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Whiplash: “‘Queen: Adam Lambert é o aniversariante do dia”

By in janeiro 29, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Mídia Brasil

Confira abaixo uma publicação do Whiplash, em honra ao 33º aniversário de Adam Lambert, publicada nesta quinta-feira (29) e baseada no artigo de Neil McCormick para o The Telegraph, publicado anteriormente aqui.

Queen: Adam Lambert é o aniversariante do dia

Hoje 29/01/2015, completa 33 anos o artista solo e também atual vocalista da lendária banda de rock, QUEEN.

Adam Mitchel Lambert (Indianápolis, 29 de janeiro de 1982) é um cantor, compositor e ator dos Estados Unidos. Lambert lançou seu primeiro disco, For Your Entertainment, em 23 de novembro de 2009, vendendo 198 mil cópias só na primeira semana. Em 15 de maio de 2012, Lambert lançou seu segundo álbum de inéditas, Trespassing, que estreou no primeiro lugar da lista Billboard 200, tornando-se o primeiro homem abertamente homossexual a conseguir este feito.

Ele foi criado em San Diego em um ambiente criativo e liberal, sempre cercado de muita música. Aos nove anos Lambert se envolveu com o teatro, foi quando se tornou evidente que cantar era sua força, ele teve lições de canto e estudou ópera. A partir dos 19 anos, ele estava fazendo uma carreira no teatro musical, se apresentando em produções como Hair, Brigadoon e Wicked. “Eu comecei a gostar menos da ideia de estar no palco oito vezes por semana fazendo a mesma coisa, de novo e de novo. Eu queria mais espontaneidade, impulsividade, mas os shows da Broadway estavam se tornando cada vez mais um negócio, algo rígido”.

Em Los Angeles, durante seus 20 anos, Lambert conhecia pequenas bandas indie com inclinação glam rock. “Bowie e Queen foi onde eu me aprofundei. A maneira como eles se apresentavam, a teatralidade, a androgenia, o exagero. Quando eu estava chegando havia várias garotas estrelas do pop explorando aquilo, mas quando eu fiz isso, meu delineador parecia deixar as pessoas desconfortáveis, vai entender.”

Lambert fez sua audição para o American Idol, quase como uma última cartada. “Eu já tinha 27 anos, eu sabia que o tempo estava passando e eu era abertamente gay. Eu pensei que o pior que podia acontecer era eu ganhar alguma notoriedade e dar uma alavancada na minha carreira no teatro”.

Lambert terminou como vice-campeão, perdendo para Kris Allen. “Essa exposição era o que eu precisava, um lugar em que um produtor executivo poderia olhar pra mim e pensar, ok, ele é alguém com quem podemos trabalhar.”

Foi o primeiro artista abertamente gay a ter um álbum ocupando a primeira posição na lista da Billboard (“Trespassing” em 2012), mesmo com a presença de várias figuras pop como Liberace, Johnny Mathis, Elton John, Boy George, George Michael e, de fato, Mercury.
“Freddie se vestia com muito couro em uma banda chamada Queen” observa Lambert. “Era como se as pessoas não quisessem ouvir e elas, com certeza, não falavam sobre isso. Hoje, nos Estados Unidos, a mídia é obcecada com o gay. Minha sexualidade precede tudo que eu faço. Não é fácil passar por isso. Você quer ser aberto e fazer sua comunidade orgulhosa, mas ao mesmo tempo não quer se indispor com todos os outros”.

Sua colaboração com o Queen tem dado a ele uma plataforma global e será interessante ver como executar esse extenso catálogo noite após noite moldará seu próximo álbum. “Queen não é como a música pop atual, é uma emoção atemporal e universal e é por isso que suas músicas perduram. Eles entraram em quase todos os gêneros. Nós estamos fazendo canções de rock e blues, é como um show de variedades, é um grande desafio para um cantor.”

Lambert tinha apenas nove anos quando Mercury morreu. Ele descobriu a banda através da coleção de discos do seu pai. “Todo mundo conhece alguma coisa do Queen, você os ouve em eventos esportivos nos estádios. Meu pai me ajudou a fazer a conexão entre a música e as pessoas que a faziam”. Ele já era um fã quando teve a chance de cantar “We Are The Champions” com May e Taylor durante a final do American Idol em 2009.

“Eu estava me beliscando. Esses caras fazem parte da era de ouro do rock, você vê suas fotos em livros e revistas, e então de repente eles estão no camarim ao lado.”

Eles se deram tão bem que o Queen convidou Lambert para se juntar a eles em um show de 15 minutos no MTV Europe Music Awards, em 2011. “Eu cometi o erro de ler alguns comentários online depois, e nossa, alguns fãs do Queen foram bem cruéis. Eu pensei, não posso me prender a isso”. Quando foi proposto que eles se juntassem para alguns shows em 2012, ele disse “Eu sabia que seria uma subida íngreme toda noite, um grande desafio pessoal e profissional”. Eles fizeram seis shows na Rússia e no Reino Unido. “Eu estava nas nuvens, era assim que estava me sentindo”.

Mas quando eles se reuniram novamente para a turnê americana no último ano, algo se encaixou. “Eu percebi que não adiantava me sentir intimidado porque nós estávamos nessa juntos. Eu tinha feito minha lição de casa. Eu li toda a biografia, assisti todos os documentários, escutei todos os álbuns. É como se essas músicas fizessem parte do meu sangue agora. Eu não precisava pensar sobre elas, apenas fazer. Você deixa seu instinto assumir e é quando as coisas se tornam interessantes.”

Lambert possui grande alcance vocal e controle. “Ele é um cantor muito ousado”, diz May. “Ele atinge notas que nem parece que podem ser alcançadas”. Apesar disso, ele não é tão conhecido no Reino Unido. O American Idol fez dele um nome familiar nos Estados Unidos, onde ele tem dois álbuns de sucesso, ainda que não tenha alcançado o sucesso que corresponda ao seu talento. “Eu não acho que a música pop é sobre quão alto você consegue cantar” diz Lambert. “Eu tenho aprendido bastante nesses últimos cinco anos. Não é sobre sua técnica. É sobre: Você é legal? Você é simpático? Você é interessante? Existe algo em você que prende as pessoas? E, oh, você consegue cantar? Que bom.”

Charmoso, falante, bem-humorado. Lambert se comporta de forma natural, vestindo sua sexualidade facilmente. “Veja, eu estou fora do armário desde os 18 anos e eu não estou voltando pra lá”, ele me assegurou.

“Meu apelido para ele é Camp Elvis”, diz Taylor “Sua presença e carisma me lembra Presley de tantas maneiras, o olhar, a presunção, sua atitude abertamente sexual. Ele é absolutamente cintilante no palco, uma voz em um milhão, e o mesmo aconteceu com Freddie. Há algumas semelhanças assustadoras, especialmente socialmente, como um homem gay cheio de humor e ousadia. Tem momentos nos bastidores que parece que nada nunca mudou.”

Bandas de rock parecem não desaparecer mais. Contanto que tenha pelo menos um membro ainda vivo (e às vezes nem isso) eles encontram formas criativas de manterem o show na estrada, com telas de vídeos, hologramas ou um substituto. Entre 2004 e 2009 Queen teve a colaboração da estrela do rock e soul Paul Rodgers. Esse último empreendimento está mais próximo do espírito impetuoso da banda em seus dias de glória. May se diz muito satisfeito com Lambert ser capaz de cantar todas as músicas em seu tom original, acrescentando que “era difícil até mesmo para Freddie”.

“Quando Freddie morreu, nós achamos que seria o fim” admitiu Taylor. “Mas novos desafios surgiram e talvez, você pensa, ainda há mais vida”. O baixista original do Queen, John Deacon, deixou a banda (e a carreira na música) após a conclusão do álbum póstumo “Made In Heaven” em 1995. “É escolha de todos se aposentar” observa Taylor. “Mas desistir da vida a esse ponto, eu estava incomodado, tenho trabalhado com isso por tantos anos, é quem eu sou”.

“Nós não queríamos ser apenas uma banda de tributo”, disse May. “Nós construímos o Queen, nós vivemos e respiramos isso, era parte de nós. Nós ainda sentíamos que Freddie estaria conosco porque sua música, sua personalidade, sempre estaria conosco no palco”.

“Ele faz parte do nosso papel de parede mental, o que pode ser um pouco amargo”, diz Taylor. “Eu acho que levei cinco anos para me acostumar com o fato de que ele tinha ido embora. Mas o fato é que ele não está aqui, mas nós estamos o celebrando e o saudando e não é piegas em nada. Eu acho que ele teria aprovado. E eu sei que ele teria gostado do Adam.”

“Freddie e Adam tinham atitudes semelhantes quanto à vida”, concorda May “um senso de humor, trejeitos e leveza. Queen tem um lado sério, mas um pouco de humor é o que mantém todos sãos”.

“Cantando suas músicas todas as noites, eu me sinto mais próximo de Freddie”, diz Lambert. “Eu gostaria de ter o seu tom mais pesado. Ele fumava como uma chaminé e tinha aquela voz forte. A maneira como ele atacava as notas, era incrível, sexy, poderoso. Eu sou um fã, e essa é minha conexão com o público. Eu me sinto sortudo por estar lá. Quer dizer, esse não era o grande Queen? Bem, eles ainda são”.

“Adam é um fenômeno” disse May sobre o vocalista quando o viu pela primeira no American Idol. “Nós não estávamos procurando por outro cantor, mas ele é como um presente de Deus. Ele tem essa habilidade técnica que vai além das habilidades dos 99.9% odos utros cantores no mundo. Você vê isso e não pode deixar de pensar ‘o que aconteceria se abrirmos essa caixa novamente?’”

Autoria do Post: Elisa Ferrari
Fonte: Whiplash

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Billboard parabeniza Adam Lambert com Homenagem: As 5 Maiores Performances

By in janeiro 29, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas

Adam Lambert comparece ao “American Idol 14″ no New York Marriott Brooklyn Bridge, dia 17 de Setembro de 2014 / Foto por Brad Barket

Feliz Aniversário, Adam Lambert!

O vice-campeão do American Idol e vocalista do Queen completou 33 anos hoje. Seu próximo ano está recheado de razões para os fãs ficarem animados: seu próximo álbum solo, produzido por Max Martin e Shellback, é esperado para lançamento neste verão com seu primeiro single para abril.

“Eu acho que as pessoas ficarão muito surpresas”, disse Lambert anteriormente para a Billboard. “Este álbum será como uma nova era para mim – emocionalmente, liricamente, sonoramente. É uma sensação fresca, nova. Ainda sou eu, ainda é coisa que os fãs conhecem e amam, mas é, com certeza, um novo capítulo…”

Antes de começarmos este novo capítulo, vamos recapitular as nossas cinco performances favoritas de Lambert, em honra a seu aniversário. Qual delas é a sua favorita?

1. Mad World
Sua apresentação mais famosa do Idol lhe rendeu um aplauso em pé de Simon Cowell – e a música ainda entrou para o EP ao vivo do American Idol.

2. Medley do David Bowie, turnê do Idol
Não é surpresa nenhuma que Lambert arrasa nos sucessos desse glam rocker.

3. “For Your Entertainment”
Na véspera da estreia de seu primeiro álbum, Lambert virou manchete com essa performance sexy, arriscada e inesquecível em seu primeiro American Music Awards.

4. “Stay”
Entre seu cover no Glee de “Marry The Night” e esse maravilhoso cover da Rihanna, o cara é “profissa” em cantar músicas que já conhecemos e dar a elas um toque único.

5. “Bohemian Rhapsody”
As raízes entre Lambert e o Queen são profundas: ele cantou “Bohemian Rhapsody” em sua audição para o American Idol e agora está em turnê como o vocalista da banda. Acima está a razão pela qual os fãs amam essa dupla poderosíssima.

E quais são as suas performances favoritas?

Autoria do Post: Elisa Ferrari
Fonte: @Billboard



Confiram os scans da versão italiana da Revista Classic Rock

By in janeiro 28, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Revistas, Scans

Já havíamos publicado aqui, a capa da versão italiana da revista Classic Rock. Confiram abaixo os scans das páginas do artigo sobre Queen e Adam Lambert:

Clique nas imagens acima para visualizá-las em tamanho maior.

Autoria do Post: Graça Vilar
Fontes: Adam Lambert TV e Adam Lambert Help



Adam Lambert aparece em artigo na edição de 24/01 da Revista Billboard

By in janeiro 27, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Revistas, Scans

Mais uma vez Adam Lambert é citado na Billboard Magazine, desta vez na edição de 24 de Janeiro. Confiram abaixo o scan e a respectiva tradução do artigo onde Adam é citado:

Anatomia de uma assinatura: Adam Lambert

O vice-campeão do American Idol firma contrato com a Warner Bros

Quando Adam Lambert trabalhou com os compositores e produtores suecos Max Martin e Shellback, pela primeira vez, meses depois da quase vitória no Idol, a colaboração gerou dois hits, “Whataya Want From Me”, que chegou ao 10º lugar na Billboard Hot 100, e “If I Had You”, que passou 20 semanas nas paradas, chegando ao 30º lugar. Quatro anos depois, Lambert estava em Estocolmo, sem gravadora, mas inspirado. O trio continuou de onde parou, com Martin e Shellback se oferecendo para serem produtores executivos do próximo lançamento do artista de 32 anos, o primeiro de seu contrato com a Warner Bros.

Lambert “Eu deixei a RCA por diferenças criativas – eu não senti que nós queríamos as mesmas coisas para o próximo capítulo. Eu marquei um encontro com Max Martin e Shellback. Nós começamos a falar sobre a vida, política, moda, tudo… e eu pedi ajuda a eles.”

Martin “Shellback e eu percebemos, pela primeira vez, em 2009, que um talento como o de Adam Lambert não aparece muito frequentemente. Nós torcemos para que nossos caminhos se cruzassem novamente. Então quando Adam veio até nós com uma nova oportunidade de trabalharmos juntos, nós aceitamos e até sugerimos uma relação mais profunda em que teríamos a chance de realmente ajudar o Adam a definir a música do álbum. Essa foi uma grande jornada.”

Cameron Strang, CEO, Warner Bros. “Nós somos grandes fãs de Adam, e também grandes fãs de sua equipe de gestão, Steve Jensen, Martin Kirkup e Bradford Cobb. Entre essas duas coisas e a parceria formada com Max e Shellback, com quem trabalhamos muito, nós achamos que esse seria um time incrível, se nos alinharmos”.

Para melhor visualização, caso queira ver a publicação diretamente na Billboard Magazine, clique aqui, e você também poderá navegar pelas demais páginas da revista.

Autoria do Post: Graça Vilar
Tradução: Carolina Martins C.
Fontes: Adam Lambert TV e MAGASTACK (Billboard)



Reação dos fãs à Review do Show de Queen + Adam Lambert em Manchester (Reino Unido) – 21/01

By in janeiro 27, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert

O site Manchester Evening News publicou uma review sobre o Show de Queen + Adam Lambert, em Manchester (Reino Unido) em 21/01, cuja tradução já havíamos postado aqui. A review foi muito elogiada, e o próprio site publicou a reação dos fãs nos comentários gerados pelos leitores. Confiram abaixo os comentários compilados:

Comentários no site da Manchester Evening News:

Sobre Adam Lambert:

tapastwo: “Quando Freddie morreu, pareceu pra mim que Queen tinha morrido com ele. Queen tinha Freddie, com sua icônica voz e maneirismo. Levou um longo tempo para que o Queen pudesse encontrar um vocalista que soasse parecido com Freddie e, tendo escutado algumas apresentações, vejo que é mesmo hora para que o Queen faça mais uma turnê. Claro que Freddie é um ícone insubstituível, mas como ele mesmo disse: ‘o show deve continuar’.”

Glamberts!: “Show fabuloso. Adam tem esse incrível alcance vocal, se encaixa totalmente no Queen!”

Hep: “Quando eu vi Adam pela primeira vez, fazendo sua audição para o American Idol, eu pensei, há algo grandioso nele e tudo que ele tem que fazer é aceitar isso. E é isso que estamos testemunhando hoje, ele sendo grandioso. Obrigado Reino Unido, por redescobrir Adam para nós e para o mundo.”

Sarah: “Fantástico, um bom desempenho de todos e também muito comovente, um grande tributo para um dos melhores vocalistas de todos os tempos. Adam foi ótimo como ele mesmo, um verdadeiro showman. Brian e Roger, vocês denotaram!!!!!”

Glamity58: “Ninguém nunca mais irá comparar Lambert com Queen. Eu amei os shows. Eu vi nos Estados Unidos. Eu sou tão orgulhosa das pessoas por todo o mundo que são mentes abertas sobre essa colaboração, e percebem que Adam está apenas honrando Freddie e não o imitando. Eu tenho certeza que nenhum membro do Queen precisa de dinheiro, mas John Deacon e familiares de Freddie devem estar se beneficiando desses shows. É um ganho para todo mundo.”

Ruth: “Eu ouvi todo o show via stream. Parece que a cada show os vocais de Adam se tornam melhores. Mas, por alguma razão, essa noite eu fiquei ainda mais encantada com as baladas, especialmente ‘Save Me’. Ele canta com tanta emoção e eu soluçava pela primeira vez depois de um bom tempo. Os vocais de Adam são inigualáveis. Também gostei das incríveis habilidades de Brian na guitarra e a batalha de bateria entre Roger e seu filho. Não sei como algumas pessoas podem achar essas partes meio chatas, eu as amo. Obrigada pelo excelente texto.”

Sobre o show como um todo:

Lory: “Outro show incrível, mestres da música. Musica icônica, incrível vocalista. Um show que levantou a moral para todos os shows de rock.”

Cadlefly: “O maior show da terra, isso mesmo que eu disse… Que banda, que vocalista, que espetáculo.”

6plus12: “Muito obrigada pela maravilhosa review, escutei o livestream e os aplausos do público – simplesmente lindo – longa vida ao Queen e QAL.”

Mas seria errado não incluir alguns comentários negativos. Parece que nem todos embarcaram na ideia do Queen e seu novo vocalista:

Sean S: “Show cheio de fãs que só conhecem os maiores hits. Eu fui em Genesis em 2007. Tudo do mesmo jeito. Mulheres em seus vestidos de festa levantando para ir ao banheiro todo o tempo. Só ficavam paradas quando tocavam ‘Invisible Touch’.”

Andy Smith: (sic) “Então um competidor de reality show é o novo vocalista do Queen, (bem, Roger e Brian), esse é um dia triste. Eu vi o show no ano novo e não fiquei impressionado. Eu tive sorte suficiente para vê-los em 1977 e 1978.”


Comentários na página do Facebook da Manchester Evening News:

Sobre Adam Lambert:

Blanshard Smith: “Eu fui ver Adam Lambert quando ele se apresentou na Manchester Academy e ele é simplesmente excelente. Um verdadeiro talento que merece todo o reconhecimento nesse país. Talvez essa apresentação com o Queen na última noite dará isso a ele.”

Tracey Smith: “Noite fantástica! Amei Adam Lambert, uma das melhores vozes que você irá ouvir ao vivo. Amei cada minuto!!!”

Liz Cook: “Noite brilhante, todos tiveram seu momento de destaque, incluindo Freddie. Adam não tentou ser como Freddie, ele tem sua própria voz e carisma. Roger Taylor deve estar muito orgulhoso do seu filho, que talento incrível o jovem baterista tem. Amei cada minuto disso tudo.”

Sobre o show como um todo:

Alex Grocott: “Isto foi absolutamente brilhante. Adam realmente pode cantar e ele nem precisa se esforçar muito para isso, ele parece bem humilde dividindo o palco com essas lendas. Os vídeos de Freddie são bons também. Acredito na afirmação que ‘Adam nunca será Freddie’, mas, gente, ele não está tentando. Adorei as partes instrumentais, mas eu tenho que me desculpar com Brian, eu tive que ir ao banheiro enquanto ele estava fazendo sua apresentação. Noite incrível, nenhum suporte foi preciso e a lista continua…”

Richard Beddow: “Show absolutamente incrível. Um dos melhores que eu já vi nessa Arena. Cara, Adam sabe cantar.”

Karen Jackson: “O mais caro que já paguei nessa arena, com uma banda sem show de abertura. Mas valeu cada centavo. Clássico.”

Joana Thornicroft: “Foi incrível, ainda estou nas nuvens essa manhã. Amei muito tudo isso.”

Autoria do Post: Graça Vilar
Tradução: Gisele Duarte
Fontes: Adam Lambert TV e Manchester Evening News



Capa da versão italiana da Revista Classic Rock é divulgada

By in janeiro 26, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert, Revistas

Conforme postamos aqui e aqui, Queen e Adam Lambert são capa e entrevistados pela revista Classic Rock, para a edição de 15 de Fevereiro.

Confiram abaixo agora, a capa da versão italiana da revista, que, aparentemente, deverá estar nas bancas nos próximos dias:

Autoria do Post: Graça Vilar
Fonte: @LAMBERTLUST



Queen + Adam Lambert são capa e 4 páginas da Revista Metal Hammer da Polônia

By in janeiro 25, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert, Revistas, Scans

Queen + Adam Lambert são capa (ver acima) de mais quatro páginas na Revista Metal Hammer, da Polônia. Confiram os scans abaixo:

Assim que tivermos a tradução do artigo, estaremos publicando aqui, no nosso site.

Autoria do Post: Graça Vilar
Fontes: Adam Lambert TV e @LAMBERTLUST



Inquisitr: Adam Lambert é coroado o novo rei do Queen

By in janeiro 23, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert

Adam Lambert é coroado o novo rei do Queen

Desde sua apresentação especial com o Queen na noite do ano novo, fãs de música e críticos mantiveram um olhar atento em Adam Lambert. O desempenho da banda no “Big Ben Live” foi o assunto do momento e a performance de Lambert foi saudada como a joia da coroa. Várias reportagens no Inquisitr têm destacado como as apresentações de Adam têm sido bem recebidas desde que a turnê europeia começou na Inglaterra.

Depois dos shows em Glasgow, Newcastle e Londres os elogios a banda, em geral, e a Adam, em particular, têm sido elevados a outro nível.

Após o fim de semana de shows em Londres na O2 Arena, o Evening Standart consagrou os shows como “uma máquina de rock com armas flamejantes.”

Surpreendentemente, o Evening Stantard também disse que Lambert era “o cara que usava unhas pretas e calças xadrez sem perder a dignidade”. O poder de Lambert, afirmam, é que ele consegue entender o poder, a comicidade e a estranheza do Queen.

O The Telegraph disse que “a juventude e energia de Lambert deu ao Queen o estímulo que eles tanto precisavam desde que Freddie morreu. Sem a pretensão de substituir Freddie, Adam trouxe de volta o deslumbrante carisma e o estilo para a banda”.

Lambert é muito mais conhecido nos Estados Unidos do que no Reino Unido. Sua participação no American Idol, onde Simon Cowell era jurado, e seus dois álbuns de enorme sucesso, provam que Adam não é estranho para os fãs de música nos Estados Unidos. Uma grande parte dos fãs do Queen no Reino Unido, porém, possuem a visão de que não há Queen sem Freddie Mercury, mas parece que Adam vem conquistando até mesmo os mais céticos.

Existem, naturalmente, semelhanças entre Freddie e Adam. Ambos eram gays, extravagantes, teatrais e, sobretudo, um showman. Lambert já conquistou o público por ser fiel ao espírito de Freddie sem tentar copiá-lo. Ele também tem sido muito humilde e mostrado sua admiração por Freddie. O The Express revela que no palco da Arena O2 em Londres, Adam prestou sua homenagem a Freddie dizendo “Eu o amo tanto quanto vocês”. Lambert já tinha demonstrado seu nervosismo sobre se apresentar com o Queen com medo que as pessoas pensassem que ele estava tentando tomar o lugar de Freddie.

Adam disse que “é uma honra estar nesse palco cantando as músicas que Freddie ajudou a escrever e torná-las famosas. Eu entrei com cautela e quis ter certeza que eu estava conectado e apaixonado pela imagem original da banda.”

A humildade e compreensão de Adam, combinada com sua voz verdadeiramente notável, está sendo capaz de ganhar até os mais céticos. O The Telepraph diz “o talento de 32 anos é impressionante, com alcance, clareza e harmonia é o que o faz ser um dos maiores vocalistas do mundo”. Grandes elogios, mas os melhores comentários vem dos homens que mais interessam.

Brian May descreveu Adam Lambert como “um presente de Deus”.

E para qualquer um que ainda tenha dúvidas a palavra final é de Roger Taylor que, simplesmente, disse “Eu acho que Freddie seria seu fã número um. Ele amaria qualquer um que pudesse cantar assim”.

Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Gisele Duarte
Fontes: @MRSLAMBERTLUST e Inquisitr



Colunista social do Reino Unido fala sobre Queen + Adam Lambert

By in janeiro 23, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert

O colunista social e apresentador Darren Milby, do Reino Unido, publicou no site The Visitor suas impressões sobre a apresentação de Queen + Adam Lambert, após assistir, pela TV, o show da véspera de ano novo realizado em Londres (Inglaterra) em 31/12/2014. Confiram o interessante texto abaixo:

Todo mundo adora o Queen. Eles têm tantos destaques – “Bohemian Rhapsody” nos anos 70, o Live Aid, nos anos 80, que por 30 anos as pessoas ainda continuam falando sobre isso.

Na época, eles eram a maior banda do mundo. Eles têm uma lista tão notável de sucessos, e eu tenho certeza de que todo mundo é dono de pelo menos um álbum do Queen.

Desde que perderam Freddie em 1991, Bryan May e Roger Taylor parecem ter ficado no limbo. O baixista John Deacon se aposentou, mas como tantos roqueiros, Bryan e Roger lutaram para estar em evidência. Cada um tentou vários projetos solo ao longo dos anos, mas eles sempre se dão melhor se apresentando como Queen.

Contra as expectativas, no ano passado o Queen anunciou sua primeira turnê americana em anos e já trouxe o show para o Reino Unido e a Europa. O ex-concorrente do American Idol Adam Lambert é quem está nos vocais.

Eu sou um fã do Queen, mas para ser totalmente honesto, eu estava totalmente descrente quando ouvi sobre a turnê. Devo admitir que eu era da opinião de que o Queen nunca poderia fazer nada de bom sem Freddie, então por que me preocupar? Então, na véspera do Ano Novo, os meus planos foram cancelados no último minuto e eu acabei ficando para vê-los.

Adam Lambert e o Queen estavam fazendo um show ao vivo transmitido pela TV e eu fiquei encantado. Esse cara pode cantar. E que incrível gama vocal! Eu dei uma olhada sobre as mídias sociais e houve um alvoroço muito grande sobre o show. Bryan e Roger ainda tem “it” e Adam faz um trabalho sensacional de trazer essas músicas clássicas de volta à vida.

O trio é entrevistado na última edição da revista Classic Rock, onde Brian May e Roger Taylor falam muito de Adam Lambert.

Lambert tem uma voz sensacional com uma vasta gama. Bryan May disse: “Adam é a primeira pessoa que encontramos que pode fazer todo o catálogo do Queen sem piscar. Ele é um presente de Deus.”

Freddie Mercury aparece no show. Ele está na tela, se apresentando ao lado do atual membro da banda durante “Bohemian Rhapsody”.

Autoria do Post e Tradução: Graça Vilar
Fontes: Adam Lambert TV e The Visitor



Express: Um cantor que combina com o Queen: Adam Lambert

By in janeiro 22, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert

Confira abaixo um artigo publicado pela Express sobre “a fenomenal combinação Queen + Adam Lambert“.

Um cantor que combina com o Queen: Adam Lambert preenche o espaço deixado por Freddie Mercury

Quase um quarto de século depois da morte de Freddie Merucry, seus companheiros de banda, Roger Taylor e Brian May, acharam um sucessor em Adam Lambert.

Quando Adam Lambert cantou “Bohemian Rhapsody”, do Queen, para os jurados de talento Simon Cowell e Paula Abdul durante sua audição para o American Idol em 2009, ele nunca poderia imaginar que um dia faria parte da lendária banda.

Mas seis anos depois, o cantor de 32 anos, que terminou como finalista na versão americana de Cowell do The X Factor, está conquistando fãs e críticos enquanto o Queen reformado está em turnê, com ele como o novo vocalista, acompanhado dos membros originais da banda, Brian May na guitarra e Roger Taylor na bateria.

Nomeado Queen + Adam Lambert, eles silenciaram até os puristas que declararam que sem Freddie Mercury não pode haver Queen. Sábado passado, após 31 shows em turnê, Lambert tomou o palco com eles na O2 Arena em Londres, e deu à audiência sua própria marca de extravagância e exuberância.

E sem tentar imitar o cantor lendário.

Lambert tinha apenas nove anos quando Freddie morreu em 1991 por causa de pneumonia relacionada à Aids, mas ele se tornou um grande fã do Queen. No palco na O2, ele foi o primeiro a homenageá-lo dizendo à plateia: “Eu o amo tanto quanto vocês.”

Em uma entrevista à uma rádio americana no último mês de novembro, Lambert revelou seu medo de performar com o Queen e alguém achar que ele está tentando substituir Freddie.

Se referindo às datas da turnê que fez com o Queen no verão passado, ele disse: “Eu estava me beliscando toda hora. Essa é uma banda de rock icônica. É uma honra estar aqui cantando as músicas que Freddie ajudou a escrever e torná-las famosas. E nós lotamos essas arenas. Foi incrível, havia milhares de pessoas. Eu sabia que esse era um solo sagrado. Eu fui com cuidado e respeito, e deixei claro que também amo a imagem original dessa banda.”

Com uma voz descrita por muitos como tecnicamente brilhante, Lambert “roubou o show”. Mas ele já performa há muito tempo. Antes de aparecer no American Idol, ele participava de teatros musicais e em hits da Broadway como Wicked.

Sua rota com o Queen começou décadas antes quando ele estava crescendo em San Diego, Califórnia, e entrou no Children’s Theatre Network com oito anos de idade. “Meus pais me colocaram lá porque eu era hiperativo e fazia muito barulho. Eles tinham que achar uma saída para mim,” ele disse.

Graças à Simon Cowell, na final do programa de talentos da TV, ele pode performar no palco com o Queen pela primeira vez. É impossível imaginar qual foi sua reação três anos depois quando May e Taylor o anunciaram como o novo vocalista do Queen para alguns shows.

Os céticos enlouqueceram – como alguém poderia substituir Mercury? Mas essa não era a intenção da banda. Taylor explicou: “Depois que Freddie morreu, Brian e eu pensamos que havia acabado, mas isso continuava voltando. Nós tínhamos o musical e a música do Queen continuava viva.”

“Agora acabamos de fazer uma grande turnê na América. Adam Lambert é magnífico e se encaixa muito bem. Ele é bem teatral. Nós o conhecemos através do American Idol. Nos pediram para apresentar “We Are The Champions” com ele e o outro finalista. Nós nos demos muito bem e alguns anos depois nós o chamamos para fazer alguns shows conosco.”

Nesse ponto, Lambert já tinha dois álbuns provando que não é apenas alguém que teve sorte em um programa de talentos. Quando perguntado se havia alguma brincadeira rock ‘n’ roll durante a turnê, ele disse: “Roger ainda é um pouco mais festeiro que Brian, mas eles sabem se acalmar e nós nos divertimos muito.”

“Nós terminamos o show, saímos por trás, ainda suados e com um roupão, e nos dirigimos até um jato particular. Eu pensei, ‘Estão brincando… um jato particular?’ Nós entramos no jato, tomamos alguns copos de vinho e ríamos sobre o show e eles me contavam histórias. Essa era a era de ouro do rock.”

Novas datas da turnê no Reino Unido foram adicionadas, em Wembley, Sheffiled e Liverpool em fevereiro, devido à alta demanda.

Para qualquer um que ainda está cético em relação ao lugar de Lambert no palco com o Queen, apesar das críticas sensacionais, Roger Taylor tem a palavra final: “Acho que Freddie seria seu fã número 1. Ele amaria qualquer um que consiga cantar desse jeito.”

Não é uma banda tributo como alguns temiam com a adição de Adam Lambert – mas é um tributo à Freddie Mercury.

Até os fãs mais fanáticos do Queen não podem discutir isso.

Autoria do Post: Elisa Ferrari
Tradução: Carolina Martins C.
Fontes: Express e @Finnberts



The Telegraph: Adam Lambert: “Freddie é um mito, como posso viver com isso?”

By in janeiro 22, 2015 • Filed in: Artigos e Entrevistas, Queen + Adam Lambert

Confira um interessante artigo publicado pelo Jornal inglês The Telegraph, com declarações exclusivas de Adam Lambert, Brian May e Roger Taylor sobre suas experiências juntos no Queen.

Adam Lambert e Queen: “Freddie é um mito, como você vive com isso?”

A imagem e voz de Adam Lambert fazem dele um dos poucos artistas capazes de entrar no lugar de Freddie Mercury, diz Neil McCornick.

“Eu não sou Freddie” insiste o barbudo jovem americano, descansando em uma jaqueta preta e dourada, calças apertadas e botas de amarrar até o joelho. “Eu não estou tentando ser Freddie ou competir com Freddie. Mas eu sinto alguma similaridade, eu estou aproveitando essa oportunidade de fazer com que a música dele ganhe vida de novo”.

No primeiro dia de 2015 o termo mais procurado do Google no Reino Unido era “Adam Lambert”. Parece que o país inteiro tinha sido agitado por uma curiosidade coletiva sobre a identidade do cantor que deu as boas vindas ao ano novo com o Queen. Os foguetes explodiram, 12 milhões de expectadores balançavam ao som de “Bohemian Rhapsody” e “We Are The Champions” no BBC One.

Essa semana, a banda embarca para uma turnê em arenas, se apresentando para mais de 160.000 fãs por todo o continente. Isso é bem impressionante para uma banda cujo icônico vocalista, Freddie Mercury, faleceu 24 anos atrás. Então, quem é esse jovem pretensioso cantor que agita o microfone na frente do grisalho baterista de 65 anos, Roger Taylor, e dos cabelos crespos do guitarrista de 67 anos, Brian May?

“Adam é um fenômeno” disse May sobre o vocalista quando o viu pela primeira no American Idol. “Nós não estávamos procurando por outro cantor, mas ele é como um presente de Deus. Ele tem essa habilidade técnica que vai além das habilidades dos 99.9% odos utros cantores no mundo. Você vê isso e não pode deixar de pensar ‘o que aconteceria se abrirmos essa caixa novamente?’”

“Meu apelido para ele é Camp Elvis”, diz Taylor “Sua presença e carisma me lembra Presley de tantas maneiras, o olhar, a presunção, sua atitude abertamente sexual. Ele é absolutamente cintilante no palco, uma voz em um milhão, e o mesmo aconteceu com Freddie. Há algumas semelhanças assustadoras, especialmente socialmente, como um homem gay cheio de humor e ousadia. Tem momentos nos bastidores que parece que nada nunca mudou.”

“F**k yeah, eu tinha dúvidas! Foi realmente intimidante”, declarou Lambert, falando de sua primeira apresentação com a lendária banda de rock, “Freddie é como um mito, como viver com isso?”

Lambert tinha apenas nove anos quando Mercury morreu. Ele descobriu a banda através da coleção de discos do seu pai. “Todo mundo conhece alguma coisa do Queen, você os ouve em eventos esportivos nos estádios. Meu pai me ajudou a fazer a conexão entre a música e as pessoas que a faziam”. Ele já era um fã quando teve a chance de cantar “We Are The Champions” com May e Taylor durante a final do American Idol em 2009.

“Eu estava me beliscando. Esses caras fazem parte da era de ouro do rock, você vê suas fotos em livros e revistas, e então você de repente eles estão no camarim ao lado.”

Eles se deram tão bem que o Queen convidou Lambert para se juntar a eles em um show de 15 minutos no MTV Europe Music Awards, em 2011. “Eu cometi o erro de ler alguns comentários online depois, e nossa, alguns fãs do Queen foram bem cruéis. Eu pensei, não posso me prender a isso”. Quando foi proposto que eles se juntassem para alguns shows em 2012, ele disse “Eu sabia que seria uma subida íngreme toda noite, um grande desafio pessoal e profissional”. Eles fizeram seis shows na Rússia e no Reino Unido. “Eu estava nas nuvens, era assim que estava me sentindo”.

Mas quando eles se reuniram novamente para a turnê americana no último ano, algo se encaixou. “Eu percebi que não adiantava me sentir intimidado porque nós estávamos nessa juntos. Eu tinha feito minha lição de casa. Eu li toda a biografia, assisti todos os documentários, escutei todos os álbuns. É como se essas músicas fizessem parte do meu sangue agora. Eu não precisava pensar sobre elas, apenas fazer. Você deixa seu instinto assumir e é quando as coisas se tornam interessantes.”

Lambert possui grande alcance vocal e controle. “Ele é um cantor muito ousado” segundo May, “Ele atinge notas que nem parece que podem ser alcançadas”. Apesar disso, ele não é tão conhecido no Reino Unido. O American Idol fez dele um nome familiar nos Estados Unidos, onde ele tem dois álbuns de sucesso, ainda que não tenha alcançado o sucesso em sua carreira que corresponde ao seu talento. “Eu não acho que a música pop é sobre quão alto você consegue cantar” diz Lambert. “Eu tenho aprendido bastante nesses últimos cinco anos. Não é sobre sua técnica. É sobre: Você é legal? Você é simpático? Você é interessante? Existe algo em você que prende as pessoas? E, oh, você consegue cantar? Que bom.”

Charmoso, falante, bem-humorado. Lambert se comporta de forma natural, vestindo sua sexualidade facilmente. “Veja, eu estou fora do armário desde os 18 anos e eu não estou voltando pra lá”, ele me assegurou.

Ele foi criado em San Diego em um ambiente criativo e liberal, sempre cercado de muita música. Aos nove anos Lambert se envolveu com o teatro, foi quando se tornou evidente que cantar era sua força, ele teve lições de canto e estudou ópera. A partir dos 19 anos, ele estava fazendo uma carreira no teatro musical, se apresentando em produções como Hair, Brigadoon e Wicked. “Eu comecei a gostar menos da ideia de estar no palco oito vezes por semana fazendo a mesma coisa, de novo e de novo. Eu queria mais espontaneidade, impulsividade, mas os shows da Broadway estavam se tornando cada vez mais um negócio, algo rígido”.

Em Los Angeles, durante seus 20 anos, Lambert conhecia pequenas bandas indie com inclinação glam rock. “Bowie e Queen foi onde eu me aprofundei. A maneira como eles se apresentavam, a teatralidade, a androgenia, o exagero. Quando eu estava chegando havia várias garotas estrelas do pop explorando aquilo, mas quando eu fiz isso, meu delineador parecia deixar as pessoas desconfortáveis, vai entender.”

Lambert fez sua audição para o American Idol, quase como uma última jogada de dados. “Eu já tinha 27 anos, eu sabia que o tempo estava passando e eu era abertamente gay. Eu pensei que o pior que podia acontecer era eu ganhar alguma notoriedade e dar uma alavancada na minha carreira no teatro”.

Lambert terminou como vice-campeão, perdendo para Kris Allen. “Essa exposição era o que eu precisava, um lugar em que um produtor executivo poderia olhar pra mim e pensar, ok, ele é alguém com quem podemos trabalhar.”

O que não se pode determinar ao certo é quanto o fato dele ser homossexual teria afetado sua carreira. Antes da final do American Idol fotos dele beijando outro homem se tornaram manchete. Mais tarde, no mesmo ano, quando Adam beijou seu baixista durante uma performance em uma premiação a emissora ABC recebeu muitas reclamações e cancelou sua participação no Good Morning America.

Lambert foi o primeiro artista abertamente gay a ter um álbum ocupando a primeira posição na lista da Billboard (“Trespassing” em 2012), mesmo com a presença de várias figuras pop como Liberace, Johnny Mathis, Elton John, Boy George, George Michael e, de fato, Mercury.

“Freddie se vestia com muito couro em uma banda chamada Queen” observa Lambert. “Era como se as pessoas não quisessem ouvir e elas, com certeza, não falavam sobre isso. Hoje, nos Estados Unidos, a mídia é obcecada com o gay. Minha sexualidade precede tudo que eu faço. Não é fácil passar por isso. Você quer ser aberto e fazer sua comunidade orgulhosa, mas ao mesmo tempo não quer se indispor com todos os outros”.

No entanto, se Lambert ainda não se tornou o superstar que muitos previram, pode ser também por causa de sua marca artificial de glam-pop que não é individual ou com personalidade suficiente para realmente dominar o mundo.

Sua colaboração com o Queen tem dado a ele uma plataforma global e será interessante ver como executar esse extenso catálogo noite após noite moldará seu próximo álbum. “Queen não é como a música pop atual, é uma emoção atemporal e universal e é por isso que suas músicas perduram. Eles entraram em quase todos os gêneros. Nós estamos fazendo canções de rock e blues, é como um show de variedades, é um grande desafio para um cantor.”

Bandas de rock parecem não desaparecer mais. Contanto que tenha pelo menos um membro ainda vivo (e às vezes nem isso) eles encontram formas criativas de manterem o show na estrada, com telas de vídeos, hologramas ou um substituto. Entre 2004 e 2009 Queen teve a colaboração da estrela do rock e soul Paul Rodgers. Esse último empreendimento está mais próximo do espírito impetuoso da banda em seus dias de glória. May se diz muito satisfeito com Lambert ser capaz de cantar todas as músicas em seu tom original, acrescentando que “era difícil até mesmo para Freddie”.

“Eu tive um pouco de dificuldade com ‘Don’t Stop me Now’”, admitiu Adam. “Os caras disseram, Hey, tudo bem, você não tem que fazer exatamente como o original. Freddie costumava diminuir um pouco o tom para encontrar uma maneira de fazer algumas partes mais fáceis pra ele mesmo. Mas Freddie podia fazer o que ele quisesse porque era sua música. Eu tenho um padrão diferente de expectativas. Eu tenho que fazer as grandes notas se não vão dizer que eu não dou conta”.

Não há planos que o Queen e Adam Lambert gravem juntos. Até o momento, é puramente, uma experiência ao vivo. “Quando Freddie morreu, nós assumimos que era só isso” admitiu Taylor. “Mas novos desafios surgiram e talvez, você pensa, ainda há mais vida”. O baixista original do Queen, John Deacon, deixou a banda (e a carreira na música) após a conclusão do álbum póstumo “Made In Heaven” em 1995. “É escolha de todos se aposentar” observa Taylor. “Mas desistir da vida a esse ponto, eu estava incomodado, tenho trabalhado com isso por tantos anos, é quem eu sou”.

“Nós não queríamos ser apenas uma banda de tributo”, disse May. “Nós construímos o Queen, nós vivemos e respiramos isso, era parte de nós. Nós ainda sentíamos que Freddie estaria conosco porque sua música, sua personalidade, sempre estaria conosco no palco”.

“Ele faz parte do nosso papel de parede mental, o que pode ser um pouco amargo”, diz Taylor. “Eu acho que levei cinco anos para me acostumar com o fato de que ele tinha ido embora. Mas o fato é que ele não está aqui, mas nós estamos o celebrando e o saudando e não é piegas em nada. Eu acho que ele teria aprovado. E eu sei que ele teria gostado do Adam.”

“Freddie e Adam tinham atitudes semelhantes quanto à vida”, concorda May “um senso de humor, trejeitos e leveza. Queen tem um lado sério, mas um pouco de humor é o que mantém todos sãos”.

“Cantando suas músicas todas as noites, eu me sinto mais próximo de Freddie”, diz Lambert. “Eu gostaria de ter o seu tom mais pesado. Ele fumava como uma chaminé e tinha aquela voz forte. A maneira como ele atacava as notas, era incrível, sexy, poderoso. Eu sou um fã, e essa é minha conexão com o público. Eu me sinto sortudo por estar lá. Quer dizer, esse não era o grande Queen? Bem, eles ainda são”.

Autoria do Post: Elisa Ferrari
Tradução: Gisele Duarte
Fonte: The Telegraph