Nós estávamos lá: Adam Lambert no Palladium Ballroom
São 09:20hs de terça-feira à noite no Palladium Ballroom. Adam Lambert, a estrela do show, ainda não subiu ao palco. A equipe acabou de mudar a plataforma depois do show de abertura de Allison Iraheta.
Num piscar de olhos, o rosto de Lambert adorna a tela de fundo, uma imagem projetada do outro lado do clube. A platéia avança apressada, aparelhos de celular à frente, para tirar fotos de uma foto.
A mera visão de Adam Lambert incita o fan-demonium imediato. Seus discípulos são fiéis e de todas as gerações. A platéia do Palladium parece coberta desde adolescentes à avós, com a maioria numa faixa entre 20 e 40 anos de idade. Muitos estão vestidos em honra ao segundo colocado do American Idol – uma cartola aqui, um boá de plumas ali e um casaco de veludo mais adiante.
E a maquiagem dos olhos. Oh, a maquiagem dos olhos. Você não passaria despercebido por Bronwyn Wall e Camille Dollins, ambas de 17 anos de idade, estudantes da faculdade de Ursuline Academy. Elas chegaram às 4 da manhã usando brilhos auto adesivos ao redor dos cílios, glitter e maquiagem nos olhos. Ambas usavam delineador Smolder da MAC Cosméticos, a mesma marca que Lambert usa.
”Ele é um homem lindo”, disse Walls, cuja faixa favorita de Lambert é ”Voodoo”. ”Ele é verdadeiro. Ele é tão humilde, doce, original e direto.”
Dollings aprecia seu lado artístico. ”Eu tenho o costume de seguir música que seja única”, ela diz. ”Sua música é o reflexo de sua personalidade.”
Quando Lambert apareceu na plataforma às 09:40 para um show de 75 minutos, de 14 músicas, ele estava reluzente. Literalmente. Ele sozinho poderia manter a indústria de glitter de corpo em spray, de vento em popa. Aquele brilho combinava com sua presença de palco. Lambert é um artista magnético. Sua voz é flexível, potente e robusta.
Durante ”Fever” ele dançou com dançarinos homens e mulheres e trouxe de volta a sua famosa performance do American Music Awards, quando ele beijou seu baixista. A platéia rugiu a sua aprovação.
Para Lambert isso é parte do show. Este é um artista que vive para o momento criativo. Sua fusão infecciosa de glam rock e pop dance transborda em musicalidade, sem mencionar mais do que alguns toques do falecido Freddie Mercury. De fato, ”Soaked”, facilmente poderia ter sido uma balado do Queen. Foi a maior declaração artística de Lambert. Ele cantou-a brilhantemente, sem ser melodramático, sem apoios, somente vocais maravilhosos e muito coração.
Perto do final nós tivemos o delicioso ritmo dançante de ”Strut”, ”Music Again” e ”If I Had You.” Elas foram o equivalente audível do chute alto que Lambert liberou. Não preciso dizer, que as câmeras dos celulares foram disparadas.