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Billboard: Exclusivo: Adam Lambert assina com nova gravadora e Max Martin será o produtor executivo de seu álbum

By in janeiro 16, 2015 • Filed in: Álbum, Artigos e Entrevistas, Notícias

Em uma nova entrevista a Billboard, Adam Lambert finalmente confirma que a sua nova gravadora é a Warner Bros. e Max Martin (foto abaixo) é o produtor do seu novo álbum, com previsão de lançamento para metade deste ano, sendo o 1º single para Abril. Confira mais detalhes abaixo:

Exclusivo: Adam Lambert assina com nova gravadora e Max Martin será o produtor executivo de seu álbum

Dizem que você não consegue deixar um bom homem para baixo, mas nos caso de Adam Lambert, ele ficou menos de 24 horas.

O finalista da 8ª temporada do American Idol e vocalista atual do Queen conta à Billboard que ele achou um novo lar na Warner Bros. Records, e que a gravadora entrou em contato com ele logo após a notícia de que ele havia deixado a RCA Records.

“No dia seguinte, a Warner Bros. entrou em contato conosco, o que eu achei que foi fantástico e foi como um alívio”, diz Lambert. “Foi assustador fazer aquele anúncio para o mundo.”

Lambert e seu time de gestão se juntaram e pensaram, decidindo ir aos produtores e compositores suecos, Max Martin e Shellback. Os dois trabalharam com Lambert pela primeira vez meses depois da quase vitória no Idol e a colaboração gerou dois hits, “Whataya Want From Me”, que chegou ao 10º lugar na Billboard Hot 100, e “If I Had You”, que passou 20 semanas nas paradas, chegando ao 30º lugar.

“Eu marquei um encontro com Max Martin e Shellback. Nós começamos a falar sobre a vida, política, moda, tudo”, Lambert lembra. “Eles disseram ‘Você parece diferente, Adam’ e eu disse ‘Eu me sinto um pouco diferente.’ E eu pedi a ajuda deles.”

Quatro anos após seu primeiro trabalho juntos, o trio continuou onde parou, com Martin e Shellback se oferecendo para serem produtores executivos do próximo lançamento do artista de 32 anos, o primeiro de seu contrato com a Warner Bros., previsto para ser lançado no início do verão.

Como Martin disse com exclusividade à Billboard: “Shellback e eu percebemos pela primeira vez em 2009 que um talento como de Adam Lambert não aparece muito frequentemente. Nós amamos a experiência, então torcemos para que nossos caminhos se cruzassem novamente. Então quando Adam veio até nós com uma nova oportunidade de trabalharmos juntos, nós aceitamos e até sugerimos uma relação mais profunda em que teríamos a chance de realmente ajudar o Adam a definir a música do álbum. Nós nos juntamos ao melhor parceiro na Warner Brothers e mal podemos esperar para que todos ouçam o álbum. Nós estamos orgulhosos com o trabalho e esperamos que gostem tanto quanto nós!”

O criador de hits descreve a experiência como “uma grande jornada”. Lambert certamente concordaria. Leia mais sobre como isso aconteceu abaixo:

O que era importante para você em um novo contrato?
Adam: Achar um novo lar em que eu me encaixasse. Como você sabe, eu deixei a RCA por diferenças criativas. Eles são ótimos. Eu tenho uma ótima relação, mas eu não senti que nós queríamos as mesmas coisas para o próximo capítulo, então eu decidi deixá-los.

Como você, Max e Shellback se reconectaram?
Adam: Eu estrava trabalhando com demos e marquei uma reunião com eles. Eles são dois dos meus produtores favoritos e estão no topo. Eu amo tudo o que fazem, e eu estava animado de nos reunirmos novamente após termos trabalhado em “For Your Entertainment”. Foi bom se juntar e rir. Havia um ar casual e humilde, e quando você está no estúdio, é isso que quer. Eu toquei uma música para eles e ficamos animados. Eles ouviram meu crescimento pessoal e as coisas que eu queria dizer por meio das letras. Resumindo, eles se ofereceram para serem produtores executivos desse álbum, e esse pareceu ser um grande momento.

O que você acha deles fazerem músicas tão inegáveis?
Adam: Os dois são gênios no que fazem. E a vibe que criam não tem ego, é sobre fazer uma música boa. E é assim que deve ser. E eles me deixam ser eu mesmo.

Houveram rumores de uma participação de Tove Lo, além de outro. Você pode revelar algum colaborador?
Adam: Eu não posso, mas posso dizer que o primeiro single sairá em abril. Eu acho que as pessoas se surpreenderão. O álbum é como uma nova era para mim – emocionalmente, sonoramente. É fresco, é novo. Ainda sou eu. Ainda é o que os fãs conhecem e gostam, mas é 100% um novo capítulo.

E foi gravado na Suécia?
Adam: Sim, eu passei dois meses em Estocolmo no começo de 2014 escrevendo as músicas. Foi um período bem focado. Eu não tenho uma vida social lá, eu não tinha nenhum compromisso profissional então eu ia para o estúdio quase todos os dias. Era bom; me permitia pensar sobre onde eu estava em minha vida e onde estive, o que eu queria dizer e como eu queria dizer, e eu trabalhei com pessoas incríveis.

O que você pode nos dizer sobre o álbum sonoramente? Você pode nos dar uma dica sobre o que estava ouvindo?
Adam: Eu queria que fosse algo mais interno e mais fundamentado. Um pouco menos teatral e extravagante. Eu queria trazer um pouco mais. Estar em turnê com uma banda de rock britânica, e ido à Londres bastante esse ano, ensaiando com eles e fazendo aparições na TV, acho que isso afetou meu som e onde estamos o levando. [A Europa] está bem a frente na curva, ou nela, e eu fui influenciado por isso. Vocalmente, é bem mais íntimo comparado ao que fiz no passado. Há um pouco mais de ousadia, conflito interno e poesia.

Você foi ao compositor nº 1 do mundo, o quão importante são os hits para você?
Adam: Acho que está bem claro o que queremos com esses dois caras. Eles são mestres. Eles são gênios da melodia. Parece muito simples e muito complexo. E eu amo isso. É sem esforço e gracioso. Eles sabem o que as pessoas querem ouvir e que a melhor maneira de alcançá-las é pelo rádio. É uma das razões pelas quais eu queria trabalhar com eles – por causa de suas especialidades na área.

Faz seis anos desde que a América o viu pela primeira vez no Idol, o que você aprendeu sobre o ramo da música nesse tempo?
Adam: Quando você entra rapidamente com a trajetória após o American Idol, é fácil ver o ramo como um fã veria: você não vê os prós e contras. E você aprende quando está dentro. Com “Trespassing”, eu aprendi bastante sobre rádio. Eu aprendi muito sobre meus fãs com o passar dos anos – da importância e como você tem que ouvi-los. Estar no palco com o Queen e me lembrar das coisas mais importantes de música e performance são as coisas mais atemporais: transcende competições de popularidade. Tem mais a ver com a verdade, emoção, honestidade e a conexão com a audiência, a música e o momento. [A turnê com o Queen] tem sido boa para mim em nível de confiança. Me fez sentir que estou no caminho certo e humilde ao mesmo tempo. Eu estou entrando em uma posição que costumava ser ocupada pelo maior vocalista de todos os tempos. Tentar viver com esse legado tem sido desafiador e recompensador.

Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Carolina Martins C.
Fontes: Adam Lambert/Twitter e Billboard

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The Guardian: “Review Queen e Adam Lambert – uma união improvável, mas funciona”

By in janeiro 16, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert

Adam Lambert com Brian May no show em Michigan no ano passado. Foto: MediaPunch/REX

Review Queen e Adam Lambert – uma união improvável, mas funciona

Arena, Newcastle
Tão fantasioso quanto parece, a lendária banda de rock encontrou em Lambert, um showman extravagante com o fator de Freddie

Em 1985, quando Freddie Mercury e Queen reinaram no Live Aid, era difícil de pensar que em seis anos o grande vocalista estaria morto, muito menos que dois de seus companheiros de banda estariam em turnê com um finalista do American Idol apresentando as músicas antigas. Mas a união improvável funciona.

O catálogo do Queen é tão formidável que um show de duas horas não é longo o suficiente para colocar suas músicas mais conhecidas (não teve “You’re My Best Friend” ou – ironia das ironias – “The Show Must Go On”).

O guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor agora estão com cabelos brancos, mas ainda têm a musicalidade de lendas do rock de verdade, mesmo que isso signifique algumas indulgências como uma batalha de bateria (com o filho de Taylor, Rufus) e solos de guitarra que necessitam de eletricidade o suficiente para acender uma pequena cidade.

Surpreendentemente, esse show faz sucesso por causa de Adam Lambert, não apesar dele. O artista de 32 anos disse que ele quer celebrar o Mercury gay e extravagante, e não o substituir, mas ele definitivamente tem o fator Freddie. Nas outras turnês da banda com o heterossexual, macho, ex-Free, Paul Rodgers, isso parecia. O Lambert com esmalte e couro preto é como o artista que Mercury era.

O americano toma champanhe enquanto canta “Killer Queen” deitado em um sofá e grita “We Will Rock You” usando uma coroa. Quando Lambert bate as mãos, a plateia faz o mesmo, espontaneamente. Se alcance vocal extraordinariamente abrangente o permite alcançar notas altas (como as famosas de Mercury em “Somebody To Love”, o que normalmente precisaria de calças ainda mais apertadas.

Entretanto, o natural de Indiana não é apenas um sortudo de um show de talentos. Como Mercury, Lambert teve treino em óperas, teatro, cantando e interpretando dance e rock, o que o deu a habilidade de cantar um catálogo que vai de “Radio Ga Ga”, “Another One Bites The Dust”, até hard rock como “Seven Seas Of Rhye” e “Tie Your Mother Down”.

Ser o primeiro homem abertamente gay a chegar ao topo das paradas nos EUA (com um álbum solo de 2012, “Trespassing”) importa. Em uma época mais conservadora, Mercury cantava sobre sua sexualidade em códigos e duplos sentidos; Lambert transforma as mesmas músicas em celebrações.

Há momentos sentimentais também, quando Lambert canta “Who Wants To Live Forever” debaixo de luzes que o fazem parecer um fantasma e na sincera rendição de May em “Love Of My Life”.

Porque, de certa forma, ainda é um show da falecida estrela: uma homenagem à sua música. É Mercury que surpreende quando aparece na tela para um “dueto” com Lambert em “Bohemian Rhapsody”.

“Só haverá um Freddie Mercury” Lambert declara, enquanto o público grita em aprovação pelo “novo cara”. Entretanto, em Adam Lambert, os antigos companheiros de Mercury com certeza acharam a pessoa certa para honrar suas conquistas.

Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Carolina Martins C.
Fontes: Adam Lambert TV (1), The Guardian e Adam Lambert TV (2)



Adam Lambert e Queen são mencionados no Jornal Metro da Escócia – 12/01

By in janeiro 15, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Jornal, Queen + Adam Lambert

Adam Lambert e Queen são mencionados em um belo artigo no Jornal Metro, da Escócia, nesta segunda-feira (12). Confiram abaixo um scan do jornal e a respectiva tradução:

Um grande pretendente ao trono do rei Freddie

Encontrar alguém digno de preencher a lacuna deixada por Freddie Mercury, em 1991, foi uma tarefa impossível, e não é de se admirar que os membros sobreviventes do Queen não tenham tentado por muitos anos.

No entanto, enquanto o baixista John Deacon ficou feliz de ir e fazer suas próprias coisas, Brian May e Roger Taylor não poderiam deixar morrer a banda que os fez multimilionários.

O show, como haviam corretamente profetizado, justamente em 1991, deve continuar.

Então, um ano mais tarde, tivemos um concerto de tributo a Freddie Mercury, em que a abundância de megastars tentou preencher esse buraco do tamanho do “Grand Canyon”, deixada pelo amado Bulsara [Freddie].

Até mesmo as forças combinadas de George Michael, Elton John e Axl Rose não bastaram para chegar perto de substituir uma lenda.

Enquanto o espetáculo do Queen tenha sido um pouco errático (pelo menos a versão que eu assisti), é seguro dizer que isso reforçou a sua base de fãs.

Para aqueles que cresceram com Freddie, desde seus primeiros dias de 1970 para o seu final, em 1991, ele deixou uma marca indelével que ninguém poderia apagar.

Como um fã de longa data que ainda se lembra de seu pai tocando “Bohemian Rhapsody” em uma “eletrola”, em 1975, e cuja primeira compra foi “Flash”, é intrigante ver Adam Lambert sendo a mais recente celebridade a atuar como vocalista de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos.

O vocalista de Indiana se tornou uma sensação depois de sua descoberta pelo American Idol.

Felizmente que Lambert tenha, além de uma grande voz, toda a extravagância que o Queen precisava durante anos.

Paul Rodgers pode ter dado à banda um pouco de rock quando ele assumiu como vocalista por um tempo, mas você nunca poderia imaginar ele se empinando para cima e para baixo em um collant, como para manter a forma, como um pavão, nem em algum filme hipotético de David Cronemberg.

Lambert tem essa qualidade essencial ao Queen, então quando ele, May e Taylor divertiram as massas com seu “Noite de Ano Novo” no show da BBC One, parecia que cada peça estava no seu lugar, depois de tantos anos. A idade pode ter cansado May e Taylor um pouco, mas esses príncipes do rock universal ainda têm muito a oferecer, como este show pode provar.

Sim, haverá um “Homem Invisível” cuidando do processo que se passará no Hydro [Show em Gasglow, Escócia] essa semana, e tenho a sensação de que Mercury aprovaria essa última alquimia musical do Queen.

Mais de 40 anos depois do primeiro estouro do Queen no mundo, May e Taylor são ainda campeões, assim como seu novo recruta, Lambert.

Autoria do Post e Tradução: Graça Vilar
Fonte: Adam Lambert TV



The Sunday Telegraph: “Adam Lambert – O Homem Que Poderia Ser Rainha [Queen]”

By in janeiro 14, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert

Confiram abaixo um novo e interessante artigo publicado nas páginas do The Sunday Telegraph, do Reino Unido, sobre Adam Lambert e sua parceria com o Queen ao longo dos anos:

O Homem Que Poderia Ser Rainha [Queen]

O jovem aspirante

Adam Lambert sobre estar no lugar de Freddie Mercury na turnê com o Queen

“Eu não sou Freddie” insiste o jovem e barbado americano, deitado com uma jaqueta preta e dourada, leggings e botas que sobem até os joelhos. “Eu não estou tentando ser Freddie, ou competir com ele. Mas eu sinto alguma afinidade e estou usando essa oportunidade para tentar fazer sua música voltar à vida novamente.”

No primeiro dia de 2015, o termo mais procurado no Google no Reino Unido foi “Adam Lambert”.

Parecia que a nação ficou com uma curiosidade coletiva sobre a identidade do cantor que deu as boas vindas ao ano novo com o Queen. Enquanto fogos de artifício explodiam, 12 milhões de espectadores dançavam ao som de “Bohemiam Rhapsody” e “We Are The Champions”, na BBC One.

Essa semana, o grupo embarca em uma turnê de shows no Reino Unido, tocando para 160.000 fãs antes de ir para o continente. É impressionante para uma banda, cujo vocalista icônico, Freddie Mercury, faleceu há 24 anos. Então quem é esse jovem cantor balançando o microfone na frente do baterista de 65 anos, Roger Taylor e do guitarrista de cabelo frisado de 67 anos, Brian May?

“Adam é um fenômeno”, diz May sobre o vocalista que viu pela primeira vez no programa de TV, American Idol. “Nós não estávamos procurando outro cantor, mas Adam é como um presente de Deus. Ele tem uma habilidade técnica maior que 99,9% dos cantores no mundo. Você vê isso e não consegue deixar de pensar ‘o que aconteceria se abríssemos aquela caixa novamente?’”

“Meu apelido para ele é Elvis”, diz Taylor. “Sua presença e carisma me fazem lembrar de Presley de tantas maneiras, o look, a presença de palco, a atitude sexual. Ele é cintilante no palco, uma voz em um milhão, e o mesmo acontecia com Freddie. Há similaridades quase assustadoras, especialmente no aspecto social, como um homem abertamente gay, cheio de humor e ousadia. Há momentos nos bastidores que parece que nada mudou.”

“Claro que tive dúvidas, foi intimidante”, Lambert proclama, relembrando uma de suas primeiras performances com uma das bandas mais lendárias do rock. “Freddie é como um mito, como você se iguala a isso?”

Lambert tinha apenas nove anos quando Freddie morreu. Ele descobriu a banda através da coleção de seus pais. “Todo mundo conhece o Queen perifericamente, você os ouve em eventos de esporte e estádios, e meu pai me ajudou a fazer a conexão entre a música e as pessoas que a fazem.” Então ele já era fã quando teve a chance de cantar “We Are The Champions” com May e Taylor durante a final do American Idol, em 2009.

“Eu estava me beliscando. Esses caras faziam parte da época de ouro, você vê suas fotos em livros e revistas, e de repente você os vê no camarim ao seu lado.”

Eles se deram bem o suficiente para o Queen o convidar para um set de 15 minutos no “MTV Europe Music Awards”, em 2011. “Eu cometi o erro de ir online depois e ler alguns comentários, e eram fãs fanáticos do Queen sendo impiedosos. Eu achei que tinha que melhorar.” Quando foi proposto que eles fizessem alguns shows juntos em 2012, ele diz: “Eu sabia que seria uma batalha toda noite, um grande desafio pessoal e profissional.” Eles fizeram seis shows na Europa. “Eu estava voando, foi assim que me senti.”

Mas quando eles se reuniram para fazer uma turnê pela América ano passado, algo se ajustou. “Eu percebi que não precisava ficar intimidado porque estamos nessa juntos. Eu fiz minha lição de cada dia. Eu li cada biografia, assisti cada documentário, ouvi cada álbum. É como se eu tivesse entrado na música, faz parte do meu sangue agora, e eu não preciso pensar nisso, eu só tenho que ser. Você deixa o instinto tomar conta e é assim que as coisas ficam realmente interessantes.”

Lambert tem controle e alcance vocal fantásticos. “Ele é um cantor ousado”, de acordo com May. “Ele alcança notas que ele não tem o direito de alcançar.” Apesar de não ser muito conhecido no Reino Unido, o American Idol o tornou famoso nos EUA, onde ele teve dois álbuns de sucesso, mesmo não tendo aproveitado a carreira blockbuster que sua voz demanda. “Eu não acho que a música pop é sobre o quão alto você consegue cantar”, diz Lambert. “Eu aprendi muito nos últimos cinco anos. Não é sobre a técnica, é sobre: você é legal? Você é ‘gostável’? Você é interessante? Há algo em você que atrai as pessoas? Ah sim, você consegue cantar também? Legal.”

Charmoso, conversador, bem humorado, Lambert veste sua sexualidade naturalmente. “Olha, eu saí do armário quando tinha 18 anos, e eu não voltaria para lá”, ele me assegura.

Ele foi criado em San Diego, em uma família criativa, liberal e com muita música à sua volta. Quando tinha nove anos, Lambert se envolveu com o teatro. Quando ficou evidente que cantar era sua força, ele fez aulas de canto e estudou ópera. A partir dos 19, ele estava vivendo de teatro musical, atuando em produções de “Hair”, “Brigadoon” e “Wicked”. “Eu meio que me apaixonei pela ideia de fazer o mesmo show oito vezes por semana com as mesmas performances, de novo e de novo. Criativamente eu sou melhor com espontaneidade, impulso e novidades, mas esses grandes shows da Broadway se tornaram corporativos e fechados.”

Em Los Angeles, durante seus 20 e poucos anos, Lambert era vocalista de bandas de rock indie. “Bowie e Queen eram as minhas inspirações, a forma como performavam, a androgenia, a persona teatral. Quando eu estava surgindo, haviam muitas garotas popstars, mas quando eu fiz isso, meu delineador parecia deixar as pessoas desconfortáveis. Vai entender.”

Lambert fez a audição para o American Idol quase como uma última tentativa. “Eu tinha 27 anos, eu sabia que tinha passado da época, e eu sou abertamente gay. Eu achei que o máximo que poderia acontecer seria ganhar um pouco de notoriedade e aumentar um pouco mais minha carreira no teatro.”

Lambert terminou como finalista (perdendo para Kris Allen). “Essa exposição como pessoa era o que eu precisava para alguém olhar para mim e dizer ‘Ok, essa é uma pessoa com quem podemos trabalhar.’”

O que não pode ser muito determinado é qual parte de sua homossexualidade foi importante para sua carreira.

Antes da final do American Idol, fotos dele beijando um homem viraram notícia. Mais tarde, no mesmo ano, quando Lambert beijou seu baixista em uma performance numa premiação da TV, a ABC recebeu tantas reclamações que cancelou sua aparição no “Good Morning America”.

Lambert é o primeiro artista abertamente gay a ter um álbum no topo da Billboard nos EUA (“Trespassing”, em 2012), mesmo com a presença no pop de outras figuras, como Liberace, Johnny Mathis, Elton John, Boy George, George Michael e até Mercury.

“Freddie se mostrava gay com o Queen” diz Lambert. “Antes, era quase como se as pessoas não quisessem ouvir isso, e certamente não queriam falar sobre isso. Agora, a mídia dos EUA está obcecada com os gays. Minha sexualidade precede tudo o que faço. Não é a melhor coisa para se navegar. Você quer se abrir e deixar sua comunidade orgulhosa, mas ao mesmo tempo, você não quer alienar todo mundo.”

Com Lambert não tendo se tornado o super astro que muitos previram, pode ser porque seu pop influenciado pelo glam não seja individual o suficiente para dominar o mundo.

Sua colaboração ao vivo com o Queen lhe deu uma plataforma global e será interessante ver como essa parceria influenciará seu trabalho solo. “O Queen não está onde a música pop está hoje, mas a emoção é universal e atemporal, e é por isso que sua música continua. Eles foram a quase todos os gêneros. É como um show de variedades, é grande desafio para um cantor.”

As bandas de rock não parecem desaparecer mais hoje em dia. Contanto que haja um membro vivo (e às vezes nem isso), eles acham maneiras de manter o show na estrada, com telas, vídeos e hologramas.

Entre 2004 e 2009, o Queen fez uma turnê e colaborou com o britânico do rock, Paul Rodgers. Essa última aventura com Lambert parece ser mais próxima do espírito dos dias de glória da banda.

May se diz feliz que Lambert consiga cantar cada música no tom original, acrescentando que “isso era difícil até para Freddie”.

“Eu tive um pouco de dificuldade com “Don’t Stop Me Now'”, admite Lambert. “E eles diziam ‘Você não precisa fazer igual à gravação. Freddie costumava baixar o tom e achar maneiras para torná-la mais fácil para ele.’

“Mas Freddie podia fazer o que quisesse porque a música era dele. Minha relação com ela é diferente. Eu tenho que fazer a nota alta ou dirão que não estou apto para isso.”

Não há planos para o Queen e Lambert gravarem juntos. No momento, é apenas uma experiência ao vivo. “Quando Freddie morreu, nós pensamos que acabou”, Taylor admite. “Mas novos desafios vêm e você pensa que ainda há vida naquilo.” O baixista original da banda, John Deacon deixou a banda (e o ramo musical) após o álbum póstumo “Made In Heaven”, em 1995. “É a prerrogativa de todos se aposentar”, diz Taylor. “Mas para mim é como desistir da vida. Eu resolvi isso anos atrás. Isso é quem eu sou.”

“Nós não somos uma banda de tributo”, diz May. “Nós construímos o Queen, nós o vivemos e respiramos, é uma parte de nós e nós somos uma parte dele. Ainda sentimos como se Freddie estivesse com a gente, porque sua música sempre está lá, sua personalidade está sempre no palco conosco.”

“Ele faz parte de nossas mentes, o que pode ser meio amargo”, diz Taylor. “Eu diria que demorou cinco anos para nos acostumarmos ao fato de que ele se foi. Mas o fato é, ele não está aqui, nós estamos celebrando e o homenageando, e não é nada sentimental. Eu acho que ele teria aprovado. E eu sei que ele teria gostado de Adam.”

“Freddie e Adam tem uma atitude parecida perante a vida”, diz May. “Um senso de humor. O Queen tem um lado sério, mas um pouco de humor é o que deixa todos sãos.”

“Cantar suas músicas todas as noites me faz me sentir próximo de Freddie”, diz Lambert. “Eu queria ter o tom mais pesado, como ele. Ele fumava muito, e ele tinha aquela voz forte. A forma como ele atacava a nota era rebelde, era sexy, poderosa.”

“Eu sou um fã, e essa é minha conexão com a audiência. Eu tenho sorte de estar aqui. Quero dizer, o Queen não era ótimo? Ouça, eles ainda são.”

. . .

Carta do editor
Eu vi Brian May tocar uma vez em um campo atrás do pub “King’s Arm”, em All Cannings, um lugar não muito longe de onde vivo em Wiltshire. May foi ao palco para o show de caridade com a cantora Kerry Ellis, e tocou algumas baladas acústicas com ela, antes de tocar alguns hits do Queen com a banda de apoio local. A parceria com Ellis foi inesperada, mas inspirou. A notícia de que o Queen está em turnê com Adam Lambert é menos surpreendente, mas igualmente sábia. O astrofísico May reconhece uma estrela quando vê uma.
- Jon Stock, Editor

Autoria do Post: Graça Vilar
Tradução: Carolina Martins C.
Fonte: Adam Lambert TV



Birmingham Mail: “Uma olhada no novo vocalista do Queen, Adam Lambert”

By in janeiro 14, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas

O site Birmingham Mail da Inglaterra, publicou um “guia sobre o extravagante novo vocalista do Queen, Adam Lambert”, já que no próximo dia 23 de Janeiro, Adam e Queen realizarão um show na cidade de Birmingham. Confira:

Uma olhada no novo vocalista do Queen, Adam Lambert

O Queen fará um show na Barclaycard Arena dia 23 de janeiro.

O line up atual ainda inclui Brian May e Roger Taylor com o tecladista de longa data Spike Edney, o baixista Neil Fairclough e o percursionista Rufus Taylor (filho de Roger). A banda disse que após as performances ao vivo, há uma chance de que um novo material seja gravado. Isso precisa de alguém para preencher o espaço deixado por Freddie Mercury e pode-se argumentar que ninguém está apto para a tarefa.

Anteriormente, o Queen fez uma turnê com Paul Rodgers com muitos expressando seu desapontamento com o produto final. Adam Lambert foi escolhido a dedo por May e Taylor para cantar com a banda dessa vez.

Aqui está nosso guia para o extravagante novo vocalista do Queen.

1. Ele foi um finalista no American Idol
Adam Lambert ganhou uma reputação de um artista extravagante com talento de verdade graças à sua participação no American Idol em 2009. Ele interpretou músicas do Muse e depois, ele e o ganhador, Kris Allen, apresentaram “We Are The Champions” com May e Taylor.

2. Ele ganhou Brian May com sua audição original
A maioria das pessoas escolhe algo familiar e seguro para sua audição no American Idol ou no The X Factor. Adam Lambert decidiu se arriscar quando interpretou “Bohemian Rhapsody”. Brian May admitiu depois que ele considerou Adam Lambert como um cantor para o Queen desde então.

3. Seu álbum de estreia contém uma faixa escrita pelo Muse
Lambert ganhou alguns fãs chave em sua passagem pelo American Idol, e entre eles havia Matthew Bellamy, do Muse. Ele lhe deu uma música que era destinada para um álbum do Muse, chamada “Soaked”, para seu álbum de estreia, que também teve faixas de Pink e Lady Gaga.

4. Ele deixou sua gravadora, RCA, porque não queria fazer um álbum de covers
Ele mandou uma carta ao The Hollywood Reporter em Julho de 2013 dizendo que estava deixando sua gravadora devido à diferenças criativas. Eles queriam que ele fizesse um álbum de covers mas ele resistiu, dizendo que seu coração está em seu novo material.

5. Seus shows com o Queen receberam reviews fortes
Quase universalmente, seus shows com o Queen foram elogiados. Apesar de Mercury ser um talento insubstituível, Lambert foi elogiado por se apresentar com um espírito parecido, e não tentando imitar. A química entre os artistas também foi notada, algo que May chamou de “orgânico”.

6. Ele é o primeiro artista abertamente gay a chegar ao topo dos álbuns na Billboard
Com seu segundo álbum, “Trespassing”, Lambert se tornou o primeiro artista abertamente gay a ficar em primeiro lugar nao Top 200 de álbuns da Billboard. Seu trabalho o tornou uma figura importante na comunidade LGBT.

Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Carolina Martins C.
Fontes: Adam Lambert TV, Brian May e Birmingham Mail



AUSPOP: Adam Lambert na seção “Bola de Cristal Pop”

By in janeiro 13, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Notícias

O blog AUSPOP, da Austrália, publicou algumas previsões para 2015 na música, em sua seção “Bola de Cristal Pop”, e Adam Lambert é citado. Confiram abaixo o que o site publicou:

• ADAM LAMBERT

Qualquer um que viu Adam Lambert no papel de vocalista do Queen em sua turnê australiana no ano passado sabe que o homem é um superstar. E depois de estender o dedo médio para sua antiga gravadora por tentar convencê-lo a liderar um álbum de covers, ele está voando livre com o super compositor sueco Max Martin, preparando o lançamento de um novo álbum solo. Ele ainda está em turnê por toda a Europa com o Queen pelo primeiro par de meses do ano, de modo que, presumivelmente, ele vai deixar qualquer promoção ou single de lado enquanto está envolvido nesse trabalho, mas os três anos de espera dos Glamberts por um novo material parecem estar quase no fim.

Se quiser ver os outros artistas citados pelo blog, diretamente no site, clique aqui.

Autoria do Post: Graça vilar
Fonte: AUSPOP



Get Me In: “Top 5 das Melhores Bandas em Turnê em 2015″

By in janeiro 13, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert

O site Get Me In, afiliado ao Ticketmaster, publicou seu “Top 5 das Melhores Bandas em Turnê em 2015″, e Queen + Adam Lambert aparecem na posição #1. Confiram a tradução da publicação abaixo:

1. Queen + Adam Lambert

Eles são as lendas do rock e, com a adição do aclamado Adam Lambert, esta é uma turnê para não se perder. Eles empolgaram a todos durante o show da véspera de Ano Novo em Londres, visto por 12 milhões de pessoas, unidos em sintonia para assistir. Enquanto isso, os céticos foram silenciados, com Adam Lambert se tornando o termo mais procurado no Google.

Você vai ficar com a voz rouca depois de cantar junto com eles todos aqueles hits – “We Will Rock You”, “Radio Gaga”, “I Want To Break Free”… a lista é longa! Veja Lambert, Brain May e Roger Taylor, em Janeiro e Fevereiro.

Autoria do Post: Graça Vilar
Fontes: Adam Lambert TV e Get Me In



Classic Rock: VOTE Queen + Adam Lambert para “Turnê do Ano” de 2014

By in janeiro 12, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Prêmio, Queen + Adam Lambert, Votação

Queen + Adam Lambert estão indicados ao prêmio “Tour of the Year” (Turnê do Ano), na 4ª edição do Ultimate Classic Rock, ao lado de Aerosmith/Slash, Judas Priest/Steel Panther, Kiss/ Def Leppard, Paul McCartney, Rolling Stones e outros.

Confira abaixo o que o site comentou sobre a indicação de Queen + Adam Lambert:

Queen Adam Lambert
 
Depois de anos de datas e shows isolados na Europa, Queen + Adam Lambert finalmente trouxeram sua experiência ao vivo para a América do Norte. No verão passado, eles fizeram 19 shows em 18 cidades dos EUA e Canadá, ao longo de um mês. Eles terminaram 2014 apresentando o show de véspera de Ano Novo, em alto nível, em Westminster Central Hall, em Londres, que foi ao ar pela BBC.

Para votar, clique aqui. Você pode votar a cada 1 hora, portanto, vamos fazer a nossa parte. Vamos manter Adam na grande dianteira em que ele se encontra no momento desta postagem, com 48,37 dos votos, contra o melhor classificado, Foreigner/Styx/Don Felder, que tem 26,27 dos votos.

Vamos lá Glamberts! Toda votação é importante!

Autoria do Post: Graça Vilar
Fontes: Adam Lambert TV e Ultimate Classic Rock



Billboard: “Marry The Night” com Adam Lambert entre as 8 Grandes Performances da Temporada

By in janeiro 12, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Glee

O site da Billboard fez uma compilação das “8 grandes performances da Temporada 5 de Glee”, e Adam Lambert está na lista por sua performance do cover de “Marry The Night”. Adam aparece no número #5, e o site esclarece que “são algumas das nossas performances surpreendentes e emocionantes favoritas – em nenhuma ordem particular.”

A maioria dos vídeos de “Marry The Night”, com Adam Lambert, foram retirados da rede ou estão bloqueados. Caso queira ver a performance de Adam, clique aqui, e assista ao vídeo da Vimeo, com legendas em espanhol.

Autoria do Post: Graça Vilar
Fonte: Adam Lambert TV



Entertainment Focus: Adam Lambert é o vencedor em 4 categorias

By in janeiro 12, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Votação

No final de 2014, o site Entertainment Focus lançou uma enquete para saber de seus leitores quais eram os seus favoritos em 15 categorias. Agora o site divulgou o resultado, com Adam Lambert sendo o vencedor de nada menos que QUATRO categorias. Confira abaixo:

Cantor Favorito
#1 Adam Lambert

Banda Favorita
#1 Queen + Adam Lambert

Ator de TV Favorito
#1 Adam Lambert (por Glee)

Homem mais Sexy
#1 Adam Lambert

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Autoria do Post: Graça Vilar
Fontes: Adam Lambert TV e Entertainment Focus



American Idol 14: Vídeos promocionais com participação de Adam Lambert

By in janeiro 11, 2015 • Filed in: American Idol, Artigos e Entrevistas, Vídeos

O American Idol está de volta, em sua temporada 14, e terá suas audições em Nova York na próxima quarta-feira (14), com um jurado convidado muito especial: Adam Lambert! Mas não se animem: Keith Urban estará de volta para as audições das outras cidades.

Confiram abaixo os vídeos promocionais da temporada 14 do American Idol, com a participação de Adam Lambert. No primeiro, Adam diz a um concorrente: “Você é o tipo de pessoa para quem esse show é feito.” e, no segundo, ele diz a outra concorrente: “Eu não sei se você já está pronta.” Ao que Jennifer retruca: “É um sim para mim!”:

Autoria do Post: Graça Vilar
Fontes: Adam Lambert TV e MJSBIGBLOG