publicada no site de notícias Stuff:

PRESENÇA DE PALCO: Adam Lambert cumpre a promessa e substitui Freddie Mercury à altura

O fantasma de Freddie Mercury

Quão estranho é ser Adam Lambert. Ele é uma estrela pop global por mérito próprio, agora está numa turnê, fazendo o papel de substituto de um fantasma.

Em 2009, Lambert foi vice-campeão do American Idol. Desde então, ele chegou ao topo das paradas de singles dos EUA, e fez dois álbuns que venderam alguns milhões de cópias. Sua carreira solo se enraizou em lugares inesperados: em 2012, ele foi o único ocidental convidado para cantar no programa de TV mais popular da China, para 520 milhões de telespectadores. Mas nos últimos anos, ele tornou-se mais conhecido por encarnar o papel de um morto e sair em turnê como vocalista do Queen.

De alguma forma faz todo o sentido. Como um gay extravagante com abundante charme, uma voz de arrasar e uma inclinação para a teatralidade glam, ele já tem três quartos do que é preciso, mas ele não é Freddie Mercury.

“É verdade“, concorda Lambert, nos bastidores em um camarim de Toronto, se preparando para um show esgotado do Queen. “Fiquei extremamente apreensivo nas primeiras vezes em que me apresentei com a banda, porque eu estava muito intimidado por seu legado. Freddie Mercury foi um vocalista tão icônico, uma estrela em vida, e suas músicas são fabulosas. Além disso, você tem Brian [May] na guitarra e Roger [Taylor] na bateria, que são tão grandes músicos. Mas eles me fizeram sentir confortável, e nós nos divertimos. Me apresentar com esses caras é uma aventura incrível. Isso está me fazendo um intérprete melhor ao vivo, e também me faz pensar sobre o tipo de artista que eu poderia vir a ser.”

Como é que ele se juntou a turnê? “Quando eu fiz a final do American Idol, o Queen foi convidado a se apresentar comigo, porque eu tinha cantado ‘Bohemian Rhapsody’ em meu teste inicial. Parece ter sido uma conexão natural muito boa, então mantivemos contato, aí eu fiz o MTV Awards e me apresentei em alguns estádios com eles há dois anos na Europa, incluindo o Hammersmith Apollo, que era um antigo reduto deles. Nós nos divertimos muito e queríamos fazer isso de novo, então aqui estamos nós, na nossa mais longa turnê até agora.”

As reviews têm sido fantásticas, elogiando Lambert por “revitalizar a franquia”, colocando sua própria marca sobre as músicas enquanto canaliza a energia e sagacidade naturais do saudoso Mercury.

Têm-se visto grandes fotos do jovem cheio de sede [de fama] aos 32 anos, a andar pelos enormes palcos e a deitar-se num sofá de veludo roxo, usando uma coroa dourada, em triunfantes, joviais e ágeis poses, ao lado do guitarrista da formação original, agora com 67 anos, com o seu glamouroso cabelo afro de caracóis cinzentos.

Para complementar o show temos Roger Taylor, de 65 anos, com sua bombástica bateria e ao seu lado o seu filho, Rufus Tiger Taylor, de 23 anos, tocando junto. O baixista Neil Fairclough está substituindo John Deacon, que se afastou em 1997.

Ao longo do show, Lambert se transforma através de meia dúzia de mudanças de figurino, em couro, lycra e estampa de leopardo, modas clássicas dos dias de Freddie. Em uma boa noite, com mais luzes do que muitas cidades do terceiro mundo e os hinos familiares cantados um após o outro, imagino que o efeito tenha sido espetacular, especialmente quando visto através dos olhos dos antigos fãs enevoados de nostalgia.

Mas deve ter sido uma apresentação difícil, análoga, talvez, como os shows realizados por The Doors ou INXS uma vez que seus vocalistas já morreram. Nem todo mundo aprova. Alguns fãs permanecem indignados que May e Taylor continuem a se apresentar sob a bandeira Queen, sem Mercury, e a dupla foi muito criticada após turnês anteriores lideradas pelo ex-vocalista da Bad [Company], Paul Rodgers. O que presume-se, coloca muita pressão sobre Lambert.

Como é que Adam prova que os shows não são uma estratégia de karaokê para se ganhar dinheiro?

“Se Freddie Mercury me deixou uma posição fabulosa para assumir? Claro. É por isso que eu uso coisas fabulosas na turnê. Mas, felizmente, Freddie e eu temos algumas coisas em comum. Nós somos cantores, grandes, altos, mas as nossas vozes são diferentes, assim, encontrar a minha própria voz nas canções foi um desafio interessante. É importante colocar a minha própria marca nelas, sem me afastar muito das originais. A chave é ser consciente da intenção original das músicas. Qual é o núcleo emocional desta canção? Que sentimento quer tentar despertar no ouvinte? Eu tento focar nisso.”

Lambert é um dos únicos cantores masculinos da atualidade que consegue se igualar a Mercury vocalmente. Nascido em Indiana, criado na Califórnia, ele tem uma variedade vocal impressionante, mudando de oitavas com pequeníssima perda de energia, e conseguindo atingir notas acima de dó maior. Meat Loaf disse, em 2012, que apenas duas pessoas conseguem igualarem-se a Adam: Aretha Franklin e Whitney Houston.

Ele cresceu participando de teatro musical, ele diz, e tinha apenas nove anos quando Mercury morreu de uma doença relacionada à Aids em 1991. “Quando eu era pequeno, eu não ouvia muito rock, mas me apaixonei por rock por volta dos meus 20 anos, quando eu ouvi os discos antigos do Queen, e me ocorreu o quanto original eles eram. O que os diferencia de um monte de outras bandas icônicas é a sua diversidade. Há músicas funk, alguns heavy blues-rock, melodias pop, cativantes, músicas do glam-rock, teatrais, peças barrocas de opereta – eles realmente diversificam musicalmente”.

Mas durante os anos 80, com o incentivo de seus companheiros de banda, Mercury ficou mais aberto sobre sua homossexualidade, e o Queen ajudou a cultura gay a desbravar o mundo pop musical. Como um dos poucos astros pop da América abertamente gay, Lambert aprovaria a política da banda, assim como a sua música?

“Eu aprovo. Mas a coisa engraçada sobre a conexão gay com Freddie é que, apesar do fato de que há um monte de referências veladas à sua sexualidade em suas letras, a maioria das pessoas estavam totalmente perdidas naquele momento. A única coisa que foi descaradamente ligada à comunidade gay foi um dos looks que ele apresentou, como o chapéu preto de couro, óculos de sol e bigode, que era um look fundamental no início dos anos 80 no cenário gay, em Nova York. Mas um monte de coisas que ele estava fazendo na década de 70 não foram consideradas gay, porque o glam rock já havia sido tocado com um monte de convenções de gênero. Pessoas como David Bowie, Lou Reed e Marc Bolan, todos mostravam looks andróginos, fossem eles gays ou não. Para a maioria deles, era apenas um look.”

O que ele realmente gostava, diz Lambert, era a capacidade de Mercury de ir “ao extremo” sem alienar seu público.

“Às vezes essa ideia de dualidade confunde as pessoas na mídia de hoje. Eles nem sempre conseguem enxergar o fato de que o melodrama pode ser fabulosamente divertido. Mas eu realmente amo artistas que vão por esse caminho, e vão com convicção. Freddie era um mestre nisso. infelizmente, muitas bandas de rock contemporâneas perderam essa habilidade, no entanto, a teatralidade ainda vive com muitos artistas modernos, do sexo feminino com mudanças de figurino, dançarinos, e encenação temática elaborada – que é o que a música pop moderna é, e o Queen ajudou a criar o ambiente para isso.”

Lambert precisa ir. Ele estará no palco em menos de uma hora, e ele tem alguns couros apertados para se contorcer neles. Depois de 30 minutos em sua calma e pensativa companhia, eu fiquei muito menos crítico sobre ele ir para o trono.

Afinal de contas temos de admirar alguém que assume um papel tão controverso sem nenhuma ironia. Lambert parece ter abraçado com sinceridade seu papel como um dos últimos substitutos de Mercury, não tentando copiar diretamente o homem, ao usar sua própria voz poderosa para celebrar a vida de um artista inspirador.

Há ainda um dueto póstumo; em um ponto, no show, Lambert troca versos com imagens em vídeo de Mercury, cantando “Bohemian Rhapsody” ao vivo no Estádio de Wembley, durante a década de 1980.

“Eu digo que vai ser muito bom na Nova Zelândia. A turnê até agora tem sido uma explosão, com o público indo absolutamente à loucura. Há muita nostalgia mas eu não me importo. A ideia desta turnê, realmente, é lembrar ao público do legado desta banda. Mesmo eu sendo um novo vocalista para eles, nós não queríamos fazer uma nova versão do Queen, mas apenas lembrar às pessoas o quanto tudo foi fantástico, sobre eles, em primeiro lugar.”

Fontes: Adam Lambert TV e Stuff

Tradução: Luisa Guedes e Graça Vilar