Archive for the ‘Álbum’ Category


Warner Music da Polônia revela fachada com capa gigante de “The Original High” de Adam Lambert

By in julho 4, 2015 • Filed in: Álbum, Fotos, Vídeos, Warner Bros

Confiram no vídeo abaixo o emocionante momento em que é revelada a nova fachada do escritório da Warner Music da Polônia, em Varsóvia, com a capa do álbum “The Original High”, de Adam Lambert.

E abaixo, confiram a foto da nova fachada, publicada na página oficial do Facebook da Warner Music Polônia com a respectiva legenda:

E a partir de hoje, o nosso escritório tem esta aparência.

Autoria do Post: Graça Vilar
Fontes: Warner Music Poland e Magda Wozniak/YouTube

Share/Bookmark


Tyler Glenn da banda Neon Trees elogia “Ghost Town” via Twitter

By in julho 4, 2015 • Filed in: Álbum, Fotos, Twitter

No último domingo (28), Tyler Glenn, que é o vocalista e tecladista da banda de rock alternativo americana Neon Trees, twittou dizendo que ama a música “Ghost Town” de Adam Lambert, confiram:

Eu oficialmente amo esta canção @adamlambert

Autoria do Post: Graça Vilar
Fontes: Adam Lambert TV e @tylerinacoma



Dissecando “The Original High”

By in julho 1, 2015 • Filed in: Álbum, Ensaios

Simplesmente comentar tecnicamente faixa a faixa de “The Original High”, não atingiria seu objetivo, mesmo porque, não se trata de um texto de alguém expert nessa área (longe disso), ou seja, na indústria do entretenimento. Por isso, venho aqui com a proposta do próprio Adam, para quando as pessoas ouvissem seu CD: que entendessem que ele fala sobre algo real e de como algumas constatações nesse processo criativo podem criar um mundo no qual as pessoas se identifiquem.

Dissecar o lado sombrio de Adam, me faz lembrar dos nossos lados sombrios.

Fazendo um apanhado do que Adam disse em entrevistas para promover seu álbum, temos que se trata de um tema autobiográfico. Trata-se de um álbum baseado em sentimentos REAIS e HONESTOS. E o tema principal, é a luta que todos enfrentamos, para definir o que queremos na vida, em outras palavras, a busca pela felicidade.

Em termos de identidade como artista, ele diz ter se encontrado, deixado de lado a teatralidade e o exagero, visíveis em seus CDs e apresentações anteriores.

Dissecando “The Original High”

Eu não sei o que aconteceu comigo depois de escutar o CD inteiro de “The Original High”, principalmente a música que dá nome ao álbum.

Talvez algo parecido com ter visto Adam Lambert cantar pela primeira vez?

Não sei.

Só posso dizer que todas as endorfinas, serotoninas e quantas mais “inas” existirem para serem liberadas, bem. Elas foram. De uma vez só. Surpreendendo-me faixa a faixa.

Eu tive “Eargasms” por todo o dia.

Preciso dizer que assim que ouvi a versão publicada pela “Amazon”, tive que registrar imediatamente, em qualquer lugar, o que estava sentindo, com medo que não conseguisse descrever a sensação depois. Digo isso, porque é algo como quando você está apaixonado por alguém… e durante algum tempo, nada acontece. Nada de iniciativa. E aí, um belo dia, essa pessoa te dá um beijo. Te faz uma carícia. Ou uma declaração. Pode-se dizer que você flutua? Que você perde os sentidos? Não sei. Eu sei que durante um relacionamento, sentimos vários beijos, abraços, carícias, etc. Mas não há, eu digo, não há (e se alguém discordar de mim, pode escrever!) nada igual às primeiras sensações de um namoro. Assim diz parte da letra “The Original High”: “gotta feel the touch like the first time…”, ou, “pude sentir o toque como se fosse a primeira vez”. Assim estou me sentindo o dia inteiro.

Eu fui “beijada” por “The Original High”, na verdade. Um belo beijo francês.

Qual não foi a minha surpresa, ao ouvir as entrevistas de Adam falando sobre de “The Original High”? Ele falava JUSTAMENTE sobre os êxtases das primeiras vezes!

“Bingo”. Foi assim que me senti como fã!

Não existe tradução literal para o título do CD, mas dentro de um contexto, seria como ter alcançado originalmente as alturas de qualquer sensação, e isso fica evidente sonoramente, quando Adam canta “chasing de original high… high… high, HIGH, SOOOOO HIIIIIIIIGH”, e suas cordas vocais vão num crescente, crescente, até explodir num turbilhão sonoro, que duvido, não tenha arrepiado todos os pelos do seu corpo.

Você não teve vontade de dançar?

Todos os ouvintes de Adam, os que se encantaram com músicas que exprimiam as facetas mais introspectas e sensíveis de Adam, como em “Broken Open”, “Underneath”*, não podiam imaginar que uma lava emocional de tamanha intensidade e magnitude pudessem ser ouvidas novamente, jorrando um fel de coração partido, como nas músicas que comentarei abaixo.

Há algo de incrivelmente sério e circunspecto em Adam, nos dias atuais, facetas bem elaboradas, que palavras suficientes, não existem para exprimir. Algo de uma maturidade que antes não existia. Um desencanto e tristeza latentes.

Seguindo por essa linha, outro tema importante é a decepção com as pessoas de seu círculo de amigos, ao mesmo tempo que fala de suas decepções amorosas. Em resumo, é um álbum que fala de coração partido, seja com amigos ou amores, seja cantando temas tristes ou animados.

Adam está numa linha em que demonstra perceber que jogos amorosos não garantem a felicidade na relação e pior: o momento ideal para se viver um grande amor duradouro, pode passar, se não tivermos maturidade para encará-lo. Coragem. Num contexto geral, as pessoas, hoje em dia, fingem que não estão nem aí com as pessoas que amam. Fingem ser insensíveis, quando na verdade estão apaixonados. Como se isso pudesse garantir o interesse permanente da parte contrária! O que se procura exercer, na verdade, é o controle de alguém e não o amor por alguém. É a conversa do EGO, o que não deixa de ser uma postura infantilizada de quem precisa agir assim, e Adam entendeu perfeitamente esse ponto de vista, que deixa claro na letra “Underground”:

“Quando você vai,
Quando você vai,
Eu estou tropeçando, mas finjo que estou bem
Tão idiota…”

Esse é um tema recorrente em todos os relacionamentos atuais, a necessidade de fechar a guarda”. Algumas pessoas, fingem que não sentem vontade de estar com os amados, quando por dentro, o desejo é se jogar nos braços do outro, enche-lo de beijos, e se deliciar na sua presença, afinal, existe coisa melhor do que saber viver uma paixão, sem sentir medo de se entregar? Quando o amor é real, não deveria haver esse medo. Então, supõe-se, que quando Adam resolveu se abrir por inteiro, seu amor já havia partido e agora, ele sofre por não conseguir esquecê-lo. Todos os lugares para onde vai, lembram seu ex. A insônia predomina. A nostalgia. A fossa. Até o nascer do sol perdeu sua magia. É o que ele diz claramente em “Another Lonely Night”:

“Lágrima no meu olho
Eu dirijo pela noite
Tão longe quanto possa de você
E eu não estou nem aí para o nascer do sol
É só outro…”

E em “Ghost Town”:

“Não estou nem aí se eu for para baixo, baixo, baixo,
Tenho uma voz na minha cabeça que fica cantando
Meu coração é uma cidade fantasma…”

Quantos de nós não nos identificamos com essa história?

Diante dessas constatações, vemos que ele amadureceu tanto emocionalmente como na música, uma vez que com os artistas, esse mundo está intrinsecamente ligado.

“Underground” e “Evil In The Night” Fazem parte do lado totalmente sombrio do álbum, como também “Ghost Town”. Essas músicas falam de rendição a um inferno amoroso. A um parceiro inescrupuloso, que abusa emocionalmente de quem ele está envolvido, possa ele ter representado o sujeito passivo ou ativo em sua história.

“Underground”, é a rendição completa a um amor, não importa onde te leve. Para o paraíso ou inferno. Tipo “me leve onde quiser, mas não vá embora, não vivo ou respiro sem você”:

“Estou viciado em como você fez,
Entusiasmado, eu vou dizê-lo diretamente
Eu quero você, eu preciso de você
Eu quero que você me leve nas profundezas
Eu estou viciado, eu não posso te cortar (fora)
Em meu sangue, eu vou dizer isso agora
Eu quero você, eu preciso de você
Eu quero que você me leve nas profundezas.”

E em “Evil In The Night” as características negativas do parceiro amoroso ficam ainda mais destacadas nesse trecho:

“Me mantenha sob o chicote à noite…”

“Eu posso dizer que seu coração é gelado
Como um anjo caído, andando durante o sono,
Acho que você é uma alma perdida
Mas quando a lua sai, você se transforma numa besta.”

Quando se apaixona, não se sabe por qual química seja ou qual a característica do parceiro que lhe chama mais a atenção ou qual o modo de ser e agir, que nos deixa totalmente no chão. A manipulação no amor existe, principalmente se um dos lados não é honesto ou leal dentro do relacionamento, que quando percebe que estamos totalmente entregues, em vez de nos dar a mão para levantarmos, pisa no nosso pescoço. Dependendo do nível de masoquismo de cada um, quanto mais ele (ela) pisa, mais atraído ficamos.

Isso fica claro na parte da letra de “Ghost Town”: “Tonight, Elvis is dead”. Seria o Elvis nele? (Sensualidade, beleza, carisma). O Elvis que meio mundo ainda insiste que está vivo?

“Noite passada morri em meus sonhos
Todas as máquinas
Estavam desconectadas
O tempo atirado ao vento
E todos os meus amigos
Estavam descontentes…”

Facilmente podemos concluir que as máquinas desconectadas são os smartphones, Laptops, iPads, etc…

Esse estado de mudanças na carreira artística de Adam revela um lado sombrio, não podemos negar. Mas também revela um lado sexy (sim, MAIS, do que ele já É) porque sai de cena o menino de glitter, deslumbrado com a era pós idol, “chiclete” termo que ele mesmo gosta de usar, quando todos falavam sobre ele, mas o que não garantiu por si só, uma fama sólida. Entra o homem sério, amadurecido, convicto e seguro dos seus objetivos com a carreira. Não existe nada mais sexy em uma pessoa, quando ela sabe o que quer e põe em prática. Revela autoconfiança, segurança e autoestima alta, ao mesmo tempo, pronto a abrir a guarda quando pintar alguém legal… será? Torçamos por ele!

Nessas músicas, também vemos claramente um mundo de desilusões que envolve Hollywood, lugar fisicamente lotado de pessoas, mas onde você pode se sentir sozinho se não houver conexão emocional.

“Heavy Fire”, “Things That I Didn’t Say e “There I Said It” falam sobre o mesmo tema.

Falamos aqui do principal desencadeador de brigas e rupturas nos relacionamentos: a falta de comunicação eficaz:

“Eu estive esperando você entender de alguma forma
Como (o fato) de eu estar muito adiante,
Todas as vezes em que eu penso que estou ganhando a coroa
Sou mal interpretado novamente”
(“Heavy Fire”)

A honestidade demasiada também é mal interpretada nos relacionamentos. É o velho lema: – se fala é porque fala, se cala, por que calou? – As pessoas envolvidas às vezes, pedem para ouvir uma mentira, porque não conseguem lidar com a verdade. No amor, vivemos naquela corda bamba e somos obrigados a viver nos equilibrando:

“Eu venho tentando tanto, quando já perdi
Eu não posso apostar nessas cartas, porque sei o quanto elas vão me custar
Se eu resolver viajar num perfume que está destinado a evaporar
Eu estou vendido.

Eu não quero cair nas chamas
Por que você me faz jogar esse jogo?
Como um mentiroso honesto
Num tiroteio pesado
Eu não quero derreter nesse calor
Como se tivesse o demônio sob os meus pés
Como numa pira funerária
Dentro do fogo pesado”.
(“Heavy Fire”)

Sobre a música que Adam canta com a guitarra inconfundível de Brian May ao fundo, tenho dúvidas se a personagem feminina trata de algum heterônimo de Adam: “Lucy”. Ou talvez de alguma amiga, como Danielle Stori. Sabemos que personalidades homossexuais guardam muitas vezes, uma personalidade dotada de características do sexo oposto, com as quais eles (elas) se identificam. Como nesse trecho: Repare que na parte da letra que diz: “She is off the party with the diamonds dogs”, “Ela saiu para uma festa com seus cães de diamante” pode ser interpretado como se o sujeito fosse alguém rico ou famoso, como se “ela” tivesse saído para uma festa com seus seguranças, o que nos induz a pensar que o sujeito em questão, é alguém rico ou famoso, ou os dois.

E de novo a decepção com as pessoas emerge:

“Ela estava prestes a ser apunhalada nas costas
Tudo por uma diversão ensacada (artificial)
Agora ela está sozinha e não tem ninguém para ligar
Bem, ela não irá olhar para trás
(…)
Lucy, fuja. fuja…”

Já “Rumors” é um capítulo à parte!

Trata-se das fofocas e do diz-que-me-diz.

A opinião alheia pode acabar com uma vida, se não houver sabedoria para NÃO dar crédito à ela. E a maledicência está presente em todos, até (e principalmente) entre as pessoas que mais amamos. São elas as testemunhas de nossos atos, ganhos e perdas. A inveja come solta, e não é só em questão aos bens materiais. Há uma inveja do amor, da felicidade alheia, tão mais sem motivos for. Hoje em dia existe uma competição em tudo e a maioria das pessoas não sabe o que quer, mas quer derrubar um suposto adversário para mostrar que é melhor. Isso fica bem claro nas redes sociais.

Nessa música, Adam dá a ideia de: “então f… o que os outros pensam!” O ser humano num geral é tão egocêntrico e egoísta, que só se preocupa com os próprios problemas. Uma grande dama dos EUA disse uma vez, com grande sabedoria, que o ser humano está mais preocupado com a sua dor de dente do que com o câncer do vizinho. Então, se rumores são “a chuva”, abra seu guarda-chuva, e passe incólume pelo que as pessoas acham de você. Não dá para agradar a todos. Portanto, agrade a VOCÊ.

O trecho da música, traduzido abaixo, é explícito nesse sentido. Fala sobre a inveja de um relacionamento. Podemos concluir o que Adam deve ter sofrido com a inveja alheia, simplesmente porque resolveu assumir a sua orientação sexual, SEM se preocupar com a opinião alheia. O poder se relacionar livremente, andar por onde quiser e se expor… quantos artistas não gastaram ou gastam energia tentando mostrar o que não são, apenas para encher mais seus bolsos e criar fantasias heterossexuais na cabeça dos incautos, enquanto eles mesmos deliram com parceiros com a mesma orientação sexual do que a sua?

“A inveja corre profundamente, o ciúmes, enraizado
É fácil ver, mas difícil deixar ir
Nós não vamos nos esconder (não vamos nos esconder)
Nós sabemos o que eles não sabem
Foi um inferno de jornada, eu juro que te abraço apertado…”

“The Light”, ou “A Luz”, deixa entender que fala sobre pessoas críticas que vivem cruzando nosso caminho, sempre para dizer o que fazemos errado, mas quando fazemos algo certo, elas se calam e não aplaudem. Todo ser humano enfrenta fases ruins na vida, muito esforço, estudo, decepções, depressões, mas existem aqueles, que apesar de tudo, mantém sua luz. Seu brilho. Não raro, enfrentam discriminação por suas escolhas. Quanto mais você se destaca, mais vira o prego que todo martelo quer bater. E se você não se destaca, é simplesmente ignorado se não puder oferecer algo que interesse às pessoas. Na psicologia, dizem que quando alguém se incomoda muito com um defeito que temos, é porque elas mesmas têm esse defeito, mas não conseguem lidar com isso, ou quando se incomodam com uma qualidade, se trata de algo que buscam desesperadamente ter, mas não conseguem.

A resposta, é cada um achar sua própria LUZ através do autoconhecimento e não ter vergonha de ser como é. Adam tem uma luz própria que brilha incessante por todas as fases difíceis que vem passando. Ele sabe disso. Quantos não tentam apagá-lo? Tem sido uma luta na indústria fonográfica.

Leia um trecho profundo de “The Light”, que veja bem, imagina-se que seja uma música triste, quando na verdade, é uma batida eletrônica ultra moderna.

“Eu sou a pressa de um coração que sangra
Eu sou a contusão de um começo difícil
Eu sou a poeira que inflama a centelha
Oh, cara, eu estava no escuro
Eles dizem que eu sou azul como o céu noturno
Que eu sou muito estranho para viver, e muito raro para morrer
Eu tentei soprar da minha mente um milhão de vezes
Mas eu tenho uma luz…”

Tocou no fundo ou não? Tenho certeza que tocou no “underground” (no subterrâneo ou nas profundezas) de todo fã, que mesmo não sabendo inglês, soube traduzir as músicas com o coração.

“The Original High” fala de uma fase que temos na vida da gente, que não deve ser desperdiçada, que deve ser vivida e sentida em sua totalidade, porque sabemos o quão rápido isso passa, leve como uma pluma. Quando estamos apaixonados e nas primeiras fases de um relacionamento, repare que nada de ruim consegue nos atingir! Só que não deveríamos depender de um relacionamento frutífero para sermos assim. Lembre-se que sendo seguro, autoconfiante e investidor da própria vida, atraímos as melhores pessoas e não esperando as melhores pessoas é que nos sentiremos, autoconfiantes e investidores da própria vida!

Você gostaria de compartilhar alguma opinião sobre “The Original High” conosco?

Não gostaria de fechar esse ensaio sem saber a opinião de cada um. Afinal, esse é um espaço para todos nós! Então, nos diga: qual a música que mais gostou ou se identifica?

Autoria do Post: Josy Loos
Texto / Criação & Arte: Mônica Smitte



MAZE: REVIEW, Adam Lambert mais lapidado em “The Original High”

By in junho 29, 2015 • Filed in: Álbum, Review

O blog brasileiro MAZE, dedicado a expressar opiniões sobre entretenimento e cultura pop, publicou uma interessante review sobre o álbum de Adam Lambert, “The Original High”, confiram:

REVIEW: ADAM LAMBERT MAIS LAPIDADO EM “THE ORIGINAL HIGH”

Desde que participou do American Idol em 2009, Adam Lambert chama atenção. Na época, o rapaz com visual à lá emocore chegou como quem não quer nada e conquistou o coração de uma legião de admiradores que o seguem até a presente data – os glamberts. A inspiração para o termo veio através do estilo adotado pelo cantor, o mesmo estilo que rondou “For Your Entertainment”, primeiro LP de sua carreira pós-reality, lançado em 2009. Intenso, FYE vendeu milhões de cópias ao redor do mundo e consagrou Adam como um ícone pop. Todavia, como muitos de nós já estamos acostumados a presenciar, a maldição do segundo álbum é algo que ronda 90% dos ex-participantes de qualquer reality show musical, e infelizmente isso não foi diferente com o americano. Cerca de três anos se passaram e “Trespassing” foi lançado, causando alvoroço na fanbase e ansiedade por parte da indústria. Com uma proposta um pouco mais melódica e sombria até certo ponto, o disco não obteve um desempenho tão satisfatório como o seu antecessor – apesar de ter debutado em #1 na Billboard.

Nuvens negras à parte, se não fosse pelo Queen + Adam Lambert, onde Adam atualmente assume o posto de frontman da lendária banda de Freddie Mercury, a carreira do cantor francamente não estaria tão boa assim. Na comissão de frente do projeto, ele adquiriu mais notoriedade, doses generosas de respeito e oportunidades infinitas de jogar na cara de todos os haters a sua versatilidade artística. De qualquer forma, ele ainda precisava de um novo álbum solo para reestabelecer sua “reputação” no cenário pop. E é assim que chegamos ao ponto principal: The Original High.

Para o terceiro cd, Adam começou com o pé direito. Saiu da RCA, foi contradado pela Warner Music, e meses depois anunciou que a produção executiva do disco estava sob responsabilidade de Max Martin e Shellback. Só por aí dá pra sacar de primeira que este é, sem dúvida, um disco predominantemente pop, e o lead-single “Ghost Town” é a prova disso. Por mais que não seja tão atraente apesar de ter ganhado uma produção peculiar de Martin, a música serviu bem para introduzir o universo da nova era, tanto que ficou alojada na primeira posição da tracklist antecedendo a faixa-título, que é bem superior por conta do seu refrão mais rico e falsettos invejáveis.

Dando uma pausa pra descansar o corpo, “Another Lonely Night” dá continuidade de forma mais serena em uma house-music melancólica com refrão pipocado de sintetizadores; e em “Underground” temos uma forma assombrosamente sexy de demontrar o estágio passional de um relacionamento amoroso. Mas cd de Adam Lambert que se preze tem que ter uma balada poderosa. E aqui temos a primeira e única do álbum, “Then I Said It”: uma típica canção de fim de relacionamento que deve ser de total atenção do ouvinte, tendo em vista uma perceptível evolução do artista, desta vez mais dosado nos vocais, porém não menos emotivo. “Rumours”, a tão comentada parceria com Tove Lo, tem uma produção impecável e apelo forte para ser single.

Lambert ainda arranja tempo para ser bad-ass em “Evil in the Night” – uma das melhores junto com “The Original High”- e em “Lucy”. Nesta última, Adam mostrou o que aprendeu durante todo esse tempo trabalhando com o Queen, tanto que trouxe Brian May para colaborar nos arranjos de guitarra elétrica. Já a sua sucessora, a morna “Things I Didn’t Say”, prepara todo o terreno possível para “The Light”, uma deep house pros amantes das pistas de dança não colocarem defeito – fica aí mais uma dica para single!

A edição standard acaba com “Heavy Fire”, mais uma mid-quase-balada que por muito pouco poderia nos entregar alguns agudos arrepiadores de espinha característicos do rapaz, que no final das contas só aparecem sobrepostas ao arranjo nos segundos finais da canção.

Já na edição deluxe, temos “After Hours”, “Shame” e “These Boys”. “After Hours” traz vocais roucos, arranjos minimalistas à la the xx e uma atmosfera bastante serena se comparada a animada “Shame”, que traz na brigde um dos maiores earworms da carreira do cantor. Por fim, “These Boys” fecha de vez o TOH numa proposta completamente diferente do resto das músicas e das faixas bônus: parece mais uma faixa descartada do Magic Hour, dos Scissor Sisters – interpretem da maneira que quiserem, eu amei.

“The Original High” mostra Adam Lambert sem muitos exageros e mais centrado musicalmente, ora se divertindo em faixas descontraídas, ora abordando fases críticas de um relacionamento (solidão, intrigas, frieza, etc) de forma otimista. E apesar de não ter tantas baladas comparando com seus álbuns anteriores, Max e Shellback conseguiram dar um tapinha pop sem abusar muito de artifícios, além de compensar a ausência das lentinhas com mid-tempos bastante eficazes. Ninguém poderia imaginar que, depois de tantos anos regados a muita cor, sr. Lambert fosse ter um ótimo encontro com o pop em meio a tons monocromáticos.

Caso queira ver o artigo diretamente no site, clique aqui.

Autoria do Post: Graça Vilar
Fontes: @themazeblog e MAZE



“The Original High” de Adam Lambert é o 3º disco mais vendido no mundo

By in junho 28, 2015 • Filed in: Álbum, Charts, Notícias

O site Media Traffic fez uma compilação com a classificação dos álbuns mais vendidos ao redor do mundo na semana. “The Original High”, de Adam Lambert ficou na #3 nessa classificação, tendo vendido cerca de 69.000 unidades na semana do lançamento. Confiram a classificação abaixo:

Caso queira ver todos os 40 álbuns classificados, clique aqui.

Autoria do Post: Graça Vilar
Fonte: Media Traffic



Revista TIME: Review de “The Original High”

By in junho 28, 2015 • Filed in: Álbum, Review, Revistas

Review: “The Original High” de Adam Lambert é um verdadeiro álbum Pop

Depois de dois LPs que não conseguiram atingir seus objetivos diante do potencial apresentado, Lambert finalmente acha colaboradores que o ajudaram a desabrochar seus talentos

O vice-campeão do American idol, que tornou-se um tipo de roqueiro glam suave, teve alguns problemas, como todos os finalistas do programa tiveram, em se decidir por sua música. Seu último álbum de estúdio, “Tresspassing”, é vagamente lembrado através dos seus singles principais: a indigesta balada “Better Than I Know Myself” e um pedaço energético do carisma de Bruno Mars, “Never Close Our Eyes”. Não representaram muito nas paradas e tampouco conseguiram representar bem o álbum como um todo. Para se ter uma noção melhor dessa irregularidade, cita-se como exemplo a música produzida ´por Pharrell, “Kickin’ In” ou a faixa com a colaboração de Sam Sparro e Nile Rodgers, “Shady”, descolada, sexy e quase dos anos 70.

Nada disso soa particularmente incomum, pois Pharrell afinal, produziu uma quantidade enorme de músicas pop em 2013, bem como Nile Rodgers, colegas da era disco, que têm diploma de sessões musicais, top 40 – mas observe as datas, “Tresspassing” foi lançado em 2012, um ano antes das canções onipresentes do verão, “Blurred Lines” e “Get Lucky”, e bem antes de todos os outros lançamentos, como Maroon 5 para Ed Sheeran, que também caracteriza esse tipo de produção disco-funk. Os artistas pop que estão emergindo atualmente, normalmente são difíceis de serem classificados segundo seu estilo de música, pois eles estão muito verdes para pertencerem a determinado grupo. Esses artistas muitas vezes gravam álbuns que parecem estranhamente prescientes, desde a coquete Ariana Grande, no álbum “Yours Truly” com seu estilo pop retrô por um lado, e a ícone pop gritante de outro. Adam Lambert, ao que parece, pode ter ido simplesmente à frente do seu tempo.

Lambert desde então, trocou de gravadora sob a alegação de “diferenças criativas”, um eufemismo criado para explicar o seu relacionamento com sua antiga gravadora, que o empurrou à época, para uma gravação de covers dos anos 80, ideia muito aquém das ambições de Lambert. Enquanto isso, Lambert tem a voz – e uma base de fãs religiosamente devota – desde a era pós Idol, suas idas e vindas à Broadway, mudanças de franquia e suas ambições nas paradas de sucessos, que quanto maiores, melhor. Então não surpreende que as duas primeiras faixas de “The Original High“ mostrem Lambert em LA, à moda de anti-herói, numa troca de sexos com personagem e narrativa à la Lana Del Rey, talvez onde “Deus e James Dean” assombrem “o último verão em Hollywood” – e deixem que ele se renda às drogas, sexo, EDM (eletronic dance music, música dançante eletrônica), e os sons do momento. Também não surpreende quem está por trás disso: O inafundável rolo compressor pop, Max Martin e seu protegido Shellback e o novato em música eletrônica, Ali Payami. Pensem o que quiserem de Martin, mas sua primeira rodada com Lambert em “Whataya Want From Me”, foi o segundo single do álbum, co-escrita por Pink – e enviado pelos céus pela alta inicial. Ele permitiu Adam Lambert gravar as músicas pop mais atuais, ao invés de somente baladas poderosas.

O tempo é agora. O som de Lambert combina com o pop-funk atual que é representado pelos artistas Jason Derulo, Maroon 5, Nick Jonas, e a mais nova produção de Max Martin, The Weekend, para não mencionar os destaques, como Sam Smith, Patrick Stump e Bruno Mars. “Ghost Town” não está longe de “Another Lonely Night” de Avicii, ou “Latch” do Disclosure. Frequentemente, ele supera todos esses. Na música tendente para o estilo house, “The Light”, Lambert supera um Sam Smith sem apelar para o vocal histriônico, “Evil In The Night e “Lucy” são exagerados, por um lado positivo, como qualquer single do Fall Out Boy, sem ter que recorrer a qualquer amostra do The Munsters.

As faixas do álbum “Tresspassing” já prediziam tudo isso, é claro, e se você me permitir um pouco de prognóstico pop, “The Original High” prediz algo que vem por aí. Para o melhor ou pior, os artistas masculinos têm a tendência atual de um repertório mais profundo do que as femininas, e a letra de Lambert tende a ser instrospectiva, mas o que é interessante é que esse mau humor soa bem sonoramente. Muito se tem escrito sobre o estado de hibernação do Rythm & Blues, que saiu um pouco dessa forma quando popularizado pelos acordes suaves de Noah Shebib e embora as rádios do R&B tenham mudado esse som, de alguma forma, Payami evoca esse lado em “Underground”, com um vocal desarmador de Lambert, o que lembra o som de Shebib e Alicia Keys em “Un-Thinkable”. Indo mais à frente, nas profundezas, a música “Heavy Fire” sugestiona que alguém tem ouvido Massive Atack – especificamente “Dissolved Girl” e o toque gentil de “Teardrop”. De fato é quase uma vergonha quando o refrão se inflama. Quando Tove Lo, (talvez a espécime feminina mais próxima a Lambert musicalmente falando) se junta a Lambert na melodiosa “Rumours”, adiciona 808 palmas, sintetizadores solitários, ecos vocais extremamente sinuosos e uma cadência draconiana. O resultado é bem mais assombroso do que qualquer música que contenha a letra “get out of the hatorade”, deveria ser.

Para não dizer que o álbum é perfeito, “Things I Didn’t Say” é talvez o sexto melhor “mid tempo” eletrônico (quando uma música não é nem dançante e nem lenta demais, ou seja, meio termo), o que sugere que o álbum tenha muitas outras. “There I Said It”, é teoricamente o tipo de música que Adam quer se manter distante, e a letra não contém tudo o que o título sugestiona. É facilmente considerado o álbum mais coerente que Adam já lançou. Enquanto “For Your Entertainment” foi o álbum de ex-aluno do American Idol, e “Trespassing” foi o trabalho de um artista cujo material foi intermitentemente interessante, “The Original High” é um álbum de pop muito bom, com ambições que nos levam além.

Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Mônica Smitte
Fonte: TIME



Mais críticas positivas de “The Original High”: Starpulse, ABC News, Album Confessions, The Gizzle, The Guardian, Hit The Floor, Mark Gilroy, Newsday, The Backlot

By in junho 27, 2015 • Filed in: Álbum, Música, Review

Confiram abaixo mais críticas elogiando o álbum de Adam Lambert, “The Original High”:

“… Em última análise, ‘The Original High’ é bastante viciante e bem concebido. Há um bom equilíbrio de dança, roqueiros, e músicas pop urbano-infundido, e tudo isso cai muito bem em Lambert. É um álbum pop muito forte, de um artista insanamente talentoso.” (Starpulse)

“‘Things I Didn’t Say’- Um padrão de sinos muito bem formulado mas estranhamente cronometrado que dá lugar a uma batida bem conduzida e a um coro crescente. Isto é Lambert trabalhando no seu melhor.” (ABC News)

“…’The Original High’ era aguardado há um bom tempo. A espera definitivamente valeu a pena. A incerteza surgiu a partir de suas divergências com a gravadora anterior, mas Adam Lambert bateu o pé e colocou tudo que queria em um álbum coeso que continua a mostrar as muitas camadas da personalidade e das habilidades criativas do artista.” (Album Confessions)

“… Isso é apenas o testemunho do pop de alta qualidade que é oferecido. ‘The Original High’ é essencialmente o álbum de Lambert equivalente ao ‘1989’ de Taylor Swift – ambos os álbuns elevaram as apostas para cada um dos artistas, embora com uma boa ajuda do sueco favorito de todos, Sr. Martin.” (The Gizzle)

“… Neste terceiro álbum de estúdio, ele [Adam] abandonou os planos de sua antiga gravadora para canções covers de 1980, em favor de uma viagem saltitante através de alguns dos temas mais previsíveis do atual renascimento pop-house.” (The Guardian)

“… Apesar das letras questionáveis, os prós superam os contras, certamente, aqui. Adam Lambert mostra sua teatralidade, seus inigualáveis alcances vocais, e interpretações incríveis, combinando com sucesso elementos de pop, soul, rock e house. Com uma imagem sexy e música bem produzida, ficamos esperando que Adam não vá para outro lugar nenhum!” (Hit The Floor)

“… Apesar da tendência dance/funk dos anos 90, os fãs da renomada gama vocal de Adam não se sentirão desapontados – seus poderosos vocais levantam até mesmo as músicas mais fracas aqui – hábil produção de Max Martin e Shellback complementam, em vez de subjugar.” (Mark Gilroy)

“… No entanto, é a mistura de rock despojado e música de dança, que alimenta o charmoso primeiro single ‘Ghost Town’ e também a faixa-título groovy Kylie-influenciada, onde Lambert realmente deixa a sua marca.” (Newsday)

“… Agora, quase exatamente três anos desde o lançamento de ‘Trespassing’, Adam ultrapassou as cinzas de sua gravadora anterior, e com ‘The Original High’ nos deu outro álbum pop muito bem trabalhado.” (The Backlot)

Autoria do Post: Graça Vilar
Fontes: Starpulse, Album Confessions, The Gizzle, The Guardian, Hit The Floor, Mark Gilroy, Newsday e The Backlot



Mais informações sobre o desempenho de “The Original High” nas paradas

By in junho 25, 2015 • Filed in: Álbum, Charts, Notícias

Na ascendência do álbum “The Original High”, ele chega às paradas dos EUA na #2, confiram abaixo o tweet da Warner Bros Promo felicitando Adam pela conquista:

Parabéns Adam Lambert! “The Original High” estreia na #2 nas paradas dos EUA! https://goo.gl/agwgh8 #Glamberts

O site da Billboard também noticiou que TH chega à #3, com 47.000 unidades vendidas.

O site brasileiro Vagalume informou que “The Original High” estreiou no Top 5 da Billboard 200, ficando na #3.

Autoria do Post: Graça Vilar
Fontes: @adamlambert_pic, Billboard, @WarnerBrosPromo e Vagalume