Mais da Entrevista de Dan Wootton – Jul/2018

Já publicamos aqui uma parte da entrevista realizada por Dan Wootton para o The Scottish Sun antes do show de Adam com o Queen na Arena O2 em Londres no início do mês passado (02/07). Segue abaixo o áudio completo desta entrevista, mas desta vez, iremos publicar a tradução apenas das partes que não foram mencionadas anteriormente, inclusive alguns joguinhos:

Dan: Bem vindo ao Pod. Nós estamos nos bastidores da Arena O2, em um dos vestiários, eu tenho que ser honesto, as pessoas sempre esperam que os bastidores de um lugar como a Arena O2 provavelmente tenha cortinas de veludo e pratos de sushi, mas essa não é a realidade não é?

Adam: Não, e este é um dos locais mais agradáveis, tocamos em alguns locais da Europa que cheiram bem mal.

Dan: Então é por isso que alguns artistas trazem suas próprias coisas para onde quer que vão, não é?

Adam: Sim, faz parte do serviço de hospitalidade que a turnê organiza para torná-lo um pouco mais habitável.

Dan: É muito legal, porque você está no palco por cerca de 90 minutos, o que está passando pela sua cabeça, porque obviamente você está no palco como o vocalista do Queen na frente de 50.000 pessoas na Arena O2. Neste momento você está pensando sobre isso ou é algo que você esquece assim que você sobe ao palco?

Adam: Eu acho que agora, depois de estar fazendo isso há tanto tempo, estamos trabalhando juntos por cerca de seis anos, eu já não fico mais tão nervoso assim, se sente como família, é normal para nós trabalharmos juntos, mas estando aqui em Londres e estando no palco você percebe que esta é uma banda britânica, este é o bebê do Reino Unido, há uma posse com o Queen, como se sentissem em casa. O público aqui está conectado de uma maneira muito diferente, a conexão é o dobro do que encontramos em outros países. Estou muito animado em estar na frente de uma audiência que são tão fanáticos.

Nesta parte falam sobre se assumir durante o American Idol:

Dan: Obviamente você revelou ser gay depois de estar no programa American Idol. No qual está ligado a uma grande rede de televisão onde você teve um grande momento incluindo o beijo com outro homem.

Adam: É engraçado porque eu não estava escondendo nada. E eu não acho que havia uma necessidade de dizer algo no programa porque eu estava cantando. Se na época eu tivesse em um relacionamento, provavelmente teria saído que o namorado de Adam estava na plateia. Se eu tivesse alguma história atual que fizesse parte da minha história, mas não tinha nada, estava falando sobre garotos bonitos para todo mundo, não havia nenhum segredo.

Dan: Fazendo isso, você provocou uma certa mudança porque se sente muito normal agora.

Adam: Estou muito animado com isso, porque precisa ser menos problemático, mas para chegar a esse ponto ainda é um problema.

Dan: Eu entendo totalmente quando as pessoas dizem do que você está falando? Mas no Reino Unido não há um profissional de futebol que tenha se revelado gay, ainda há problemas na sociedade, ainda não há nenhum ator famoso de Hollywood que tenha se revelado. Nós todos sabemos que eles existem em Hollywood, então ainda é um problema.

Adam: É uma causa, a coisa positiva que vem da causa é que se você der um exemplo de ser aberto e orgulhoso de quem você é, você pode afetar os jovens nessas áreas, talvez não na costa dos EUA ou aqui em Londres. mas fora da cena principal, você pode inspirar os jovens a serem corajosos e serem quem são. Essa é a melhor parte de tudo isso. É dar um exemplo e tornar as coisas menos tabus e tornar as coisas menos assustadoras para o público em geral. Mas o que é complicado, para muitas pessoas na indústria do entretenimento, é que você tem o lado comercial disso, infelizmente. Não é necessariamente apenas sobre arte e apenas sobre integridade, mesmo que seja o que deveria ser, você tem pessoas investindo dinheiro, se preocupando com o mercado, se preocupando com o demográfico, tem todos esses lados do jogo e essa é a coisa mais complicada em estar na indústria da música, você está lidando com uma sala de pessoas que estão tentando vender algo, e nem sempre é preto e branco. Mas eu vejo que há momentos maravilhosos com os artistas que você mencionou. (comentando sobre Demi Lovato, Miley Cyrus e Sam Smith).

Já nesta parte falam sobre Simon Cowell:

Dan: Simon Cowell, obviamente, é alguém totalmente ligado ao American Idol, você tem algum relacionamento ou comunicação contínua com ele agora?

Adam: Eu o vi, eu fui fazer o final do X-Factor no inverno anterior, e foi ótimo porque eu não o via há dez anos desde que eu estava no Idol, e foi uma reunião tão legal porque Simon realmente me apoiou quando eu estava no programa, ele foi incrível, ele até me deu o amor duro que eu precisava também, Simon é conhecido como o “senhor desagradável”, ele é o cara que vai te dizer a verdade, ele é o cara que vai te dar as coisas que você pode não querer ouvir, e o que eu acho brilhante sobre isso é que tudo vem de um lugar de entendimento da indústria da música mais do que qualquer um no painel de ídolos, ele tem a maior experiência no desenvolvimento de artistas, pegando e tornando-os estrelas. Então, quando ele vinha com uma crítica ou zoava com você, eu acho que ele está testando você de alguma forma, até mesmo na minha audição quando ele falou “você é muito teatral”, eu acho que ele estava jogando isso pra mim para ver o que eu faria com isso. E eu acho que Simon quer saber se você vai saber lidar ser um artista porque esta indústria é implacável e é brutal e o público é ainda pior e eu acho que Simon de certa forma estava ilustrando o que você terá que lidar como artista e eu gostei disso, você pode vê-lo fazendo isso com quase todos os competidores em todos os programas, em algum momento ele é testado.

Dan: Eu acho que agora depois de uma década você provou pra ele que você sabe lidar com isso.

Adam: E graças a Simon, ele me lembrou que o caminho vai ser difícil, as pessoas vão se gabar sobre isso e aquilo. Eu acho que ele entende, ele é muito esperto. Eu respeito muito ele.

E agora alguns joguinhos:

Reprodução aleatória, apagar, repetir

Dan: Nós temos duas categorias diferentes, a primeira é “Solos de Adam Lambert” e as opções são “Whataya Want From Me”, “Never Close Our Eyes” de 2012 e “Ghost Town”. Você tem que escolher o que você colocaria em Reprodução aleatória, qual gostaria de repetir ou apagar.

Adam: Eu acho que vou repetir “Ghost Town”, para manter a festa animada, porque eu acho que tem um bom ritmo de dança e as pessoas adoram escutar no clube ou no carro deles. Eu acho que eu colocaria “Whataya Want From Me” na Reprodução aleatória, é uma ótima música, e é a mais antiga. E eu acho que apagaria “Never Close Our Eyes”, mesmo que seja uma ótima música.

Dan: E agora Queen, obviamente são músicas que você tem apresentado no palco e as opções são “Somebody To Love”, “Another One Bites The Dust” e “Who Wants To Live Forever”.

Adam: Estamos baseando essas músicas nas gravações? Se estiver baseado na gravação eu repito, “Another One Bites The Dust”, eu acho que é um disco fantástico que é tão atemporal, mais ainda soa atual. Gostaria de colocar no Shuffle, “Somebody To Love”, e acho que apagaria… o que é impossível porque eu não apagaria nenhuma deles, mas apagaria “Who Wants To Live Forever”. Acho que as outras duas gravações são mais fortes.

As Cinco Músicas

Dan: Escolha as cinco músicas que significam mais para você. Pode ser uma música que faz recordar a época em que você esteve no American Idol ou em turnê com o Queen ou uma música que você escutava quando era criança. Vamos escolher suas cinco músicas e porque elas significam muito para você.

Adam: Eu acho que eu já formulei minha lista, mas duas delas já foram mencionadas antes. “Whataya Want From Me” é uma, obviamente, foi minha grande vitória logo de cara. Outra música seria “Bohemian Rasphody“, foi a música que eu cantei nas audições do American Idol, foi o que me trouxe até aqui, até hoje estou com o Queen trabalhando com eles. Eu acho que “Kiss” do Prince, eu me lembro da primeira vez que ouvi essa canção quando era criança e me perguntei “quem é ele, o que é isso? Eu preciso saber mais.” “Vogue” da Madonna, porque eu me lembro de ser um adolescente quando essa música saiu, e me lembro de não entender o que gay era ainda, mas achei que essa música era fabulosa e me senti fabuloso quando eu escutei, até queria dançar como os dançarinos que ela tinha no vídeo. “Jailhouse Rock” do Elvis Presley. A primeira vez que me lembro de eu tentar cantar, foi quando minha avó me comprou uma máquina de karaokê com deck de fita dupla. Quando comecei a cantar com o microfone pela primeira vez foi com uma fita de karaokê do Elvis, na época, eu não sabia que não era Elvis, anos depois, quando comecei a ouvir a gravação dele pela primeira vez, percebi que soava muito melhor do que a fita de karaokê que eu tinha.

Primeiros…

Dan: Sua primeira paixão por uma celebridade.

Adam: Leonardo DiCaprio.

Dan: Primeiro concerto que você assistiu.

Adam: Paula Abdul, “Under My Spell Tour” (1991-1992).

Dan: Primeira pessoa que você ficou chocada em conhecer.

Adam: Eu trabalhei pela primeira vez com Val Kilmer, ele foi o primeiro astro de cinema com quem eu já trabalhei e fiquei um pouco chocado com ele porque o vi em filmes como “Batman”, e “Top Gun”, e todas essas coisas quando criança.

Dan: Seu primeiro buraco de piercing.

Adam: Meu primeiro buraco de piercing foram minhas orelhas.

Dan: Quantos anos você tinha?

Adam: 25, 26 anos.

Últimos…

Dan: O último elogio que você recebeu.

Adam: Eu recebi um belo desenho de uma fã ontem à noite na Arena e era um desenho de figurino que ela fez para mim, tinha purpurina por toda parte, botas de purpurina e calças brilhantes que ela chamava de jazz. Ela rotulou cada parte da roupa até apontando para as lentes de contato de purpurina, que no momento pensei pra mim mesmo que se ela pudesse fazer e desenvolver essas lentes de contato, ela poderia ser uma milionária. Isso pode ser a próxima onda de beleza.

Dan: A última vez que você chorou.

Adam: Eu choro como um bebê quando vejo filmes, se há alguma coisa sentimental ou emocional, mesmo que seja um filme terrível, eu choro.

Dan: Você se lembra da última vez que você chorou?

Adam: O final da temporada de “Westword” me deixou com lágrimas e soluços.

Dan: A última vez que você googlou você mesmo.

Adam: Eu não google eu mesmo faz muito tempo porque tenho um publicitário incrível que me envia tudo. Não há necessidade de googlarR eu mesmo tendo uma linha direta.

Dan: A última pessoa que você falou no telefone?

Adam: Meu irmão, falei com ele esta tarde. ele está em Portland, ele acabou de se mudar com sua família pra lá, ele tem um bebê de mais de um ano de idade, então eu sou um tio novo.

Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Sandra Saez
Fontes: @danwootton, Spotify e acast

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