Brian May fala sobre Adam Lambert em entrevista a Petr Vizina da Czech TV News – 26/09

Em 26/09 Brian May foi entrevistado por Petr Vizina da Czech TV News de Windlesham (Reino Unido). Confira a seguir um resumo da entrevista e em especial quando ele fala sobre Adam Lambert, a tradução na íntegra:

Brian inicia a entrevista destacando o quanto todos têm gostado da Turnê Queen + Adam Lambert, incluindo a Mídia, o que para ele parece estranho porque artistas costumam ter que lutar contra a Mídia muitas vezes. Destaca ainda que Freddie certamente aprovaria os shows tão completos que eles vêm fazendo dentro da filosofia que sempre houve dentro do grupo e ainda de maneira mais ousada que antes, afirmando que o vocalista original está presente nas apresentações mas não de maneira nostálgica, pois segundo ele, se as pessoas quisessem ver tudo da forma que era feito naquela época, eles ficariam em casa assistindo tudo aquilo em DVD, e enfatizou a presença essencial do atual vocalista: “Nós temos um maravilhoso vocalista, um maravilhoso cantor que é Adam Lambert e algumas vezes nós trazemos Freddie para fazer uma pequena interação e é muito divertido”. Ainda sobre Adam, Brian afirma (02:23):

“Eu não sei se nós o escolhemos, eu acho que simplesmente aconteceu, eu chamo isto de ‘PDD’, um presente de Deus, porque nós realmente não estávamos procurando por isto, nós não estávamos buscando continuar, mesmo depois de Paul Rodgers, nós pensamos ‘ok, nós provavelmente terminamos agora’, sabe, nós fizemos tudo, nós trouxemos o grupo de volta à vida com Paul Rodgers com um tipo diferente de encarnação e então era tempo de parar, tempo de seguir em frente, e então tinha este cara, o ótimo Adam Lambert que estava no American Idol, o qual ele não ganhou, mas todos no mundo nos contataram dizendo ‘este é o cara, este tem que ser o cara a cantar com vocês’ e eles estavam certos. Não aconteceu de um dia para o outro, mas quando nós finalmente nos reunimos, a química estava lá e nós temos um cara que tem uma voz extraordinária, uma voz incrível e eu consigo ver Freddie Mercury fazendo aquela cara de aprovação, sabe, eu nunca tinha visto uma voz como aquela e eu provavelmente já vi milhões de cantores em minha vida, e ele também tem a personalidade, ele tem este tipo de instinto para se comunicar com o público, ele é engraçado, ele é leve, ele é autêntico e ele também é muito bacana, ele é fácil de se dar bem, e então o fato de eu ter o dobro da idade dele parece não fazer diferença, nós estamos ali com os mesmos tipos de ideias, trabalhando o tempo todo para fazer o show cada vez melhor e mais divertido. Então, nós temos este cara e nós temos uma banda”.

Perguntado sobre a pressão de Adam precisar parecer com Freddie, Brian acrescenta (04:11):

“Sim, eu acho que funciona muito bem, sabe, porque a resposta é que ele não precisa ser o Mercury, ele precisa ser ele mesmo e ele o é. Ele tem todos aqueles atributos que se encaixam muito bem com o que trazemos ao palco, mas ele é Adam Lambert, ele é um cara diferente, nós estamos o encorajando em sua carreira solo também, então não há a ideia de simplesmente sugá-lo e colocá-lo numa caixa, ele é uma pessoa independente, mas isto funciona muito bem e eu acho que todos que assistem isto sentem o mesmo e você pode ver, quer dizer, estamos juntos há 5 anos agora, mas no começo você podia ver pessoas do tipo ‘ok, será que isto vai dar certo? Ele não é o Freddie, qual é a de vocês?’, mas depois de três músicas e depois de ele conversar com eles dizendo ‘olha, eu não sou Freddie Mercury’, sabe, do tipo ‘ok, não diga!’, ‘mas eu sou eu e estamos aqui e nós temos a chance de se comunicar e de manter vivo este fio que o Queen criou’, ele diz ‘então, vamos nos divertir’, então todos o amam”.

Sobre as funções de cada detalhe do show como luzes, formatos de palco e os próprios membros da banda, Brian relata (06:08):

“Eu acho que o essencial sobre Adam é que aquilo não é um museu, sabe, ele não está parado em um museu, ele está num lugar em que pode criar conosco, assim como era com Freddie, sabe, ele pode criar conosco. E ele assim o faz, na verdade, ele não é uma pessoa que apenas dirá ‘sim’ se dissermos ‘fique ali’, ele diz ‘eu acho que eu deveria fazer isto, e se tentássemos aquilo’, então eu acho que este é o segredo do porquê isto funciona, não apenas porque ele parece correto, porque ele soa bem, ele realmente funciona como parte da banda”.

Brian fala ainda sobre o show ao vivo da banda ser inovador, aventureiro e sempre diferente, e que hoje em dia eles têm muito mais senso de humor e se arriscam mais do que antigamente, não se preocupando tanto quando algo dá errado, por exemplo, e segundo ele, as pessoas esperam vê-los se arriscando e quando eles se divertem, o público se diverte junto. O músico ressaltou ainda do quão orgulhoso se sente da grandiosidade das apresentações deles, até mais bem executadas, com melhores produções do que no passado.

Ele diz que eles conversam sim sobre momentos do passado, citando ainda o livro “Queen In 3D” que ele escreveu sobre estas incríveis memórias e experiências mas que o momento atual que é um grande presente a ser aproveitado e que ele “só pode ser grato porque se não fosse por Adam e todas as outras circunstâncias”, eles não estariam lá, “estaríamos meio que vegetando, eu acho, eu estaria até fazendo outras coisas, agora eu estaria salvando animais, mas é realmente um prazer estar onde estamos”, conclui o guitarrista.

Perguntado sobre suas canções favoritas, Brian cita três, que segundo ele, são essenciais e se conectam profundamente com o público nos shows: “Bohemian Rhapsody”, “We Will Rock You” e “We Are The Champions”, pois fazem com que emoções saiam pelos corpos do público, fazendo com que se conectem com sentimentos bons guardados dentro de cada um.

Por fim, Brian fala sobre o tempo, dizendo que 30 anos em termos astronômicos não são nada, são como uma piscada de um olho e que em seu recente aniversário, ele percebeu que internamente ele não se sente sábio o suficiente, ou velho o suficiente, ou experiente o suficiente para ter 70 anos de idade, mas que se sente com 35 anos e que então, para ele o tempo é algo muito subjetivo e que olhando para os anos 70, ele vê e sente muita coisa boa, mas que ele tem a certeza de que não gostaria de voltar àquele tempo, mas sim, viver o hoje e o que o futuro os reserva.

Autoria do Post: Josy Loos
Tradução: Tabata Martins
Fontes: @brianmaycom e BrianMayCom/YouTube

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