Adam Lambert deu uma festa ontem Ă noite em NYC e todo mundo foi convidado.
Pegue como exemplo, uma mulher de meia-idade na platĂ©ia que viajou de Auckland, Nova ZelĂąndia, para a experiĂȘncia da Glam Nation Tour ao lado de um grupo de fĂŁs do mundo inteiro que ela conheceu pela internet. Ă uma disposição idĂȘntica, enquanto nos dois primeiros shows de Lambert em Manhattan teve uma mistura de idades, raças e gĂȘneros e um olhar superficial sobre o Nokia Theatre revelou que o concorrente da oitava temporada do American Idol Ă© sem dĂșvida conectado com mulheres de uma certa idade.
Superficialmente isso Ă© um fenĂŽmeno curioso: um gay assumido agitar multidĂ”es de adoradores de 30 a 50 anos â algo que moças executivas de marketing preguiçosas podem passar suas noites de terça-feira bebendo vinho numa taça e ouvindo as rĂĄdios locais? Mas para essas sortudas basta a experiĂȘncia das 14 musicas estrondosas do set de Lambert, o fenĂŽmeno construiu o sentido perfeito: Se existir qualquer verdade sobre o estereĂłtipo de que um homem gay agite a melhor festa, festa da Glam Nation do Adam Ă© uma “Exibição A”. E como um brinquedo que se desajusta â um artista cuja marca EURO-GOTH de adrenalina vocal e abertura sobre sua orientação sexual faz suas aspiraçÔes na rĂĄdio uma longa e Ăngreme batalha â Adam encheu seu concerto de piscantes e conspiradoras distraçÔes que faz os fĂŁs sentirem que ele estĂĄ cantando diretamente Ă eles. A galera vibra mais, na verdade, enquanto Adam canta sua mĂșsica âWhataya Want From Meâ, na parte âItâs me, Iâm a freak. But thanks for loving me, âcause youâre doing it perfectly.â
Esse positivismo vem de todo o grupo da Glam Nation e Adam alternadamente servindo de lĂder sexy e divertido, consultor de relacionamento da Oprah e um contorcionista vocal de cair o queixo (embora tenda a se vestir com pesados tecidos de tapeçaria que parecem ter sido retirados do estofamento dos sofĂĄs da Cher durante o perĂodo gĂłtico dela). Depois de apresentar a devastadora balada âSoakedâ, Adam riu sobre ir para o dark com um toque entĂŁo, apontando para seu peito, ele filosofou sobre a luta para superar dores passadas e encontrar o amor verdadeiro. âVocĂȘ procura o seu rabo em vĂĄrios botecos e entĂŁo percebe que ele esteve sempre aquiâ. Mais tarde depois da dança formidĂĄvel de âIf I Had Youâ, Adam sacode a lĂngua e rindo diz: âEu amo Nova Yorkâ!
Ele tambĂ©m ama os Glamberts mais leais, evidenciado por sua decisĂŁo de abrir o show com uma ou duas batidas de âVoodooâ (que sĂł apareceu no remix) e âDown The Rabbit Holeâ (uma faixa-bĂŽnus que vem no iTunes prĂ©-compradas do CD “For Your Entertainment”), seguido pelo sabor da costa leste de âRing Of Fireâ que ele apresentou durante a “Semana Country” no Idol.
Adam, em seguida, atacou no que sĂŁo, indiscutivelmente, as duas faixas mais comercialmente viĂĄveis em seu ĂĄlbum â Lady Gaga escreveu âFeverâ e Ryan Tedder numerou âSleepwalkerâ â e, o que nĂŁo Ă© de surpreender que essas interpretaçÔes ao vivo se mostraram mais justas e limpas do que provavelmente metade de seus concorrentes de rĂĄdio.
Depois disso, o show de laser, luz e dançarinos foi tranquila, e a porção enxuta do show acontece nas mĂșsicas âWhataya Want From Meâ, âSoakedâ e âAftermathâ dando a Adam uma chance para mostrar no que ele Ă© mais famoso: A voz. A Ășltima dessas faixas, a balada da auto-capacitação que poderia facilmente servir como um hino no Dia Nacional do Reconhecimento, e estĂĄ mais beneficiada pelos rearranjos do que a da versĂŁo gravada.
A festa retornou com força total e Adam jogou o seu pop em âSure Fire Winnersâ e o sonho da dança prorrogado por meio de âStrutâ (onde um crĂąnio Paisley inexplicavelmente surgiu como um pano de fundo), âMusic Againâ e âIf I Had Youâ, Adam tratando sobre as armadilhas da fama de ser sentido sem o ingrediente secreto do amor. Esse sentimento pode ser muito levinho, mas a multidĂŁo consumiu como limonada num dia de verĂŁo escaldante.
E no caso de alguns dos seus devotados fĂŁs do Idol vieram vĂȘ-lo sem ouvirem primeiro seu ĂĄlbum de estreia, Adam voltou para uma repetição de duas mĂșsicas que ele executou no reality da Fox: “Mad World” tem um rearranjo estridente que, infelizmente, apagou o drama inesquecĂvel da versĂŁo dele em Idol. Em seguida, Adam se jogou na vibe sexual que Ă© “Whole Lotta Love” e transformou-a em uma meditação uivada, meio pesada que beira a tranquilidade. Como uma curva poderosa de new-age foi blasfĂȘmia para os fĂŁs de Led Zeppelin e podem ter sido inesperadamente suave para um grupo fechado, mas a forma como o pĂșblico gritava a sua aprovação, um clĂmax no show de grande sucesso foi experimentado pela maioria.
Quanto Ă s aberturas da Glam Nation, a Idol contemporĂąnea de Adam, Allison Iraheta começou com algo espetacular que quase foi chamado o 911, vendo como em 20 minutos me roubou o tempo necessĂĄrio para apreciar a cantora ruiva adolescente divertida. Começou a abertura com “Holiday” onde Iraheta se encontrou delimitada no palco com uma confiança despreocupada, nunca alcançada durante a sua execução no Idol, Ă© claro que ela estĂĄ muito mais em casa, cercada por sua banda do que quando estava com quatro jurados do reality, prontos para julgar suas roupas, seu comportamento e sua personalidade. Uma breve amostra da balada devastadora “Scars” levada a uma fantĂĄstica tomada do single “Don’t Waste The Pretty”, que teve a colaboração da deusa da guitarra Orianthi (que estourou em uma canção apenas). O encerramento com o cover de “Heartbreaker”, entretanto, acabou por ser uma escolha inspirada por alguĂ©m com 18 anos com uma alma de alguĂ©m, muito provavelmente, trĂȘs vezes mais velha.
Seguindo Iraheta, Orianthi foi outra decepção. A cantora de âAccording To Youâ tem um comportamento de palco ruim que sĂł ilumina quando ela pĂĄra de cantar e se concentra em suas habilidades de guitarra excepcional. Com exceção daqueles interlĂșdios, no entanto, Ă© preciso se fixar nas cançÔes normais de Orianthi (âShut Up And Kissâ, âCourageâ) ou o fato de que suas franjas falharam ao tentar se mover durante a apresentação. O Ășnico destaque de Orianthi mas ainda assim sonolento foi âThink Like Manâ, uma escolha Ăłbvia para o prĂłximo single da diva australiana.