Adam Lambert no Midland
Quando sua histĂłria for escrita, o ”American Idol” vai ser lembrado na sua maioria por poucas coisas: Simon Cowell; as pseudo-aberraçÔes que se inscreveram para os testes; e uns poucos de seus vencedores e segundo colocados.
Quinta-feira Ă noite, um dos mais memorĂĄveis concorrentes do ”Idol” de 2009, o segundo colocado, Adam Lambert, lotou o Midland Theatre, um feito raramente conquistado nos dias de hoje, a nĂŁo ser que vocĂȘ seja Leonard Cohen ou parte de um dos golpe de sorte de hard-rock de Johnny Dare.
Para te dar uma idĂ©ia do quĂŁo impreciso Ă© o termĂŽmetro do ”Idol” no que se refere a predizer sucesso, Lambert perdeu para Kris Allen, que no começo do ano, era uma das atraçÔes de abertura dos shows do Barenaked Ladies e Counting Crows. Lambert gira numa Ăłrbita diferente de qualquer outro vencedor ou segundo colocado do ”Idol”. Ao invĂ©s de fazer grunge de terceira geração ou R&B/pop/soul aguado, o negĂłcio dele Ă© mais uma mistura de dance-pop e dance-rock – do tipo mais apreciado pelas divas – e acrescentar a tudo isso um toque gĂłtico.
Isso o ajudou a construir um batalhão de fãs com idades que variam dos 12 aos 60 anos, o que foi a somatória da platéia de quinta-feira.
Sua turnĂȘ Ă© chamada ”The Glam Nation Tour”; seus fĂŁs ardorosos chamam a si mesmos, Glamberts; e seu show Ă© cheio do estilo cabaret, com coreografias e trajes andrĂłginos – uma mistura de Frankie Goes a Hollywood, Culture Club e Cher.
Ele subiu ao palco do Midland num destes trajes, um conjunto de pele, franjas, couro, pedrarias e uma cartola preta, cantando a mĂșsica ”Voodoo”. Ele apresenta um show de 75 minutos de dança e mĂșsica – algumas delas poderosas e barulhentas com batidas pesadas; algumas suaves e acĂșsticas. O show inclui covers de ”Ring Of Fire” de Johnny Cash e ”Whole Lotta Love” de Led Zeppelin, provando que tenacidade e audĂĄcia nĂŁo sĂŁo dois de seus pontos fracos.
Lambert separa a si mesmo do ”pacote” do ”Idol”, com seu senso de breguice e sua voz, que Ă© grande e poderosa o suficiente para incorporar Robert Plant ou uma de suas prĂłprias mĂșsicas de batida super dançante, como ”Sure Fire Winners” ou ”Music Again”. Sua voz tambĂ©m Ă© ĂĄgil o suficiente para lidar com baladas tocadas com guitarra ou piano, como ”Sleepwalker” ou ”Soaked”.
O setlist tocado no show compreende mais de uma dĂșzia de mĂșsicas, a grande maioria do seu ĂĄlbum de estreia ”For Your Entertainment”, agora com aproximadamente 700.000 mil cĂłpias vendidas somente nos Estados Unidos (mais do que o dobro do ĂĄlbum de estreia de Allen). Mas os detalhes, incluindo um show de lasers e as coreografias, sĂŁo tĂŁo atrativos quanto as mĂșsicas.
Tudo foi muito apreciado pela platéia de mais de 2.500 pessoas, algumas das quais acamparam fora do teatro antes mesmo do almoço, para assegurar um bom lugar na pista.
Muitos renderam tributos a ele, com jĂłias inspiradas na sua visĂŁo ou uma camada extra-pesada de rĂmel. Apesar de que o som poderia ter sido um pouco mais claro, muitos devoraram a apresentação com um tipo de intensidade e entusiasmo que outro concorrente do ”Idols” gerou – Clay Aiken.
Ele [Clay Aiken] aprendeu que a longevidade é uma busca enganosa e ilusória. Lambert, também, talvez aprenda a mesma coisa, mas por hora ele parece como um cara que perdeu a batalha, mas que estå ganhando a grande guerra.
Allison Iraheta: Ela, tambĂ©m, Ă© uma premiada do ”Idol” e durante seu breve show de abertura, ela mostrou o que a trouxe ali: uma voz poderosa o suficiente para dar conta de ”Hearthbreaker” de Pat Benatar e algumas de suas prĂłprias mĂșsicas hard-pop, que evocam a sonoridade e estilos de Pink e Joan Jett.