Os fogos de artifĂcio vocais do cantor de glam-pop foram tĂŁo elĂ©tricos quanto seu palco durante as duas noites de show em New York.
NEW YORK — Adam Lambert trouxe o drama, a voz para as duas noites de show esgotadas no Nokia Theatre em New York, parando na Times Square com sua Glam Nation Tour. Lambert armou o espetáculo com telões, dançarinos, figurinos extravagantes e maquiagem. Mas tĂŁo legal quanto os lasers foram, todos os sinos e assobios nĂŁo foram páreo para os fogos de artifĂcio vocais do cantor de glam-pop, que estavam em sua melhor forma na terça e quarta. Seu afinado talento provou ser a real estrela do show.
Tirando liberadamente de seu álbum “For Your Entertainment”, o cantor levou a platĂ©ia a um frenesi durante animados nĂşmeros como a favorita dos fĂŁs “Strut”, “Fever” da Lady GaGa e seu single atual “If I Had You”. Ele ainda conseguiu prender a atenção da platĂ©ia enquanto diminuia o ritmo para um set acĂşstico que incluiu uma versĂŁo de seu maior hit “Whataya Want From Me”.
Na verdade, a platĂ©ia estava tĂŁo apaixonada com o magnĂ©tico cantor, na noite de terça, que poderia-se ouvir um alfinete caindo durante um momento especial de tranqĂĽilidade enquanto Adam cantava a teatral “Soaked” — exceto por um senhor bĂŞbado gritando o nome do cantor Klaus Nomi. (VocĂŞ nĂŁo pode culpar o inebriado cavalheiro. Ă€s vezes, o nĂşmero parecia muito com uma ária que Nomi faria há 30 anos atrás, de volta ao palco do East Village.)
A platéia da noite de quarta era especialmente estridente. A energia no local extendia do fundo até toda a frente, onde um grupo de jovens bonitos se plantou, colados a todos os movimentos de Adam.
Nas duas noites — apresentando setlists idĂŞnticos — Adam corajosamente abriu seu show de uma hora com um medley que incluia um pedaço da faixa-bĂ´nus “Voodoo” e “Down The Rabbit Hole,” respectivamente, antes de passar para o cover de Johnny Cash, “Ring Of Fire”, que conquistou para ele milhões de fĂŁs no “American Idol” em 2009. Ele fechou a noite com a reapresentação de mais duas mĂşsicas do “Idol”: uma rápida, quase animada “Mad World” e uma lenta, sinuosa “Whole Lotta Love” que transbordava sexualidade, tĂŁo bem quanto o resto da banda.
Fora “Whole Lotta Love” e uma rápida lambida no rosto do seu “glitterbaby,” o baixista Tommy Joe Ratliff na terça Ă noite, as brincadeiras de Adam no palco eram relativamente inofensivas. Adam talvez queira reconsiderar sua promessa de uma “turnĂŞ familiar”, dado que seus fĂŁs gritaram mais alto nos poucos momentos em que a Glam Nation chegou ao limite, incluindo um breve momento na quarta Ă noite em que Adam simulou masturbação com uma bengala.
Voltando Ă fevereiro, da Ăşltima vez em que Adam tocou em New York, ele lambeu a câmera de um fĂŁ e foi apalpado por alguns espectadores bem espertinhos. Essa semana, a Ăşnica vez em que Adam interagiu com a platĂ©ia foi em um nĂvel emocional, seguindo com “Sleepwalker”, se abrindo sobre relacionamentos passados. Na verdade, Adam canalizou Dr. Phil [um famoso psicĂłlogo] diversas vezes durante o show, distribuindo bobagens de auto-ajuda em cada chance que tinha. Compartilhando sua vida (e talvez compartilhando demais sobre qual movimento de dança machuca suas partes masculinas), o astro brilhante desceu Ă terra.
Depois de tudo, quando Adam Lambert canta, está fora desse mundo.
A Glam Nation Tour continuará a agitar pelo verão e até setembro. Se você for um dos sortudos que comprou ingressos antes deles esgotarem, tenha certeza de chegar cedo para o extraordinário set de abertura de Allison Iraheta. A cantora e compositora australiana Orianthi também abre para Adam.